Fortes chuvas deixam famílias desalojadas no Agreste e Sertão de Pernambuco

Desde a noite do último sábado (18), fortes chuvas assolam as cidades do Agreste e Sertão de Pernambuco. Em Caruaru, a intensidade da chuva deixa famílias desalojadas, principalmente em áreas ribeirinhas. Casas foram invadidas pela água que tomou conta das ruas provocando alagamentos e desligamento da rede elétrica do local. 

Segundo a prefeitura de Caruaru, os locais que mais sofreram com o impacto da chuva foram Severino Afonso e no loteamento Três Bandeiras, no bairro Boa Vista. A prefeitura informou que está atuando junto com a Defesa Civil para identificar mais pessoas desalojadas. Mas até o momento, não foram identificados desabrigados. As equipes continuam atendendo a população através do número 199 da Defesa Civil para casos de emergência.
A cidade recebeu a visita da governadora Raquel Lyra, que está indo a pé aos locais mais atingidos pelas enxurradas, através das redes sociais a governadora expressou “Agora, é hora de estar perto da nossa gente, levando cuidado, abrigo e mantimentos para as pessoas que foram afetadas. Estamos atuando emergencialmente para reconstruir e limpar o que as enxurradas levaram. Se sua casa foi afetada, procure a Defesa Civil de Pernambuco e as autoridades locais. Estamos em alerta e de prontidão para atuar”.
As visitas da governadora foram em Caruaru e em Santa Cruz do Capibaribe onde tiveram registros com o volume acima de 100mm, o que representa o esperado para o mês inteiro de março seria 71mm em ambas cidades. 
Em Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe, o governo emitiu uma nota sobre sua atuação. “O Governo do Estado está atuando no Agreste, junto aos órgãos municipais, para atender aos desabrigados atingidos pelas chuvas. Equipes da Defesa Civil, Bombeiros e Secretaria de Saúde em ação”. Nas suas redes sociais Raquel acrescentou o detalhe das obras de prevenção. “Estamos investindo R$ 18 milhões e reestruturando nossas forças, principalmente na Defesa Civil, para atuarem também de forma preventiva em todo o Estado”.
“A defesa civil municipal de Caruaru, em contato com a Defesa Civil estadual, já enviou caminhões até Codecipe, levando colchões e kits de material de limpeza para as pessoas que foram afetadas pelo desastre”, divulgou nas redes o Mário Revorêdo, coordenador da Defesa Civil de Pernambuco. 
A Defesa Civil de Caruaru divulgou. “Segue monitorando os locais que foram alagados pelas chuvas na cidade de Caruaru, no sábado (18). A DC informa também que está tudo entrando na normalidade e segue em contato constante com a Defesa Civil Estadual, a fim de acompanhar os boletins meteorológicos”. 
A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), divulgou que a chuva em Caruaru teve a intensidade de 92,11mm desde o último sábado (18). Além de Caruaru, outras cidades tiveram registros ainda maiores como Itapetim, no Sertão com 138,20mm, Jatobá (125,60mm) e Santa Cruz do Capibaribe (117,57mm). Outras cidades com número inferiores ao de Caruaru foram Pesqueira (86,47mm), Triunfo (62,10mm) e Santa Cruz da Baixa Verde (60,31mm). O alerta de chuvas dado pela Agência é válido até este domingo (19) e vincula a Região Metropolitana do Recife e Mata Norte.
Por Diário de Pernambuco

Amazônia concentra 90% da área com focos de incêndio no 1º bimestre

No primeiro bimestre deste ano, o bioma Amazônia concentrou 90% das áreas com queimadas. Ao todo, o perímetro atingido pelas chamas foi de 487 mil hectares, de acordo com informe de hoje (13), do Monitor do Fogo, iniciativa do Projeto de Mapeamento Anual do Uso e Cobertura da Terra no Brasil (MapBiomas), em parceria com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). No primeiro bimestre de 2022, a área totalizou 654 mil hectares.

Nos seis biomas do país — Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal –, em 536 mil hectares, houve focos de incêndios. Conforme destaca a pesquisadora Vera Arruda, do Ipam, a área é 28% menor do que a registrada no primeiro bimestre de 2022.

Segundo a pesquisadora Vera, de modo geral, as chuvas que caracterizam os primeiros meses do ano, no país favorecem a diminuição de incêndios. “Mesmo assim, são muitos hectares queimados, em um período de mais chuva”, afirma a pesquisadora, que integra a equipe responsável pelo Monitor do Fogo.

Outra particularidade da época é o alto índice de ocorrências em Roraima. O levantamento mostra que as queimadas no estado chegaram a consumir 259 mil hectares, ou seja, 48% do total identificado.

“Lá tem um tipo de vegetação que se assemelha mais ao Cerrado. Não são só florestas, como na maior parte da Amazônia”, explica Vera. Nos estados de Mato Grosso e do Pará, o fogo atingiu espaços de 90 mil e 70 mil hectares, respectivamente. Juntos, se somados a Roraima, respondem por 79% dos incêndios detectados pela equipe do projeto.

O Cerrado figura em segundo lugar na lista, com 24 mil hectares atingidos pelo fogo. Perguntada sobre o que a equipe considera uma margem de tolerância quanto aos incêndios, quando se trata do bioma, Vera comenta que, de fato a vegetação se adaptou à presença do fogo.

A pesquisadora, porém, faz uma observação: “O fogo que acontece, hoje em dia, nos últimos anos, não é mais o fogo que naturalmente ocorreria na vegetação, porque ocorreria mais por presença de raios. Ou seja, mais entre as estações. Mais ou menos, de maio a julho. E a gente vê que, na verdade, o fogo do Cerrado se concentra no auge da estação seca, entre agosto e setembro, que são os meses mais críticos do fogo no Cerrado. A maioria do fogo na vegetação vem de origem antrópica, humana, não é de origem natural.”

“Além disso, mesmo o fogo que ocorreria de forma natural ocorreria de forma espaçada não queimaria uma mesma área, repetidas vezes. O que a gente vê, com os dados do Monitor, é que a frequência das áreas queimadas no Cerrado também está aumentando. Isso não permite que a vegetação, o ecossistema se recupere”, finaliza.

por agência Brasil

Amazônia e Cerrado batem recorde de alertas de desmatamento

O desmatamento na Amazônia e no Cerrado atingiu níveis recordes em fevereiro, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). As áreas sob alerta de desmatamento na Amazônia Legal subiram para 321,9 km², um aumento de 62% em relação ao ano passado,o pior índice para o mês de fevereiro em toda a série histórica, iniciada em 2015. No Cerrado, a devastação foi ainda pior, com um aumento de 97% em relação a 2020, chegando a 557,8 km². Somados, os dois biomas perderam quase 880 km².

Dados do Inpe mostram que os estados mais afetados pela perda de vegetação na Amazônia Legal, que corresponde a 59% do território brasileiro, foram Mato Grosso (161,8 km²), Pará (46,4 km²), Amazonas (46,3 km²) e Roraima (31,1 km²), este último abrigando a maior parte da Terra Indígena Yanomami. O Acre e o Maranhão tiveram aproximadamente 4 km² sob alerta, cada.
Já no Cerrado, a região conhecida como Matopiba, composta pelos estados da Bahia (268 km²), Tocantins (67,5 km²), Piauí (63,2 km²) e Maranhão (51,6 km²), foi a que teve os piores números. Mais de 90% das áreas desmatadas são utilizadas para uso da agropecuária, com a remoção da vegetação principalmente para dar lugar a pastagens, para produção de carne e leite, e para a soja.
Para o WWF Brasil, organização não governamental voltada para conservação ambiental, ainda é cedo para confirmar qualquer tendência relacionada ao desmatamento, pois janeiro e fevereiro são períodos de muitas nuvens e chuva. “O que podemos afirmar com clareza é que os eventos climáticos estão afetando de forma mais recorrente o Brasil e que o controle do desmatamento é fundamental para atenuar as perdas. As ações anunciadas pelo atual governo são bem-vindas, mas é necessário que toda a sociedade participe desse processo de reconstrução ambiental”, disse Mariana Napolitano, gerente de Conservação do WWF-Brasil, em reportagem reproduzida no portal da instituição de conservação. 
Em nota, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) informou que tomará medidas, juntamente com o Ibama, ICMBio e o Serviço Florestal Brasileiro, para “responsabilizar e embargar remotamente desmatamentos que não possuírem autorização válida, dentre outras medidas administrativas, que poderão inclusive bloquear o acesso dos imóveis com desmatamento ilegal a crédito e à cadeia de compradores do agronegócio”.
Segundo o ministério, a cobertura de nuvens na Região Amazônica pode ter influenciado de forma negativa a precisão dos números registrados em fevereiro. Isso ocorre porque os dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) podem incluir processos de desmatamento ocorridos em períodos anteriores ao do mês de mapeamento, mas cuja detecção não fora antes possível por limitações de cobertura de nuvens. Além disso, determinadas alterações florestais podem ter autorizações de supressão da vegetação, ou seja, desmatamento legal.
O sistema Deter foi desenvolvido para servir de suporte à fiscalização ao gerar alertas sobre onde o problema está acontecendo. Entretanto, as informações do Deter não servem para aferição oficial do desmatamento e não devem ser entendidas como taxa mensal de desmatamento. Os dados oficiais do Inpe para medir a taxa anual de desmatamento na Amazônia são fornecidos pelo projeto Prodes, que tem nível de precisão próximo a 95%.
Por Agência Brasil

Temporais: moradores dizem que não receberam alerta de deslizamento

Moradores da Barra do Sahy, um dos bairros de São Sebastião mais afetado pelos temporais no litoral norte paulista, relataram  que não receberam qualquer tipo de alerta para o risco de deslizamento por causa das fortes chuvas na região no último fim de semana.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) informou que previu com três dias de antecedência os temporais e avisou a Defesa Civil Nacional e as defesas civis locais.

“Alerta mesmo fomos, nós, da comunidade: ‘corre que o morro está descendo’”, conta Wagner de Oliveira, morador do bairro e que ajudou no resgate de vítimas.

Em entrevista coletiva na última segunda-feira (20), o prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto, disse que a administração municipal emitiu alertas a partir das 21h de sábado (18), quando começaram as chuvas na cidade.

No entanto, a prefeitura não divulgou alerta prévio sobre as chuvas na madrugada de domingo. O primeiro alerta foi publicado na conta da prefeitura no Twitter às 7h de domingo, após temporal.

 

CHUVAS EM SÃO PAULO: tempestade deixa pelo menos 24 mortos em São Paulo

Uma forte tempestade com uma quantidade “recorde” de chuva causou pelo menos 24 mortes por inundações e deslizamentos de terra durante o fim de semana de Carnaval em várias cidades do estado de São Paulo, informaram autoridades neste domingo (19).

“Até o momento, foram registrados oficialmente 24 óbitos, 228 pessoas desalojadas e 338 desabrigadas” na região litorânea ao norte da capital paulista, indicou o governo do estado em nota, enquanto uma operação corre contra o relógio para ajudar as vítimas.

FALTA DE ENERGIA

A tragédia que atingiu o município de São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo, onde a chuva acumulou mais de 600 milímetros em 24 horas, deixou dezenas de praias muito frequentadas por turistas totalmente isoladas. No fim da tarde deste domingo, 19, a rodovia Rio-Santos, principal via de acesso, estava com ao menos nove pontos de interdição total devido à queda de barreiras. Os mais de 40 km de rodovia margeando a orla, em área do município, estavam com poucos trechos liberados para o tráfego.

Havia interdição total entre as praias de Toque-Toque, próxima de São Sebastião, e de Boracéia, já nas proximidades de Bertioga Praias como Maresias, Boiçucanga, Barra do Sahy e Camburi estavam sem comunicação com a cidade. O isolamento dificultou a chegada de equipes de socorro às comunidades atingidas por grandes deslizamentos de encostas.

Tremor de terra é registrado em Caruaru, agreste de PE

De acordo com o Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis-UFRN), o município de Caruaru, no Agreste do Estado, registrou um tremor de terra de magnitude de 2.2 mR. O evento ocorreu na madrugada desta quarta-feira (8), um pouco depois da meia-noite.

O Laboratório Sismológico da UFRN é responsável por monitorar e divulgar todo o tremor de terra que ocorre no nordeste do país. Segundo o órgão, a última atividade sísmica ocorrida no município havia sido no último dia 13 de janeiro e teve uma magnitude menor. Nas redes sociais, internautas relatam terem sentido o tremor de terra em diversos bairros do município como Petrópolis, Indianópolis, Santa Rosa e Centro.

Por que a terra treme em Caruaru?
Os tremores de terra em Caruaru ocorrem porque a cidade fica localizada bem no meio de uma falha geológica, um foco vulnerável à atividade sísmica, denominado zona de cisalhamento Pernambuco-Leste.

Essa falha começa no Recife e entra pelo Sertão, até Arcoverde, numa extensão de 254 quilômetros. A “Capital do Forró” está no meio desse caminho.

O tremor de terra mais forte da história dos abalos sísmicos de Caruaru aconteceu à 1h20 do dia 20 de maio de 2006. O abalo teve intensidade de 4.0 graus na escala Richter. No dia 20 de março de 2007, outro forte tremor foi sentido, com magnitude 3.9.

Com registro de morte, chuva desta segunda foi a terceira maior da história para um mês de fevereiro em Pernambuco, diz Inmet

Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) afirmou que a chuva desta segunda-feira (6) foi a terceira maior em Pernambuco no mês de fevereiro desde o início da série histórica, em 1961.

O órgão federal contabilizou que precipitou 122,4 mm em um dia – quase o esperado para todo o mês, que chove em média 127 mm.

O meteorologista do ( INMET ) Flaviano Fernandes explicou que as chuvas se devem à junção de dois fenômenos climáticos, o La Niña – resfriamento das águas do Oceano Pacífico – e o aquecimento das águas do Oceano Atlântico.

 

Apac alerta que chuvas podem se tornar intensas em regiões de Pernambuco

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) emitiu, nesta quarta-feira (18), um alerta de chuvas de intensidade moderada na Região Metropolitana do Recife e Zona da Mata Norte. 

Segundo o comunicado, instabilidades oriundas do oceano estão causando a continuidade das chuvas vistas durante a tarde, com possibilidade de intensificar a sua força durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (19). O volume de águas deve diminuir no período da tarde. 

“A Apac informa que Instabilidades oriundas do oceano estão causando chuvas de intensidade moderada na Região Metropolitana do Recife e Zona da Mata Norte, por este motivo emitimos um aviso meteorológico com previsão de continuidade dessas chuvas, com possibilidade de intensificar durante a madrugada e primeiras horas da manhã desta quinta-feira (19) e redução no período da tarde”, disse o comunicado na conta oficial da agência.

O estado das chuvas foi classificado como de “observação”. Os níveis de aviso estabelecidos pela Apac são classificados em Estado de Alerta (com riscos altos para a população), Estado de Atenção e, o mais brando, Estado de Observação. 

Com o alerta, que indica a possibilidade de chuvas moderadas no Recife nas próximas 24 horas, moradores podem que estiverem em áreas de risco podem contatar a Defesa Civil em caso de necessidade. O órgão mantém um plantão permanente, podendo ser acionado pelo telefone 0800.081.3400. A ligação é gratuita e o atendimento 24h. 

Mais chuva e mais calor: como deve ser o verão em Pernambuco

Começou, às 18h48 desta quarta-feira (21), o verão no Hemisfério Sul. A estação deve seguir até 18h25 de 20 de março de 2023, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Em Pernambuco, a estação deve ter mais chuva e mais calor, segundo o prognóstico do instituto.

O Inmet alerta que o predomínio das chuvas acima da climatologia histórica é associado aos impactos do La Niña e “ao padrão de águas ligeiramente mais aquecidas próximas à costa nordestina”.  

A temperatura do ar deve predominar próxima e acima da média histórica em grande parte da região nos próximos meses, exceto no norte dos estados do Maranhão, Piauí e Ceará.

“Essa data coincide com o exato momento em que os raios solares estão perpendiculares ao Trópico de Capricórnio. Esse período é quando o Brasil recebe maior insolação, por isso as temperaturas são maiores”, explica o meteorologista da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), Roni Guedes.

O período reflete o aumento da temperatura em todo o País em função da posição relativa da Terra em relação ao Sol mais ao sul, tornando os dias mais longos que as noites.

Em Pernambuco
A previsão para os primeiros três meses de 2023 para Pernambuco indica o período chuvoso histórico do Sertão. 

“A perspectiva do primeiro trimestre para o Sertão é que chova acima de 300 mm, o que representa metade da chuva que ocorre durante o ano apenas em três meses. As temperaturas devem passar dos 37ºC na região”, completa Roni Guedes.

Já para o Litoral, apesar de também chover quase o mesmo tanto que o Sertão, não é o período chuvoso natural. “Os três primeiros meses correspondem a apenas 21% da chuva prevista para todo o ano, pois a principal chuva ocorre no meio do ano. O verão é o período que é mais quente para o Litoral, as temperaturas devem passar os 32ºC”, finaliza o meteorologista da Apac.

 

Chuvas de moderada a forte devem seguir no Agreste e Sertão de Pernambuco até sábado (3)

O Agreste e Sertão de Pernambuco devem registrar chuvas de moderada a forte até o sábado (3), segundo previsão da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).

“A Zona de Convergência de Umidade se transformou na Zona de Convergência do Atlântico Sul, que é um canal que está trazendo umidade desde a Amazônia até o Nordeste, em baixos níveis, e está provocando instabilidade em grande parte do País, havendo bastante precipitações de moderada a forte entre o Sertão e Agreste”, informou apac.

fonte apac