Lula assina decreto que recria o Conselhão

presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quinta-feira (4), o decreto que recria o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o chamado Conselhão. O espaço é destinado a debater agendas e temas de interesse dos mais diversos segmentos da sociedade.

“Não é espaço para as pessoas falarem bem do governo, para só fazer diagnostico, é espaço para vocês ajudarem a governar o país e dizer como vocês querem que as cosias sejam feitas”, disse Lula aos conselheiros, durante a instalação do colegiado, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

Criado em 2003, o Conselhão funcionou por mais de 15 anos, até ser extinto em 2019. Lula destacou que políticas como o Minhas Casa, Minha Vida, o Programa de Aceleração do Crescimento, o crédito consignado e a política de valorização do salário mínimo surgiram de diálogos do colegiado. Para o presidente, o conselho desempenhará um papel importante para vencer desafios como a fome, as desigualdades e as urgências ambientais.

“Cada setor e cada movimento aqui representados enxergam de forma diferente esses e os muitos outros desafios que temos pela frente”, disse.“Precisamos aprimorar nossas políticas educacionais, retomar nosso protagonismo nos foros globais, repensar as novas relações de trabalho mediadas pelas plataformas e trazer a inovação para aproveitar o melhor da economia digital”, acrescentou Lula.

Em discurso durante o evento, a filósofa, escritora e ativista antirracismo, Sueli Carneiro, membro do conselho, afirmou que o colegiado é um espaço privilegiado de discussões de uma série de questões. Para ela, as respostas aos desafios depende “da capacidade ou não da sociedade brasileira de optar, dessa vez, por um desenvolvimento sustentável que permita a radicalização da democracia com equidade de gênero, equidade de raça e justiça social”.

“É eticamente aceitável persistir em um projeto de país que não se importa em deixar para trás no seu processo de desenvolvimento a maior parte de sua população? Esse modelo de desenvolvimento desigual que caracteriza a nossa história é capaz de fazer o Brasil adentrar ao rol das nações desenvolvidas e civilizadas ou estamos satisfeitos em ter ilhas de modernidade e prosperidade cercadas de atraso e indigência humana por todos os lados? Se [a resposta é] não, estamos dispostos a pagar o preço necessário a uma mudança estrutural de desenvolvimento econômico e social sustentável, que pressupunha a correção e a reparação de injustiças históricas e contemporâneas persistentes em nossa sociedade, em prol da efetivação da cidadania para todas todos e todes?”, questionou Sueli.

Fazem parte do colegiado 247 conselheiros. Entre os setores representados estão movimentos sociais, setor financeiro, empresarial, agronegócio e fintechs.

Para Lula, nenhum governo, “por mais competente, responsável e humanista que seja”, é capaz de resolver sozinho os problemas de um país. “Os debates que ocorrerão aqui não irão, num passe de mágica, resultar em soluções que atendam a cada ponto de vista individual. Mas esses debates certamente possibilitarão que identifiquemos pontos em comum entre os mais diferentes olhares e vivências, em busca de um denominador comum”, destacou o presidente.

De acordo com a Presidência, o modelo do Conselhão prevê representação de trabalhadores, empresários e de entidades setoriais, “de modo a sintetizar a pluralidade e a diversidade da sociedade brasileira”. Os novos conselheiros participarão de debates qualificados, que subsidiarão a formulação de políticas públicas, em assessoramento direto ao presidente da República.

“Há quem considere um defeito a composição heterogênea desse conselho quando, ao contrário, essa é justamente a sua principal virtude, o diálogo entre os diferentes”, disse Lula. “Os primeiros frutos já estão sendo colhidos agora, aqui mesmo nesta plenária. Esses frutos se chamam civilidade e diálogo democrático”, completou o presidente.

A socióloga e pecuarista Teresa Vendramini, representante da Sociedade Rural Brasileira no Conselhão, concorda que é preciso diálogo e disse que a polarização política está impedindo a evolução de algumas pautas para o país, citando a questão indígena e a regularização fundiária. “Quero pedir e falar para que a gente caminhe no equacionamento [desses desafios] com equilíbrio e justiça social para todos os lados”, disse.

Em nome dos produtores rurais – pequenos, médios e grandes – ela citou que as principais agendas do setor são segurança jurídica, direito à propriedade privada e livre iniciativa. “É disso que nós precisamos para produzir, para caminhar”, disse.

A Secretaria de Relações Institucionais será a responsável pela coordenação do colegiado. Segundo a Presidência, o novo Conselhão tem forte ênfase na inovação, além de trazer para o centro do debate a preocupação com a sustentabilidade e a pluralidade da sociedade. Ele ganhou em seu nome o termo “sustentável” para “chamar atenção sobre a potencialidade ambiental do país no atual cenário de mudanças climáticas”.

O administrador e empreendedor social, Marcel Fukayama, membro do Conselhão, disse que é preciso redefinir a palavra sustentabilidade, não apenas como conceito de conservação e mitigação de danos, mas para o conceito de regeneração. Segundo ele, a sociedade civil já vem articulando com o governo a criação de uma estratégia nacional de economia verde, para colocar a agenda climática de maneira transversal nas políticas públicas e promover a reindustrialização do país alinhado com essa nova economia.

“Diante da emergência que a gente vive, climática, de desigualdades, não dá mais tempo simplesmente para ser sustentável. O nosso arcabouço jurídico institucional é moldado para mitigação de dano, então se eu tiver gerando emprego e renda mas eu tiver um impacto social ambiental negativo está tudo bem. E essa não pode ser a função social das empresas, as empresas devem gerar benefício social e ambiental positivo”, disse Fukayama.

Após a instalação do conselho, serão criados grupos temáticos de trabalho que tratarão de discussões específicas de cada área, onde os membros do conselho terão o “propósito compartilhado de pensar o desenvolvimento do país em um ambiente democrático de debate”.

Tradicionalmente, o conselho foi integrado por representantes da sociedade civil de diversos segmentos, “em composição ampla e plural”. No novo formato, o governo pretende que ele seja ainda mais representativo, contando com cidadãs e cidadãos de diferentes grupos e classes sociais, com aumento da participação feminina e maior busca por diversidade étnico-racial e regional. Mais de 40% dos assentos do Conselhão são ocupados por mulheres.

Por Agência Brasil

Avião de pequeno porte sofre pane no ar e faz pouso forçado no mar no MA

Uma aeronave de pequeno porte realizou pouso forçado no mar, após pane no município de São José de Ribamar, no Maranhão, na segunda-feira (1º).

Secretaria de Segurança Pública (SSP-MA) informou que atendeu uma ocorrência de acidente aéreo na praia de Ponta Verde por volta das 14h30 (horário de Brasília) e que a equipe encontrou apenas os pilotos no local.

Na aeronave, que partiu de Barreirinhas para São Luís, viajavam um piloto, um copiloto e um casal.

Juiz da Lava Jato determina nulidade de decisões de Moro contra Cabral

O juiz Eduardo Fernando Appio, da 13ª Vara Federal de Curitiba, determinou, na noite desta terça-feira (2), nulidade, por falta de imparcialidade do ex-juiz e atual senador Sergio Moro (União-Brasil) em todos os atos decisórios dele quando era juiz, inclusive em relação à prisão preventiva do ex-governador Sérgio Cabral no âmbito da Operação Lava Jato, em Curitiba.

A decisão que afirma que Cabral não teve a garantia do devido processo legal e menciona as conversas vazadas entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol, que teriam se unido para atuar contra o acusado.

Para o juiz que assumiu todos os processos da Lava Jato em Curitiba, Eduardo Appio, este cenário demonstra que o juízo não tinha imparcialidade necessária para conduzir o caso.

“O então juiz federal Sergio Moro e o então Procurador da República, Deltan Dallagnol (hoje, deputado federal pelo Podemos) trocam mensagens secretas via Telegram, demonstram, de forma absolutamente segura e irrefutável, que existem indícios mais do que suficientes de cumplicidade entre estes dois agentes do Estado brasileiro, em desfavor de um acusado em processo criminal”, diz o documento.

 Em nota, a defesa do senador Sergio Moro afirmou que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região confirmou a condenação de Sérgio Cabral por corrupção na operação Lava Jato. “Logo, o atual magistrado reformou uma decisão do tribunal ao qual está vinculado e subordinado”, diz o texto.

A defesa de Sergio Cabral disse que “ressalta a decisão precisa do juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba, que reconheceu a parcialidade com que o ex-juiz Sergio Moro conduziu a ação penal contra o ex-governador Sergio Cabral, após ter sido autorizada pelo ministro Ricardo Lewandowski a utilização das provas públicas oriundas da Operação Spoofting”.

De acordo com a decisão, os diálogos, que foram certificados como válidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) não podem ser usados para abertura de inquérito ou ação penal contra o ex-juiz e o ex-procurador, mas podem servir para a anulação de decisões contra acusados em processos criminais.

“Se o pressuposto que autoriza o exercício livre da jurisdição em matéria criminal é, essencialmente, a plena independência a imparcialidade do juiz criminal (juiz natural) do feito, resta evidente que todos os atos decisórios eventualmente praticados neste processo pelo então juiz federal Sérgio moro são absolutamente nulos e não podem produzir nenhum efeito em desfavor do acusado Sérgio Cabral”, continua a decisão.

A determinação tem efeito imediato e também pede que o nome de Cabral seja retirado do banco nacional de mandados, além de revogar qualquer restrição que partiu das decisões relacionadas à Lava Jato, em Curitiba.

Desde março deste ano , Cabral cumpria a pena em prisão preventiva, utilizando tornezeleira eletrônica.

Sérgio Cabral, que exerceu o cargo de governador do Rio de Janeiro entre 2007 e 2014, teve penas somadas que ultrapassaram 390 anos em várias condenações no âmbito da Operação Lava Jato.

POR CNN

Em Afogados ônibus do TFD e usado para transporte de time de futebol particular

No último sábado (29) o veículo tipo ônibus do TFD, Tratamento Fora de Domicílio , o qual é destinado a transporte exclusivo de pacientes com doenças crônicas está sendo utilizado para fins particulares. Pois bem o veículo ônibus modelo G7 transportou um time de futebol para cidade de Brejinho , a relatos que não e a primeira vez que o time utiliza o carro da prefeitura para suas viagens as cidades de Pernambuco e da Paraíba , não é nenhuma novidade que a administração Alessandro Palmeira faz e atende muitos mimos pessoais de seus seguidores, relatos de funcionários dão conta de alguns funcionários cedidos de outras cidades para Afogados que recebem sem se quer assinar o ponto.

Em relação ao uso indevido do veículo do TFD para fins particulares a ADM tem que rever seus conceitos e começar a seguir as normas e leis existentes que regem a utilização destes tipos de veículos , esperamos que o responsável pelo time e a secretaria de saúde se manifestem sobre o ocorrido e emitam suas desculpas a comunidade por ter usado indevidamente o dinheiro e o bem do contribuinte de forma irresponsável e para benefício próprio.

Deputada invade Ibama e leva a capivara Filó de volta para influencer

A deputada estadual Joana Darc (União-AM) invadiu uma instalação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Manaus e pegou a capivara Filó neste domingo (30/4). A parlamentar chegou a afirmar que os funcionários do órgão ambiental não estavam cumprindo decisão judicial, mas o Ibama não havia recebido a intimação até o fim da manhã.

A Justiça concedeu a guarda provisória da capivara Filó ao influenciador Agenor Tupinambá em decisão publicada na madrugada deste domingo. Na sexta-feira (28/4), ele havia entregado o animal após determinação do Ibama. Desde então, o influenciador e a deputada Joana Darc tentavam reverter a decisão na Justiça. Em uma primeira decisão, no sábado (29), o juiz concedeu à parlamentar o direito de visitar a capivara nas instalações do Ibama.

Depois disso, determinou que o animal fosse devolvido a Agenor. “(…) Determino que o Ibama seja compelido a fazer a entrega do animal ao autor, imediatamente (…) Fica autorizado o transporte da Filó, pelo requerente, para que retorne ao seu habitat natural, desde que se comprove que esse transporte se fará com meios seguros”, diz a decisão judicial publicada pela parlamentar nas redes sociais. 

O juiz Márcio André Lopes Cavalcante (TRF da 1ª Região) entendeu que Agenor e a capivara Filó vivem em “perfeita e respeitosa simbiose com a floresta e com os animais ali existentes”. “Não é a Filó que mora na casa do Agenor. É o autor que vive na floresta, como ocorre com outros milhares de ribeirinhos na Amazônia, realidade muito difícil de ser imaginada por moradores de outras localidades urbanas no Brasil”, diz a decisão. O processo corre em segredo de Justiça.

O Ibama argumentou que, até o fim da manhã deste domingo (30/4), não havia recebido a intimação e que, por isso, não devolveria a capivara. Após entrar a força com um grupo de pessoas nas instalações do Ibama em Manaus, Joana Darc saiu de lá com o animal. O Correio tenta contato com a parlamentar e com o Ibama para confirmar se a capivara foi entregue oficialmente.

Entenda o caso

Agenor se tornou popular nas redes sociais ao mostrar a rotina dele ao lado de Filó. Os vídeos precisaram ser apagados após o Ibama multar o influenciador em mais de R$ 17 mil sob a acusação de abuso, maus-tratos e exploração contra animais. À época, ele fez um pronunciamento oficial negando as acusações e contando o que estava ocorrendo aos seguidores.

“É importante registrar que eu nunca fui contra e jamais impediria que a minha amada Filomena um dia se integrasse com um bando de capivaras para seguir sua vida. Foi justamente para isso que eu a salvei, cuidei e guardei um sentimento enorme no meu peito por ela”, escreveu Agenor no Instagram.

CPRH apreende aves silvestres em Afogados da Ingazeira

Técnicos do Setor de Gestão em fauna, da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), realizaram uma operação na cidade de Afogados da Ingazeira  ( sertão do pajeú) e apreenderam varios  animais silvestres. são de filhotes de papagaios-do-mangue , papagaios-verdadeiros, , e pássaros de diversas espécies, entre elas, papa-capim, azulão, golinho, bigode, canário da terra, mané-mago, caboclinho, galo de Campina, sabiá laranjeira, craúna.

A ação foi realizada com apoio do 23º Batalhão de Polícia Militar.

pelas leis ambientais os filhotes sem documentação configuram ser vítimas do tráfico de animais silvestres.

 Segundo um fiscal do setor de Fiscalização da Fauna, foram emitidos autos de infração, com penalidades de advertência e multa por escrito para os criadores de  do município de Afogados que entregaram os animais de forma voluntária.

O tráfico de animais silvestres é o terceiro maior tráfico do mundo, perdendo apenas para armas e drogas. Nestes períodos de notificação, se faz necessário aumentar as fiscalizações e trabalhos de educação ambiental.

A situação causa muita revolta e dor entre os criadores é amantes das aves , muitos pagam por outros que realmente vivem de vendas clandestinas.

Lula assina piso salarial de R$ 4,7 mil para enfermeiros a partir de maio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta terça-feira (18), o Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) que garante o pagamento do piso salarial dos trabalhadores da enfermagem.

Com o novo piso, a previsão é que os enfermeiros recebam a partir de R$ 4,7 mil; técnicos de enfermagem, no mínimo, R$ 3,3 mil; e auxiliares e parteiras, R$ 2,3 mil.

A medida abre uma previsão orçamentária de R$ 7,3 bilhões para pagar os salários da categoria. O reajuste vale para enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras do setor público, de entidades filantrópicas e de prestadores de serviço com atendimento mínimo de 60% de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

— O ato do presidente Lula ao encaminhar essa medida para garantir o piso é um momento essencial. A repartição desses recursos é o compromisso com o SUS e com a valorização da categoria da enfermagem – disse a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

O piso já era discussão desde a gestão de Jair Bolsonaro, mas foi suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado. Decisão do ministro Luís Roberto Barroso argumentou que, ao aprovar o piso, o Congresso Nacional não estabeleceu de onde sairiam os recursos para colocá-lo em prática. Em dezembro, o Congresso aprovou uma emenda à Constituição para definir os recursos.

O pagamento do piso é, desde janeiro, uma das principais demandas da categoria ao presidente, mobilizando greves nos setores público e privado.

Em contrapartida, o diretor-executivo da Associação Nacional de Hospitais Privados (ANHP), Antônio Britto, afirmou em entrevista ao GLOBO que a aprovação “poderá causar demissões e fechamentos de leitos em todo o país”.

Impacto
Segundo projeções de consultorias, o piso tem potencial de impacto de R$ 13,2 bilhões no setor de saúde. Segundo análise da LCA Consultores, a elevação do salário base para profissionais de saúde deve alcançar 887,5 mil trabalhadores. A LCA projeta que a elevação do salário base dos técnicos de enfermagem tem potencial para causar maior impacto: R$ 8,8 bilhões. O aumento no salário dos enfermeiros pode ampliar os gastos em R$ 3,4 bilhões e de parteiros, em R$ 1 bilhão.

Esse valor não inclui as eventuais despesas com adequações de cargos e salários de profissionais que já recebem valores acima do piso. Também considera que o pagamento do piso salarial será proporcional à quantidade de horas trabalhadas em comparação com uma jornada tradicional.

PERNAMBUCOAlepe faz campanha de arrecadação para o abrigo Paulo de Tarso; veja como ajudar

Diante da tragédia ocorrida no Lar Paulo de Tarso, no Ipsep, Zona Sul do Recife, provocada  pelo incêndio que resultou na morte de crianças em situação de risco social e deixou pessoas feridas, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) instalará um ponto de arrecadação para receber donativos. As doações podem ser feitas a partir de segunda-feira (17).  A coleta acontece na recepção do Anexo I (Administrativo), na Rua da União.

Serão arrecadados alimentos, produtos de limpeza e de higiene pessoal, roupas e outros itens. Funcionários da Casa que queiram doar móveis e eletrodomésticos poderão solicitar transporte da Casa. Também é possível fazer doações em dinheiro.

Na tragédia, três crianças e uma cuidadora morreram, e outras 13 pessoas ficaram feridas. O abrigo integra a rede de instituições parceiras do projeto Alepe Acolhe, que oferece qualificação e estágio remunerado a jovens aptos à adoção numa parceria com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Por meio desse programa, os adolescentes selecionados fazem estágio na Alepe e se preparam para o mercado de trabalho.

Para o presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto (PSDB), o momento agora é de unir forças para ajudar. “Estamos mobilizados para ajudar as famílias enlutadas, os que ficaram feridos e também o Lar Paulo de Tarso, instituição que mantém relação com a Casa, através do Alepe Acolhe. Neste momento de perdas e dor, externamos nossa solidariedade a todos que estão sofrendo com as consequências desta tragédia. Contamos com a ajuda de todos”, afirmou.

Serviço:

Pix para ajuda financeira (CNPJ): 35618933000121
(Instituição de Caridade Lar Paulo de Tarso)

Banco do Brasil (001)
CC: 119346-5
Ag: 1245-9

Ameaça a funcionárias da escola municipal Professora Luíza Ferreira dos Santos

A guarnição foi solicitada para averiguação de uma ameaça a funcionárias da escola municipal Professora Luíza Ferreira dos Santos na cidade  de Princesa Isabel PB,  no momento da chegada da guarnição ao local, a acusada não mais estava.

Integrantes do corpo de funcionários da escola, relataram que a acusada chegou em frente a escola bastante agitada, falando que sua filha fora agredida por outros alunos no ponto de ônibus, motivo da agressividade da acusada.

 De posse de um canivete, teria feito ameaça às pessoas da escola.  a acusada foi convencida a entregar o canivete e se retirou do local.  o companheiro da acusada ainda teria ameaçado atirar em qualquer pessoa que “mexesse” com ela.

Foram realizadas rondas no intuito de localizar essas pessoas, porém não houve êxito. Foi preenchido este relatório e entregue junto com o material apreendido à delegacia de polícia civil de Princesa Isabel-PB para a tomada de medidas cabíveis.

Reportagem Gabriell Itallo o repórter furão

Diariamente, Brasil relata 52 denúncias de importunação sexual

O Brasil registra pelo menos 52 denúncias de importunação sexual por dia, segundo dados compilados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O crime difere do assédio, delito mais conhecido.

Ao todo, foram 19.209 denúncias ao longo de 2021, balanço mais recente divulgado pelo fórum, ante 16.190 episódios de importunação sexual registrados em delegacias de todo o País no ano anterior. Já em 2019, haviam sido outros 13.576 casos. Especialistas, porém, afirmam que há subnotificação, diante da natureza “sutil” do crime e sua inclusão recente no Código Penal, que passou a tipificar a conduta apenas em 2018.

A importunação sexual é definida como “praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro”, conforme o Código Penal. O crime se difere do assédio por não existir relação hierárquica ou de subordinação entre o autor e a vítima.

Coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), a delegada Jamila Ferrari explica que a importunação é um crime que atinge todas as mulheres, independente do recorte social, idade ou raça. A maioria dos casos denunciados, entretanto, ocorre no transporte público. “Olhando os boletins de ocorrência, esse é um crime que infelizmente atinge as mulheres de forma geral, muito mais que os homens”, diz.

Ela lembra que a importunação sexual se tornou crime exatamente após uma onda de ataques em transportes públicos, quando homens foram filmados se masturbando e ejaculando nas vítimas em diferentes cidades do País. Na época, a legislação foi assinada pelo presidente da República em exercício, ministro Dias Toffoli, que destacou a necessidade de transformar culturas e práticas, pois no Brasil “ainda perdura uma distância grande demais entre termos normativos e a vida concreta”.

A delegada ainda observa que, mesmo antes da tipificação, esse tipo de comportamento já gerava constrangimento em mulheres. “Não é que não acontecia antes, mas talvez não se dava tanta importância. A vítima ficava com raiva, tinha nojo, mas as pessoas no entorno não tinham reação”, diz. “Até pouco tempo atrás, a desculpa é que isso era ‘coisa de homem’, ‘ele não consegue se conter’, ‘é normal’. Mas infelizmente não, esse tipo de ação sempre foi constrangedora e totalmente invasiva pras mulheres.”

A pena para este tipo de crime pode variar entre 1 e 5 anos de reclusão, desde que o ato não configure algo mais grave. “É muito comum, principalmente quando se trata de importunação sexual, ser reforçado pela sociedade que a pessoa que está praticando a importunação não está sendo invasiva e faz parte do processo de sedução. Mas, a partir do momento em que gera incômodo para a mulher, é um crime”, diz a psicóloga clínica Tatiane Paula.

ASSÉDIO

Já em relação aos casos de assédio, foram 4,5 mil registrados no País durante o ano de 2020, total que subiu para 4,9 mil no ano seguinte. “No assédio sexual, há uma relação hierárquica entre o autor do crime e a vítima. E o autor do crime acaba usando isso para obter vantagem ou satisfação sexual”, afirma Matheus Falivene, doutor em Direito Penal pela USP. É um crime que tem pena de 1 a 2 anos de prisão, menos tempo do que no caso de importunação sexual.

‘Sempre que uma famosa é vítima, há enxurrada de BOs’

“Sempre que uma mulher famosa é vítima de assédio ou importunação sexual e conta o caso, sabemos que gera uma enxurrada de novos boletins (de ocorrência)”, afirma a delegada Jamila Ferrari. O caso assistido pelo Brasil nos últimos dias, ocorrido no BBB, tem o mesmo poder de conscientização. “Principalmente quando a gente fala de festas e locais onde há uso de bebida alcoólica, porque (o crime) independe de estar bêbado ou não.”

A delegada afirma que não é incomum denúncias em que a vítima de importunação sexual seja menor de idade. Ainda no ano passado, o Superior Tribunal de Justiça firmou um novo entendimento sobre esses casos. “Crime sexual contra menor de 14 anos é estupro de vulnerável e não pode ser importunação.”

“Ninguém está falando que não pode mais paquerar, namorar ou dar um amasso. Mas a partir do momento que a mulher demonstra que não quer, verbalmente ou não, tudo que for feito em seguida é crime.”

IMPORTÂNCIA DA DENÚNCIA

Nem toda vítima de importunação sexual tem a seu favor o fato de o crime ter acontecido “na casa mais vigiada do Brasil”, com câmeras registrando a ocorrência, como ocorreu no reality Big Brother Brasil da TV Globo. Muitas também não têm testemunhas que possam confirmar o episódio.

Jamila orienta que, mesmo com a existência desses e/ou de outros empecilhos, é importante que seja feita uma denúncia formal. “Se a pessoa está constrangida de falar com um policial homem, por exemplo, leve alguém, uma amiga ou testemunha para acompanhá-la”, diz. Outra opção para evitar qualquer medo ou constrangimento é registrar um boletim eletrônico no site da Polícia Civil. “Isso é importantíssimo para termos dados das ocorrências. Quanto mais informação, maiores as chances de chegarmos no autor dos crimes.”

ENTENDA O CASO

A Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá vai intimar o cantor Guilherme Aparecido Dantas Pinho, o MC Guimê, de 30 anos, e o lutador Antônio Carlos Coelho de Figueiredo Barbosa Júnior, o Cara de Sapato, de 33, a prestarem depoimento sobre a acusação de importunação sexual contra a mexicana Dania Mendez.

Imagens da festa do líder do BBB, entre a noite de quarta e a madrugada de quinta-feira, mostram MC Guimê passando a mão nas costas e no bumbum da mexicana, que repele o gesto. Em outro momento, o lutador Cara de Sapato beija a participante, que não retribui e dá leves tapas no peito dele.

Matheus Falivene, doutor em Direito Penal pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), afirma que “uma passada de mão e o chamado ‘beijo roubado’ são condutas que, em tese, configuram-se como crime de importunação sexual”.

Antes da expulsão pela Globo, as assessorias dos dois agora ex-participantes do BBB divulgaram notas em que pedem desculpas pelas condutas. Segundo a equipe de Guimê, ele exagerou na bebida.

 informações  O Estado de S. Paulo.