O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), liderado pelo promotor de Justiça Vandeci de Sousa Leite, iniciou uma investigação sobre um servidor da Secretaria Municipal de Saúde de Serra Talhada. A investigação está relacionada ao possível acúmulo de funções do servidor, o que poderia gerar incompatibilidade com a carga horária de trabalho no serviço público. O MPPE deu um prazo de 10 dias para que o servidor explique seus vínculos no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), informe a carga horária em cada vínculo e envie documentação comprobatória.
A investigação foi desencadeada a partir de um Procedimento Preparatório que questiona a viabilidade do acúmulo de funções e alerta que, se as irregularidades forem confirmadas, poderão caracterizar improbidade administrativa, conforme a Lei nº 8.429/92. Além disso, o MPPE reforça a necessidade de prosseguir com a apuração dos fatos e adotar medidas corretivas, se necessário.
Esse episódio ocorre em um contexto político local, onde o promotor já havia alertado sobre o fim do home office na gestão da prefeita Márcia Conrado, mas a Câmara Municipal aprovou um projeto legalizando a prática. A única voz contrária foi a do vereador Vandinho da Saúde.
