Mendes dá 48h para Zambelli fazer ‘entrega voluntária’ de arma, sob pena de busca e apreensão

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) entregue às autoridades uma arma calibre 9 mm registrada em seu nome. O magistrado também autorizou o cumprimento de mandado de busca e apreensão caso a ordem não seja acatada no prazo de 48 horas.

Gilmar também suspendeu o porte de armas da deputada e deu a ela o prazo de 60 dias para que aceite um acordo de não persecução penal proposto pela PGR (Procuradoria-Geral da República). Caso Zambelli não aceite o acordo, poderá ser processada criminalmente.

De acordo com a decisão do magistrado, o armamento deve ser entregue à Polícia Federal em Brasília ou em São Paulo. “Concedo o prazo de 48 horas para que a investigada Carla Zambelli Salgado de Oliveira proceda a entrega voluntária do armamento e munições (pistola, marca Taurus Armas S.A., modelo G3C, calibre 9 MM., e das respectivas munições) junto à Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal ou de São Paulo”, destaca o ministro no despacho.

A solicitação da procuradoria ocorreu depois que Zambelli foi flagrada em vídeo ao perseguir um homem negro em São Paulo, no dia 29 de outubro, véspera do segundo turno das eleições, após uma discussão política. Um dos seguranças que estavam com ela chegou a atirar.

“Decorrido o prazo de 48 (quarenta e oito) horas, sem a entrega voluntária da arma de fogo e das munições, a contar da publicação da presente decisão, dada a ciência inequívoca da informação por parte da investigada, expeça-se mandado de busca e apreensão”, completa o magistrado.

Bolsonaro nomeia diretor-geral da PF para cargo em Madri

A apenas onze dias do fim do mandato, o presidente Jair Bolsonaro (PL) nomeou o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Márcio Nunes de Oliveira, para o cargo de Adido Policial Federal na Embaixada do Brasil em Madri, na Espanha. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União.

Nunes de Oliveira, que é ex-secretário-executivo do Ministério da Justiça, havia assumido o cargo em fevereiro deste ano. O novo adido Policial Federal é bacharel em direito pela Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal e possui pós-graduação lato sensu em Direito Penal e Processual Penal pela Universidade Cândido Mendes.

Nunes de Oliveira entrou para a PF há 20 anos. Ele foi professor da Academia Nacional de Polícia e superintendente da PF no Distrito Federal, entre 2018 e 2021. Também foi chefe da Divisão de Controle de Produtos Químicos e atuou na divisão de repressão a entorpecentes da PF durante sete anos.

Padre Kelmon é desligado de igreja ortodoxa: “Proibido de ministrar sacramentos”

O ex-candidato à Presidência da República Padre Kelmon (PTB) foi desligado da Igreja Ortodoxa do Peru no Brasil. A decisão foi comunicada pela Instituição em nota publicada no Facebook, assinada na última quinta-feira (15). Nesta segunda-feira, Kelmon afirmou que a atitude de deixar a entidade partiu dele. O integrante do PTB divulgou um pedido de incardinação que teria feito à Igreja Ortodoxa Grega da América e Exterior. A carta data da última sexta-feira, dia em que a antiga igreja do ex-postulante compartilhou o comunicado.

“Decidimos cancelar a Provisão 0025/21 conferida ao Padre Kelmon Luis da Silva. Também informamos que decidimos desencardinar do clero. Dessa forma, o mesmo fica proibido de ministrar os sacramentos e de falar em nome da Igreja Ortodoxa do Peru-Tradição canônica Síro-Ortodoxa Malankara Indiana”, diz trecho do documento.

A nota termina com uma passagem bíblica do livro de Mateus: “Tudo que ligares na terra será ligado no céu, mas aquilo que desligarem na terra será desligado no céu. (Mateus 16:19)”.

Em meio à corrida presidencial, o vínculo religioso do então candidato foi questionado após a presença dele no debate realizado pela Globo. Na ocasião, a também candidata Soraya Thronicke (União Brasil) viralizou ao chamá-lo de “padre de festa junina“. Durante o encontro entre os presidenciáveis, usuários encontraram uma imagem de julho do ano passado em que Kelmon aparecia fantasiado de sacerdote dos festejos populares celebrados no Brasil. Como noticiado pelo GLOBO, a autoridade religiosa do baiano foi questionada por ele nunca ter sido sacerdote das igrejas da comunhão ortodoxa no Brasil.

Posteriormente, a instituição peruana confirmou o vínculo com o petebista, rompido nesta sexta-feira, data em que ele afirma ter pedido a entrada na Igreja Ortodoxa Grega da América e Exterior. Após o comunicado oficial, um usuário comentou a publicação da Igreja Ortodoxa do Peru no Brasil questionando se o Padre Kelmon “poderia continuar se apresentando em festas juninas“. A página da igreja respondeu que “não poderia responder essa pergunta. O senhor pode perguntar a equipe dele”.

por folha PE

Lewandowski, do STF, manda trancar ação contra Alckmin derivada da Lava Jato

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta segunda-feira (19) o trancamento de ação penal eleitoral que tramitava em São Paulo contra o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB).

A ação penal em questão tinha sido aberta em 2020 e resultou também em ordem de bloqueio de bens de Alckmin até o valor de R$ 11,3 milhões, além do sequestro de imóveis.

Lewandowski considerou que a acusação usava provas do acordo de leniência da empreiteira Odebrecht que já tinham sido invalidadas em decisões contra outros réus, incluindo o presidente eleito Lula.

A Promotoria Eleitoral de São Paulo acusou o vice eleito, que governou São Paulo por quatro mandatos pelo PSDB, de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e caixa dois com recursos da Odebrecht nos pleitos de 2010 e 2014.

Afirmava que a construtora financiou a campanha com o interesse de ampliar e manter suas relações com o governo do estado e cita que a empresa reconheceu, em acordo de colaboração, a participação em cartel de obras em São Paulo, como no Rodoanel e no metrô.

O Ministério Público dizia ainda que constam nos sistemas eletrônicos da empresa registros de pagamentos ilícitos a favor das campanhas do ex-tucano.

Os promotores citam trocas de mensagens entre outros envolvidos para afirmar que houve 11 entregas de recursos em espécie em 2010 e outras 11 em 2014, totalizando R$ 11,3 milhões pagos a emissários do então candidato, em valores da época.

Os dados dos sistemas eletrônicos, afirmam os promotores, corroboram o que delatores da empreiteira disseram em depoimento.

Em julho de 2020, o juiz eleitoral Marco Antonio Martin Vargas, que posteriormente, deixou o caso, aceitou a denúncia e deu seguimento ao processo. A ação pouco andou desde então.

Ainda em 2020, a defesa questionou o uso na acusação de dados tirados dos sistemas eletrônicos da empreiteira, que eram guardados secretamente na Europa.

Disse, repetindo tática que já tinha sido usada pelos advogados de eleito Lula, que não teve acesso à íntegra dessas provas e que as planilhas não tinham confiabilidade.

Em março deste ano, outro juiz ratificou o recebimento da denúncia e disse que perícia já havia atestado a integridade dos arquivos dos bancos de dados da Odebrecht.

A defesa de Alckmin conseguiu, em setembro, decisão favorável assegurando o acesso aos dados dos sistemas Drousys e MyWebDay, que eram usados para registrar os pagamentos da Odebrecht.

Por fim, em outubro, os advogados de Alckmin pediram diretamente ao STF que a ação penal fosse suspensa porque a corte tomou essa medida a favor de Lula e outros réus em casos que envolviam os sistemas eletrônicos da Odebrecht.

Nesses outros processos, o entendimento foi o de que os arquivos eletrônicos da empreiteira não foram devidamente custodiados durante as negociações do acordo de colaboração.

A defesa de Geraldo Alckmin vinha afirmando que não há na ação penal eleitoral “absolutamente nenhuma prova” contra ele.

“O uso das supostas provas de origem ilícita deve determinar o término da ação em breve tempo”, disse, em referência aos pedidos feitos em tramitação na Justiça.

Sobre o bloqueio de bens, acrescentou que a medida “não se justifica e injustamente insinua um patrimônio que Geraldo Alckmin jamais possuiu”.

À Justiça os advogados de Alckmin afirmaram ainda que a denúncia não descreve minimamente como teria ocorrido a atuação dele nos crimes imputados.

Também disseram que a acusação é baseada “primordialmente em versões contraditórias de colaboradores premiados” e que o Ministério Público extrapolou ao atribuir três tipos de crime em relação a um único fato.

por folhaspres

Greve da aviação deixa 113 voos atrasados nos aeroportos de São Paulo

O primeiro dia da greve dos aeronautas deixou um saldo de 113 voos atrasados e 19 cancelados nos principais aeroportos de São Paulo.

A categoria fez uma paralisação de duas horas no início da manhã para reivindicar melhores condições de trabalho e reajustes salariais.
Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que administra o Aeroporto de Congonhas, até as 18h, foram registrados 82 atrasos e 19 cancelamentos de voos no aeroporto, que fica na região sul da capital paulista.
A GRU Airport, concessionária que administra o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, informou que, devido à paralisação dos aeronautas na manhã desta segunda-feira (19), 21 voos operaram com atraso e nenhum foi cancelado.
A concessionária orienta os passageiros a procurar as companhias aéreas para saber o status dos voos. A GRU Airport informou ainda que o aeroporto está funcionando normalmente no início da noite.

Foguete sul-coreano deve ser lançado nesta segunda em Alcântara

Está previsto o lançamento do foguete HANBIT-TLV, da empresa sul-coreana Innospace, na próxima segunda-feira (19), às 6h (horário de Brasília), pelo Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. Esse será o primeiro lançamento de empresa privada feito pela base brasileira.

A missão visa a testar o funcionamento do foguete sul-coreano e também leva ao espaço o Sistema de Navegação Inercial (SISNAV), desenvolvido por militares brasileiros com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e Agência Espacial Brasileira (AEB), vinculadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Segundo a pasta, o lançamento depende das condições meteorológicas.

O SISNAV é um experimento nacional para a navegação autônoma de foguetes, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), da Força Aérea Brasileira, dentro do projeto Sistema de Navegação e Controle (SISNAC). A tecnologia fará parte do Veículo Lançador de Microsatélites (VLM).

Com o lançamento, serão obtidos dados de voo que avaliam como o sistema se comportou em condições específicas de temperatura e pressão. Não haverá operação de resgate, pois os dados de voo serão coletados por telemetria. A carga útil pesa 20kg e tem dimensões de 310 × 400 × 280 mm3.

O gerente do projeto SISNAC, major Bruno Távora, afirmou que esta será a primeira oportunidade de avaliar o comportamento da tecnologia em ambiente real de voo. “Um sistema de navegação inercial é um componente crítico para os veículos de acesso ao espaço desenvolvidos pelo IAE, pois não são encontrados na indústria nacional. Por esta razão, o IAE iniciou há alguns anos o desenvolvimento do seu próprio produto, o SISNAV, utilizando sensores inerciais desenvolvidos pelo Instituto de Estudos Avançados e produzidos nacionalmente”, descreve.

Távora também ressalta o apoio do ministério e instituições vinculadas. “Os recursos provenientes do MCTI foram fundamentais para o desenvolvimento do SISNAV, pois os projetos receberam recursos tanto da FINEP, como da AEB”. A FINEP apoiou o desenvolvimento do SISNAV com recursos de quase R$ 40 milhões aportados no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) da FAB, em projetos executados entre os anos de 2005 e 2016.

Conselho do Ministério Público decide se demite 11 procuradores da Lava Jato no RJ nesta segunda

O CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) marcou para esta segunda-feira (19) o julgamento do processo administrativo disciplinar que pode resultar na demissão de membros da extinta força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro. Serão julgados 11 procuradores da República e uma promotora de Justiça do Ministério Público de Sergipe.

O processo foi instaurado em 2021 por causa de uma reclamação dos ex-senadores Romero Jucá e Edison Lobão, além de Márcio Lobão, filho de Edson. Eles alegam que os membros do Ministério Público vazaram informações que estavam sob sigilo judicial. A força-tarefa teria participado da divulgação, no portal do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, em 10 de março de 2021, de uma notícia assinada pela Assessoria de Comunicação Social do órgão que abordava supostos crimes que envolviam a construção de Angra 3 que teriam sido cometidos pelos três.

Segundo o advogado dos autores da ação, Fábio Medina Osório, “os membros da extinta Força-Tarefa da Lava Jato do Rio de Janeiro, ao contrário de cumprirem com seus múltiplos e amplos múnus constitucionais, deixaram-se seduzir pela ideia de tribunal midiático”.

Já Saul Tourinho Leal, advogado dos procuradores e da promotora, argumenta que há jurisprudência favorável à publicidade das ações da instituição. “O presente caso não pode ser percebido pela ótica da imagem das altas autoridades envolvidas nas denúncias de suposta corrupção, mas pela do interesse público, da accountability ínsita às missões constitucionais do MP — o que engloba o seu dever de se comunicar com a comunidade —, do princípio republicano, que encontra alta expressão no texto da Constituição (art. 1º) e, na hipótese presente, no interesse da Justiça na garantia da efetividade da medida cautelar de indisponibilidade de bens, que restou exitosa.”

POR R7

STM: ação contra Moraes é inconstitucional; confira a decisão

Nesta quinta-feira (15), o ministro do Superior Tribunal Militar (STM), almirante de esquadra Cláudio Portugal Viveiros julgou como inconstitucional o pedido de habeas corpus feito no Tribunal contra Alexandre de Moraes, presidente do TSE e ministro do STF. As informações são do Metrópoles.

De acordo com o magistrado, o STM não tem competência para julgar a Suprema Corte do país.

O pedido foi realizado pelo ex-juiz e advogado, o bolsonarista Wilson Issao Koressawa, que pedia às autoridades uma emissão de salvo conduta a manifestantes e que o Ministro não pudesse mais determinar prisões nem multar veículos.

Koressawa já havia pedido a prisão de Moraes no STM, mas o processo ainda não foi julgado. Hoje (15), o ministro Alexandre de Moraes autorizou a Polícia Federal (PF) a realizar mandados de busca e apreensão nos bloqueios em rodovias e quartéis do país.

Os alvos da operação da PF são pessoas que tiveram participação ou financiaram os bloqueios e manifestações antidemocráticas em apoio a Jair Bolsonaro (PL).

Ao todo foram cumpridos 103 mandados de busca e apreensão, além de quatro mandados de prisão. Cerca de 168 perfis de suspeitos por organizar e financiar os atos foram bloqueados na internet.

Por JC

Pilotos e comissários decretam greve nacional para segunda (19/12)

Pilotos e comissários de voo aprovaram greve nacional para a próxima segunda-feira (19/12) em assembleia do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), realizada nesta quinta-feira (15/12).

A partir de segunda-feira, os aeroportos de São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte e Fortaleza devem parar das 6h às 8h.

Segundo o sindicato, a paralisação deve ocorrer por “tempo indeterminado”. Entre as demandas, a principal é a melhoria nas condições de trabalho para renovar a Convenção Coletiva de Trabalho.

Em nota, o SNA afirma que “as empresas continuam intransigentes, se recusando a conceder uma remuneração mais digna aos tripulantes, além de propor que pilotos e comissários trabalhem mais horas”.

Imagem: Pietro_Ballardini/Getty Images
Por Metrópoles

POLÍCIA APREENDE APROXIMADAMENTE R$ 200 MIL NA PARAÍBA. UMA MULHER FOI PRESA

Filho da suspeita está preso em Pernambuco por crime de roubo a banco

A Polícia Civil da Paraíba, por meio da 21ª Delegacia Seccional (sede em Solânea), apreendeu nesta terça-feira, 13 de dezembro, naquele município, a quantia de aproximadamente R$ 200 mil de um possível esquema de lavagem de dinheiro. Vários comprovantes bancários e uma camionete também foram apreendidos.

Durante as diligências, uma mulher foi presa e está sendo interrogada. Ela seria uma espécie de ‘contadora’ no esquema cujo chefe seria o seu filho, que está preso em uma penitenciária de Pernambuco. Ele cumpre pena por crime de roubo a bancos na Paraíba e em Pernambuco.

A Polícia Civil prossegue com as diligências, para identificar mais pessoas envolvidas no caso. 

Da Polícia Civil da Paraíba