Mantega deixa equipe de transição de Lula e acusa “adversários interessados em tumultuar”

Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda, renunciou na tarde desta quinta-feira (17) ao posto que teria na equipe de transição do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele atuaria no grupo do presidente eleito que trata do planejamento. A renúncia do ex-ministro foi antecipada pelo jornal “Folha de S. Paulo”.

Em uma carta enviada ao vice-presidente eleito e coordenador da transição, Geraldo Alckmin (PSB), ele agradeceu o convite e justificou que o motivação foi “adversários interessados em tumultuar a transição e criar dificuldades para o novo governo”.

Mantega é economista. Foi ministro do Planejamento Orçamento e Gestão no governo Lula, presidente do BNDES e ministro da Fazenda de Dilma Rousseff. Alckmin, segundo a assessoria de imprensa da transição, ligou para Mantega e agradeceu o gesto.

Na carta, Mantega cita processo do Tribunal de Contas da União (TCU), no qual foi responsabilizado “indevidamente” por ter participado das pedaladas fiscais que culminaram o impeachment de Dilma Rousseff.

Ele argumenta ainda que aceitou fazer parte da equipe de transição como voluntário, “colaborador não remunerado, sem cargo público, para não contrariar a decisão” que o impde de exercer cargo público por oito anos.

“Diante disso, resolvi solicitar meu afastamento da Equipe de Transição, no aguardo de decisão judicial que irá suspender os atos do TCU que me afastaram da vida pública”, disse Mantega.

por FOLHA PE

“Não foi uma reunião para tirar retrato”, diz Raquel Lyra sobre encontro com deputados estaduais

“Não foi uma reunião para tirar retrato”. A afirmativa da governadora eleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), deu o tom sobre como foi a reunião com os 56 deputados e deputadas estaduais, da atual e da futura legislatura.

O encontro, que contou com a participação do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Eriberto Medeiros (PSB), e da senadora eleita Teresa Leitão (PT), aconteceu em um hotel no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, nesta quarta-feira (16).

Para Raquel Lyra, o momento serviu para destacar que os palanques foram desmontados a partir do resultado das eleições do segundo turno, que garantiram a ela e à vice-governadora eleita Priscila Krause (Cidadania), a vitória nas urnas.

“Essa é uma reunião de aproximação, tendo como base o diálogo e a união em torno de um propósito só, que é fazer Pernambuco voltar a crescer com mais igualdade, sem deixar ninguém para trás”, disse.

Assim como ocorreu durante a reunião com a bancada federal pernambucana em Brasília, na semana passada, onde elencou prioridades para o Estado que possam ser contempladas nas emendas individuais e coletivas, Raquel Lyra também destacou na reunião com parlamentares estaduais a necessidade de apresentação de projetos de lei importantes para o início do ano que vem.

A governadora eleita citou como exemplo, o programa Mães de Pernambuco, que foi uma das suas promessas de campanha. “Esse programa nós temos que tratar com urgência, pois consiste na transferência de renda para mães de crianças de 0 a 6 anos que estão em situação de pobreza”, explicou.

Também será discutido o projeto de lei que trata da reforma administrativa do novo governo – que versa sobre estrutura e do orçamento da gestão. Neste caso, não está descartada a convocação dos deputados estaduais durante o recesso parlamentar, que será iniciado no dia 22 de dezembro, para que a matéria seja aprovada até o fim deste ano.

Durante a coletiva de imprensa, Raquel Lyra evitou comentar sobre a composição do secretariado, e se haveria aumento ou diminuição das pastas em seu governo. “Nós vamos apresentar a reforma administrativa no tempo certo. Ainda estamos recebendo as informações [do Governo do Estado], e a partir do que temos hoje poderemos desenhar o futuro”, afirmou a ex-prefeita de Caruaru.

A proposta de modificação da estrutura do governo, para ser discutida e aprovada com celeridade, teria que ser enviada pelo governador Paulo Câmara (PSB) – é o Poder Executivo que detém essa prerrogativa – à Assembleia Legislativa.

A equipe de transição de Raquel já indicou que vai conversar com o atual governo para a construção dessa proposta. Caso a reforma não seja aprovada neste ano, Raquel Lyra teria que assumir com a estrutura existente para depois discutir as mudanças com o legislativo, o que fontes afirmam ser algo pouco provável de acontecer.

POR JC

SANGUE NOVO

carlos com presidente

foto de carlos brito ao lado do presidente bolsonaro

Surge um novo nome na política de Afogados, segundo populares o nome do empresário Carlos Brito ecoa nos quatro cantos da cidade como possível concorrente a prefeitura em 2024. No último sábado a noite o empresário esteve no protesto em frente ao tiro de guerra de Afogados da Ingazeira e lá foi provocado por muitos em relação aos rumos da política local , o mesmo disse que não era hora de falar em 2024 mas deixou claro que se um dia seja eleito, não queria receber um centavo do salário , disse que ia reverte em trabalhos para comunidades
Carlos Brito é de uma família de empresários no ramo de fábrica móveis , hoje emprega mais de 40 pessoas , sua empresa hoje e tida como a mais moderna do nordeste, a política de Afogados de tempos em tempos dá um basta em políticos tradicionais. Foi assim com a eleição de Dr. Orisvaldo Inácio que não tinha tradição política nem muito menos pertencia a grupos políticos , quem sabe se o clamor popular vai mais uma vez  prevalecer, e conduzir um técnico em vez de um político para gerir o município, só nos resta aguardar os próximos capítulos…

Prefeito de Vertentes quer derrotar grupo de Patriota na Amupe

Em entrevista ao Frente a Frente, o prefeito de Vertentes, Romero Leal (PSDB), admitiu, pela primeira vez, disputar a presidência da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) em oposição ao atual grupo que comanda a instituição, liderado pelo ex-prefeito de Afogados da Ingazeira e deputado estadual eleito, José Patriota, nome ligado fortemente às forças do PSB, no poder há 16 anos, visto como uma ameaça de oposição à governadora eleita Raquel Lyra (PSDB).
Romero aceita ser o representante das novas forças políticas para tirar o PSB também da Amupe. 

por blog do Magno Martins

Projeto impede que TSE retire material jornalístico do ar sem aval do Ministério Público

O Projeto de Lei 2657/22 cria a figura do crime de censura eleitoral que consiste em restringir opiniões, palavras, matérias ou demais manifestações jornalísticas no período das eleições, o qual será inserido na lista de crimes prevista na Lei de Abuso de Autoridade. A pena é de detenção de um a quatro anos, e multa.

Pelo texto, incorre na mesma pena o magistrado que determinar censura prévia à veiculação de quaisquer opiniões, palavras, produções ou manifestações em contexto eleitoral.

A proposta que tramita na Câmara dos Deputados é de autoria dos deputados Gilson Marques (Novo-SC) e Marcel van Hattem (Novo-RS).

O texto também altera a Lei Eleitoral para impedir qualquer tipo de fiscalização e controle de opiniões e publicações sobre candidatos feitas de ofício, ou seja, sem o aval do Ministério Público.

O objetivo, segundo os autores do projeto, é limitar o poder de atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no enfrentamento ao noticiário político durante o período eleitoral. Atualmente, segundo a Resolução 23.714/22, o tribunal pode agir de ofício para a retirada de publicações do ar, nos casos em que as considere inverídicas.

Tramitação
A proposta será analisada pelas comissões de Cultura; de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, será apreciada pelo Plenário.

Fonte: Agência Câmara de Notícias