Os candidatos ao Governo de Pernambuco: Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL)
Os candidatos ao Governo de Pernambuco cumprem agendas no Recife, em Olinda e no Agreste nesta quarta-feira (16). Raquel Lyra (PSD) tem participação em ato no comitê de João de Nadegi, nos Aflitos; João Campos (PSB) terá uma sequência de sabatinas ao longo do dia e Ivan Moraes (PSOL) segue para Garanhuns após compromisso no Recife.
Raquel inicia a programação às 8h, com um panfletaço em frente à Estação Central Capiba, no bairro de São José. Às 13h30, participa de uma sabatina online e ao vivo da CNN Brasil e, às 14h30, faz gravações para o guia eleitoral. A agenda termina às 19h, com participação em ato no comitê de João de Nadegi, nos Aflitos.
João Campos começa o dia às 9h30, com sabatina na Rádio Nova Brasil, no Recife. Às 14h30, participa de outra sabatina, desta vez na Fecomércio, em Santo Amaro. No início da noite, às 18h, ele participa de sabatina no Recife Ordinário, no Poço da Panela. Às 20h, encerra os compromissos com uma mini carreata em Rio Doce, Olinda.
Ivan Moraes inicia a agenda às 7h30, com entrevista à Rádio Nova Brasil, em Boa Viagem. Às 10h, viaja do Recife para Garanhuns. No Agreste, o candidato participa de panfletagem às 15h e, às 18h, de um sarau literário na Casa de Cioly.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (15) em entrevista à Record, que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, tem a “faca e o queijo na mão” para revelar o envolvimento de ministros da Corte com o escândalo do Banco Master. “Não tem trégua, é preciso investigar todos, sem distinção”, disse.
“A Suprema Corte agora já está dotada de todas as informações, o sigilo já foi quebrado. Portanto, o Fachin tem a faca e o queijo na mão para abrir tudo e saber quem fez o quê na Suprema Corte”, afirmou Lula.
Durante a sabatina, Lula disse que o ministro André Mendonça guardou informações como “segredo de Estado” divulgando apenas o que era de interesse pessoal dele. Lula também questionou o fato de os ministros Dias Toffolli e Kassio Nunes Marques terem se declarado impedidos de votar.
“Aquilo que o André Mendonça tinha guardado como segredo de Estado, e só soltando aquilo que interessava para ele, agora pode ser aberto para toda a sociedade saber quem estava metido nisso. Por que o (Dias) Toffoli não votou? Por que o Kassio (Nunes Marques) não votou? Quem é que levou dinheiro? Quem participou dessa trama do Vorcaro?”, declarou o presidente.
Ao falar sobre o escândalo, Lula disse que Vorcaro cooptou instâncias do Poder Judiciário e da classe política, e que é necessário “colocar o Brasil a nu”. O presidente declarou ainda que não há um brasileiro capaz de fugir de julgamentos sobre crimes.
“É muito difícil um torneiro mecânico ficar dando palpite e julgando a Suprema Corte. Chegamos a um momento determinante na história desse País: não há absolutamente ninguém que possa fugir do julgamento quando tem suspeita ou acusações contra”, disse o presidente.
O presidente também disse que os brasileiros estão diante de uma crise de credibilidade com o STF, e que o Tribunal precisa responder a isso com uma apuração rigorosa sobre a conduta dos ministros. “Ninguém do STF pode ficar sob suspeita, é preciso apurar e quem cometeu erro que pague”, declarou.
“Não há como o povo brasileiro ficar vendo uma Suprema Corte perder credibilidade na sociedade. A instância máxima da Justiça brasileira precisa ser exemplo. Então, que se apure com todo rigor, abra-se o sigilo telefônico de todo mundo.”
Os ministros do STF André Mendonça e Alexandre de Moraes (Evaristo Sa / AFP)
STF decide nesta terça (15) se investiga ligação de Alexandre de Moraes com dono do Banco Master
Nesta segunda-feira (14), termina o prazo estipulado pelo presidente da Corte, Edson Fachin, para que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça se manifestem sobre os desdobramentos do caso. O Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta terça-feira (15) se abrirá apuração sobre a relação do ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, acionista majoritário do Banco Master.
A determinação também se aplica ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, este último afastado preventivamente por decisão monocrática de Mendonça na última terça-feira (8).
Acesso às provas e à perícia do celular
Paralelamente às manifestações, os ministros Gilmar Mendes e Cristiano Zanin determinaram, no último domingo (13), que a Polícia Federal entregue de forma imediata a cópia integral do conteúdo do celular de Daniel Vorcaro, apreendido no âmbito da Operação Compliance Zero. A liberação e o compartilhamento dos dados haviam sido autorizados na sexta-feira (11) pelo presidente do STF, Edson Fachin.
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF) – Antônio Augusto/STF
No que virou um verdadeiro cabo de guerra, ministros próximos a Moraes fizeram uma forte investida para ter acesso aos dados do celular de Vorcaro
Ministros de diferentes alas no Supremo Tribunal Federal (STF) aumentaram durante o fim de semana a pressão sobre o presidente da Corte, Edson Fachin, para que seja adiado o julgamento sobre indícios de que Alexandre de Moraes mantinha relação suspeita com Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master. Fachin não sucumbiu aos apelos dos colegas e manteve a sessão agendada para terça-feira, 15.
A pressão se traduz também numa guerra de ofícios às vésperas da sessão. No que virou um verdadeiro cabo de guerra da disputa interna, ministros próximos a Moraes fizeram uma forte investida para ter acesso aos dados do celular de Vorcaro. Após recusas de André Mendonça a pedidos de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, Fachin estabeleceu no sábado (12) um prazo de 24 horas para que a Polícia Federal (PF) apresente informações sobre o aparelho do banqueiro apreendido quando da sua prisão, na primeira fase da Operação Compliance Zero.
Dentro do prazo estabelecido, a PF informou no domingo, 13, ao Supremo que tem condições técnicas de produzir e encaminhar aos gabinetes dos ministros uma cópia idêntica dos dados extraídos do celular de Vorcaro. Mendonça reagiu e se queixou do que chamou de uma tentativa de “tumultuar” o julgamento. Zanin, por sua vez, determinou que a PF entregasse ao seu gabinete, até as 23h, uma cópia da mídia do celular do banqueiro.
As pressões por um adiamento do julgamento de terça têm partido não apenas de aliados de Moraes, mas também por ministros que votariam a favor da abertura de investigação contra o colega. Na avaliação de parte dos integrantes da Corte, o caso vai inflamar ainda mais o ambiente político do País às vésperas da eleição presidencial. A alternativa seria realizar o julgamento a partir de novembro.
Diante da resistência de Fachin, ministros próximos de Moraes planejam um pedido de vista logo no início da sessão, antes de qualquer ministro proferir um voto. Portanto, a expectativa é que, embora seja um julgamento com potencial para acirrar os ânimos dos magistrados em discussões pesadas, o mais provável é que a sessão seja breve.
Mas mesmo um pedido de vista pode não ser capaz de evitar discussões ásperas durante a sessão. Isso porque ministros do grupo de Mendonça podem antecipar os votos – o que pode ensejar a necessidade de contestação da ala oposta.
Arquivo
Nos últimos dias, a pressão sobre Fachin foi manifestada em uma verdadeira “batalha” de ofícios que tomou conta do tribunal. Aliados de Moraes pediram acesso à íntegra das investigações sobre o Banco Master, de relatoria de Mendonça. Ele, contudo, liberou apenas parte dos documentos, argumentando que a divulgação de todos eles poderia prejudicar as investigações. Em resposta, o grupo de Moraes acusou Mendonça de divulgação seletiva do material. O presidente da Corte então solicitou a Mendonça a retirada completa do sigilo do inquérito e o envio dos autos aos demais integrantes do tribunal.
Produtora dos EUA impõe condições para liberar dados de Dark Horse. (Reprodução)
Produtor da cinebiografia Dark Horse nega envio de documentos financeiros e cobra cooperação jurídica formal entre Brasil e Estados Unidos
A Polícia Federal (PF) enfrenta resistência para obter documentos financeiros ligados à produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Uma troca de e-mails entre produtores da obra, tornada pública após a queda do sigilo nos processos do caso Master, mostra que um dos responsáveis pelo projeto nos Estados Unidos se recusou a repassar os dados solicitados.
O produtor Michael Davis, identificado como sócio majoritário da empresa americana GO UP Entertainment LLC, respondeu a um pedido de informações encaminhado pela corporação à produtora brasileira Karina Ferreira da Gama. Segundo Davis, a liberação de registros contábeis, bancários e societários armazenados nos Estados Unidos “depende de trâmites formais de cooperação jurídica internacional, e não pode ser feita por iniciativa própria da empresa”.
“Conforme orientação de nossos advogados nos Estados Unidos, informo que, na minha condição de sócio majoritário da GOUP Entertainment LLC, não autorizo o encaminhamento, às autoridades brasileiras ou a quaisquer terceiros, de documentos societários, contábeis, fiscais, bancários ou contratuais da empresa custodiados nos Estados Unidos sem a estrita observância do devido processo legal norte-americano”, diz Michael Davis no e-mail.
O caso teve início em agosto, quando a PF notificou Karina Ferreira da Gama e estabeleceu prazo de dez dias para o envio das informações sobre a produção do filme. A produtora repassou o ofício a Davis no começo de setembro e solicitou orientação sobre como responder à exigência das autoridades.
“Eventuais requisições de autoridades brasileiras que envolvam documentos ou dados sob jurisdição americana devem ser formalizadas exclusivamente pelos canais diplomáticos e de cooperação jurídica internacional competentes, incluindo, quando aplicável, carta rogatória ou pedido de assistência judiciária mútua, de modo que qualquer produção, exibição ou entrega de documentos ocorra somente mediante ordem emanada de juiz norte-americano, assegurando à empresa o amparo legal do processo e o direito ao contraditório”, conclui o produtor norte-americano.
Fachin também determinou o levantamento do sigilo das peças vinculadas ao caso (Gustavo Moreno/SCO/STF)
a análise do processo envolvendo Moraes permanece marcada para terça-feira (15), enquanto o caso de Mendonça será apreciado dia 23 de setembro
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu neste sábado (12) manter separados os julgamentos dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Com a decisão, a análise do processo envolvendo Moraes permanece marcada para terça-feira (15), enquanto o caso de Mendonça, relator do processo do Banco Master na Corte, será apreciado em uma nova sessão, agendada para 23 de setembro.
A realização de um julgamento conjunto havia sido solicitada por Moraes. Em ofício encaminhado a Fachin, o ministro argumentou que a análise separada dos processos poderia gerar “risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual”.
Fachin, no entanto, entendeu que os dois processos possuem objetos distintos e podem ser examinados de maneira independente. De acordo com o presidente do STF, a Petição 16.662, que envolve Moraes, foi liberada para julgamento em 6 de setembro. Já a Petição 16.704, relacionada a Mendonça, ainda passa por uma etapa preliminar de instrução.
Para Fachin, incluir imediatamente o segundo processo no calendário do Supremo levaria o plenário a analisar uma matéria cuja coleta de informações ainda não foi finalizada.
A decisão aponta que parte dos dados necessários para análise da Petição 16.704 só deverá ser apresentada após a sessão extraordinária prevista para terça-feira. No caso da Petição 16.662, o prazo para o envio das informações termina na segunda-feira (14).
O presidente do STF afirmou ainda que a manutenção da Petição 16.662 na pauta permite que o tribunal examine um processo cuja fase preliminar estará concluída, sem impedir que os assuntos relacionados à Petição 16.704 sejam analisados posteriormente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL)estão empatados em um eventual segundo turno na disputa pela Presidência da República, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, 11. O petista tem 46% das intenções de voto, contra 44% do candidato do PL. Brancos e nulos somam 8% e indecisos, 1%.
Na rodada anterior, divulgada há uma semana, o placar era o mesmo: Lula tinha 46% e Flávio, 44%.
O Datafolha entrevistou 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança, 95%.
O levantamento, contratado pelo jornal Folha de S. Paulo e pelo grupo Globo, foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral(TSE) sob o protocolo BR-01833/2026.
Empate técnico no 1º turno
O empate também se repete no cenário estimulado de primeiro turno. Lula, que tinha 38% no levantamento anterior, oscilou positivamente para 39%. Já Flávio saiu de 33% para 35%.
Augusto Cury (Avante) oscilou negativamente, de 8% para 6%. Ronaldo Caiado (PSD) marcou 4%, Renan Santos (Missão), 3%, e Romeu Zema (Novo), 2%.
Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB), Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO) pontuaram 1%. Brancos e nulos são 6% e indecisos, 4%.
Candidatos às duas vagas por Pernambuco discutiram democracia, educação e saúde e foram cobrados sobre alianças e trajetórias políticas (Foto: Rafael Vieira/DP Foto)
Candidatos divergiram sobre democracia, educação e alianças políticas em encontro promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, Diario de Pernambuco e TV Nova Nordeste
Alianças, rompimentos, passagens por governos e posições sobre episódios da história recente do país atravessaram a sabatina com os candidatos ao Senado por Pernambuco, nesta quinta-feira (10). Eduardo da Fonte (PP), Humberto Costa (PT), Marília Arraes (PDT), Mendonça Filho (PL), Paulo Rubem Santiago (Rede) e Túlio Gadêlha (PSD) revisitaram trajetórias políticas e expuseram diferenças sobre educação, saúde, democracia e a relação entre os Poderes. O encontro foi promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste.
Em diferentes momentos, as divergências deram lugar a confrontos diretos. Humberto e Mendonça trocaram acusações sobre seus históricos políticos; Marília e Túlio protagonizaram uma discussão que terminou com uma acusação de machismo; e Marília também confrontou Mendonça sobre a ditadura militar e os atos de 8 de Janeiro. Mendonça e Eduardo, por sua vez, entraram em choque quando o candidato do PL pressionou o adversário a revelar seu voto para presidente. Os governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Raquel Lyra (PSD) também permearam boa parte das discussões.
Humberto adotou um dos discursos mais ácidos da sabatina. Ao mirar Mendonça, afirmou que o adversário tenta esconder sua vinculação política aos governos Temer e Bolsonaro e atribuiu às duas gestões decisões que, segundo ele, prejudicaram Pernambuco. “Entendo que ele esconde Michel Temer, Bolsonaro. Prejudicaram profundamente Pernambuco. Fecharam estaleiros, privatizaram a Chesf”, afirmou.
A passagem de Mendonça pelo Ministério da Educação, durante o governo Temer, elevou a temperatura. Humberto chamou o adversário de “Mendonça mãos de tesoura” e o acusou de cortar recursos da área, além de citar políticas como o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e as cotas.
Mendonça rebateu. “Você falseia a verdade”, afirmou. O candidato disse ter orgulho da passagem pelo Ministério da Educação e voltou a atacar Humberto: “Você continua mentindo”.
O ex-ministro também reivindicou coerência em sua trajetória política. Disse que sempre esteve no campo da direita e que fez oposição aos governos petistas no plano nacional e ao PSB em Pernambuco. Na eleição deste ano, Mendonça apoia Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência e Raquel Lyra para o Governo de Pernambuco.
Marília acusa Túlio de machismo
Outro dos momentos mais tensos ocorreu entre Marília Arraes e Túlio Gadêlha. Ao falar sobre a atuação política da adversária, Túlio mencionou desentendimentos de Marília com nomes da família Campos e com o próprio PSB e contrapôs essas disputas ao que considera serem as “brigas” que um parlamentar deve comprar.
O candidato citou como exemplo a defesa do fim da escala de trabalho 6×1 e o combate à desigualdade. Na sequência, afirmou que “briga de classe política não leva a nada”, em uma crítica à adversária.
Andrei Rodrigues foi afastado por uma decisão de André Mendonça (Gustavo Moreno/STF)
Decisão atende a pedido do presidente do STF, Edson Fachin, e inclui investigação e procedimentos relacionados à petição que tramita na Corte
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (10/9) o fim do sigilo dos autos da Petição 15.556 e de procedimentos relacionados ao caso Master. A decisão atende a uma determinação do presidente da Corte, ministro Edson Fachin.
No despacho, Mendonça afirma que promoveu o levantamento do sigilo “em harmonia à solicitação” de Fachin. A medida alcança, além da Petição 15.556, uma série de processos e investigações relacionados ao caso.
Entre os procedimentos listados estão os Inquéritos 5.026 e 5.035, as Reclamações 88.121 e diversas petições, incluindo as de números 15.198, 15.478, 15.504, 15.562, 15.563, 15.693, 15.976, 15.977, 15.978, 16.019 e 16.662.
O ministro do STF Alexandre de Moraes cancelou o pronunciamento que havia marcado para a manhã desta quinta-feira (10) (Rosinei Coutinho/STF)
O assunto da declaração do magistrado não foi informado, mas o episódio ocorre no contexto da crise causada pelo esquema do Banco Master
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes cancelou pronunciamento que havia convocado para as 11h desta quinta-feira (10). O cancelamento veio 56 minutos após o anúncio da fala pública.
“O pronunciamento do ministro Alexandre e de Moraes está cancelado e será remarcado para data oportuna”, informou a assessoria do ministro a jornalistas às 8h45. O aviso anterior havia sido enviado às 7h41: “O ministro Alexandre de Moraes faz um pronunciamento, 11h”. Ainda não há uma nova data para que o pronunciamento seja feito.
O assunto da declaração do magistrado não foi informado, mas o episódio ocorre no contexto da crise causada pelo esquema do Banco Master. A citação a Moraes aparece em conversas identificadas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco.