
Segundo o novo chefe da Previdência Social, Wolney Queiroz, intermédio dos descontos associativos podem ser “risco” à credibilidade do INSS
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), confirmou que o Governo Lula discute a possibilidade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deixar de intermediar os descontos das mensalidades de associações e sindicatos direto na folha de pagamento dos aposentados e pensionistas. Queiroz concedeu entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, com participação do Diario de Pernambuco, na manhã desta quinta-feira (29).
“Existe uma discussão interna no Governo, e também no parlamento. Estive numa audiência pública no Senado Federal, e alguns senadores já têm projetos restringindo qualquer tipo de desconto em folha. E, no Governo Federal, existe quem defenda que o INSS não é instituição financeira e saia desse risco”, afirmou o ministro.
Wolney Queiroz justificou, ainda, que os descontos associativos podem representar um risco à credibilidade da previdência social.
“O INSS não ganha nada com isso do ponto de vista financeiro, não é remunerado para fazer o desconto, e quando acontece um fato como esse, acaba atingindo a credibilidade do INSS e do Ministério da Previdência”, declarou, se referindo aos descontos indevidos que geraram prejuízo de R$ 8 bilhões.
O novo chefe da Previdência garantiu que caso seja mantido o intermédio dos descontos, será sob “moldes e critérios bem mais seguros”.
“Achamos prudente que essas entidades saíssem momentaneamente do Conselho, sem fazer nenhum tipo de pré-julgamento e dando o direito de defesa e a presunção de inocência a cada uma delas”, disse.
“Vamos fazer uma checagem de todas essas associações e como elas se comportam e, ao final de tudo, vamos separar o joio do trigo. E vamos ficar com o trigo”, acrescentou Wolney.
Por Guilherme Anjos
