Raquel Lyra e João Campos comentam crise no STF

Duelo entre Raquel e João mobiliza forças do estado

Um dia após a sessão de julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a abertura de uma possível investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, os dois principais candidatos ao governo de Pernambuco comentaram a crise na Corte.

A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), e o ex-prefeito do Recife e candidato da Frente Popular de Pernambuco, João Campos (PSB), expuseram visões distintas sobre o tema.

Questionada sobre o assunto na sabatina da CNN Brasil, Raquel Lyra defendeu a apuração de responsabilidades, com direito ao devido processo legal. A gestora afirmou que é preciso haver um pacto pluripartidário, após as eleições, para definir o futuro do país.

“Não acredito que o Supremo vá tomar qualquer tipo de decisão nos próximos 15 dias. Passadas as eleições, as coisas vão ter que aparecer à mesa para a gente fazer uma grande concertação sobre o Brasil. Se for do PT, do PL, do MDB, do PSD…todo mundo tem que parar para pensar no futuro do país, que se faz agora”, disse.

A governadora ainda reforçou que as decisões importantes não podem mais ser adiadas e que as instituições – judiciárias e políticas – precisam resgatar a confiança da população.

“Tem reformas importantes a serem feitas, o resgate da credibilidade da população com os poderes – com a política também, para que a gente possa ultrapassar esse momento de desconfiança que o povo tem nas instituições. A gente só faz isso se tiver a capacidade de fazer autoanálise”, opinou.

No mesmo dia, João Campos lamentou que o debate atual no Brasil esteja concentrado na crise envolvendo o Supremo e ofusque o debate eleitoral sobre os problemas do país. Ele se posicionou sobre a crise no STF durante coletiva de imprensa, após sabatina realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE).

“Lamento muito, enquanto cidadão e enquanto líder político, que o debate central do Brasil seja esse neste momento. Estamos a 18 dias de uma eleição, com um Brasil para ser discutido: infraestrutura, educação, água, esgoto, segurança pública, saúde, transporte. Todas essas áreas precisam de um cuidado muito atento”, afirmou.

O socialista ainda avaliou que há uma sensação de que os temas de interesse da população não estão ganhando a devida relevância no debate público e na audiência neste momento, “em função de crises institucionais que tumultuam o processo eleitoral”.

“Muitas pessoas estão em filas de regulação de exames e precisam de transporte público melhor. Além disso, tem facção dominando o território, o crime organizado precisa ser enfrentado, e isso não está sendo debatido. Espero que o Brasil volte a aterrizar para um debate de vida real também.”

Ambos os candidatos foram enfáticos em defender que a lei sirva para responsabilizar a todos, utilizando, inclusive, a mesma frase. “Ninguém está acima da lei”, disseram.

Agenda
Nesta quinta, a candidata da coligação Pernambuco de Coração vai concentrar a agenda em Caruaru, seu reduto eleitoral. Pela manhã, tem encontro com a comunidade escolar no Morro Bom Jesus, e às 20h30, comparece ao debate de um pool de emissoras, que será transmitido a partir do Centro de Convenções do Senac.

João Campos vai dividir a agenda entre a capital pernambucana e o Agreste, iniciando às 8h30 com uma sabatina na Câmara de Dirigentes e Lojistas, no bairro do Derby. A última agenda do candidato do PSB é o debate em Caruaru.

Por Blog da Folha

Deixe um comentário