Trump diz que vai transformar Guantánamo em prisão para imigrantes

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (29) que vai instruir o Departamento de Segurança Interna e o Pentágono a preparar a prisão americana de Guantánamo, em Cuba, para receber até 30 mil imigrantes ilegais.

“Temos 30 mil leitos em Guantánamo para deter os piores criminosos ilegais que ameaçam o povo americano”, disse Trump durante um evento na Casa Branca.

 

Ele disse que “alguns deles são tão maus que nem confiamos nos países para mantê-los porque não queremos que eles voltem, então vamos mandá-los para Guantánamo. Isso dobrará nossa capacidade [prisional] imediatamente, certo?”

A prisão de Guantánamo foi estabelecida em 2002, pelo então presidente George W. Bush, para receber suspeitos de terrorismo e supostos combatentes “ilegais” detidos durante operações militares americanas fora dos EUA. O local recebeu cerca de 780 presos desde sua criação, sendo que 15 permanecem lá.

Guantánamo se tornou célebre durante a campanha de “Guerra ao Terror” criada por Bush após os ataques de 11 de setembro de 2001, e questionada diversas vezes pelas constantes violações do direito internacional e dos direitos humanos.

Incontáveis relatos de tortura de prisioneiros vieram à tona, incluindo a prática do “waterboarding” — o ato de forçar a cabeça de um suspeito em água até quase afogá-lo, para forçar uma delação.

Casa Branca determina suspensão de todos subsídios e empréstimos federais

O escritório de orçamento da Casa Branca ordenou uma pausa em todos os subsídios e empréstimos federais, segundo um memorando interno enviado na segunda-feira (27). O documento tem o potencial de impactar trilhões em gastos do governo e interromper programas públicos que afetam milhões de americanos.

As agências federais “devem pausar temporariamente todas as atividades relacionadas à obrigação ou desembolso de toda a assistência financeira federal”, afirmou o diretor interino do Escritório de Administração e Orçamento da Casa Branca, Matthew Vaeth, no comunicado.

A pausa também bloqueia a emissão de novos subsídios.

O memorando especifica que a pausa não afetará os benefícios da Previdência Social ou Medicare, nem inclui “assistência fornecida diretamente a indivíduos”.

O congelamento da assistência federal está programado para entrar em vigor às 17h, horário local, desta terça-feira (28).

Ele marca o mais recente movimento do governo Trump para exercer controle sobre o financiamento federal, mesmo aquele que já foi alocado pelo Congresso.

“Esta pausa temporária dará tempo ao governo para revisar os programas da agência e determinar os melhores usos do financiamento para aqueles programas consistentes com a lei e as prioridades do presidente”, escreveu Vaeth.