China retalia EUA com tarifa de 125% e pede que europeus se juntem a Pequim contra intimidação de Trump

A China aumentou as tarifas sobre produtos americanos para 125%.

Esse é mais um ponto na escalada da guerra comercial com os Estados Unidos após o anúncio de tarifas globais feito por Donald Trump na semana passada.

De acordo com as novas regras anunciadas pelo presidente americano, o governo chinês enfrenta uma taxa de 145% sobre alguns dos produtos importados pelos EUA.

O presidente Xi Jinping pediu que a União Europeia se junte a Pequim na oposição à “intimidação” dos EUA.

Apesar disso, Trump afirma que ainda espera fechar um acordo com Pequim.

Segundo ele, é possível chegar “a um acordo muito bom para ambos os países”.

Enquanto esses fatos se desenrolam, o ouro atingiu uma máxima histórica — um sinal de que os investidores migram para ativos de refúgio mais seguros.

Anteriormente, Trump anunciou uma “pausa” de 90 dias na aplicação de tarifas extras aos países que não retaliaram sua nova política de comércio.

A pausa significa que uma tarifa “universal de 10%” será aplicada a todos os países, exceto a China, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.

Até o momento, a Rússia também não sofreu aumento de tarifas pelos EUA. O país já se encontra sob sanções econômicas severas, mas ainda mantém um comércio em menor escala com os americanos.

O Brasil, taxado em 10% por Trump e que não anunciou retaliações, fica como está

Rússia e Ucrânia concordam com cessar-fogo parcial

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que uma trégua no Mar Negro e de ataques ao setor elétrico entrou em vigor imediatamente nesta terça-feira (25).

Ele também afirmou que buscará o envio de mais armas para seu país pelos Estados Unidos e a aplicação de mais sanções contra a Rússia se Moscou quebrar os acordos.

“Se os russos violarem isso, então eu tenho uma questão direta para o presidente Trump. Se eles violarem, aqui estão as evidências — pedimos sanções, pedimos armas, etc”, Zelensky disse a repórteres em uma entrevista coletiva na capital Kiev.

Os EUA disseram anteriormente que fizeram acordos separados com Rússia e Ucrânia para garantir a navegação segura no Mar Negro e implementar uma proibição de ataques contra instalações de energia nos dois países.

A Rússia também confirmou concordou em “garantir uma navegação segura” no Mar Negro, destacou o Kremlin nesta terça.

O governo de Vladimir Putin e os Estados Unidos concordaram ainda em desenvolver medidas para interromper ataques a instalações de energia russas e ucranianas por um período de 30 dias — que começou em 18 de março –, ainda segundo o Kremlin.

Entenda a guerra entre Rússia e Ucrânia

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 e entrou no território por três frentes: pela fronteira russa, pela Crimeia e por Belarus, país forte aliado do Kremlin.

Forças leais ao presidente Vladimir Putin conseguiram avanços significativos nos primeiros dias, mas os ucranianos conseguiram manter o controle de Kiev, ainda que a cidade também tenha sido atacada. A invasão foi criticada internacionalmente e o Kremlin foi alvo de sanções econômicas do Ocidente.

A inteligência ocidental denuncia que a Rússia está usando tropas da Coreia do Norte no conflito na Ucrânia.

Federação Árabe Palestina diz que brasileiro-palestino de 17 anos morreu em prisão em Israel

Um jovem brasileiro-palestino de 17 anos morreu no último fim de semana em uma prisão israelense, segundo a Federação Árabe Palestina do Brasil. Walid Khaled Abdallah foi preso em Silwad, na Cisjordânia, em setembro de 2024.

As circunstâncias da morte não foram divulgadas.

De acordo com a federação, o brasileiro é um dos mais de 60 reféns palestinos mortos em prisões israelenses desde o início da guerra na faixa de Gaza, em outubro de 2023.

Autoridades do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo grupo terrorista Hamas, estimam que mais de 50 mil palestinos morreram em quase 18 meses de conflito. A informação foi divulgada no domingo (23).

China diz estar pronta para ‘qualquer tipo de guerra’ com os EUA

A China alertou os Estados Unidos nesta quarta-feira (5/3) que está pronta para lutar em “qualquer tipo” de guerra após responder às crescentes tarifas comerciais impostas pelo governo do presidente americano, Donald Trump.

As duas maiores economias do mundo ficaram à beira de uma guerra comercial depois que Trump impôs mais tarifas sobre todos os produtos chineses que desembarcarem em território americano. A China rapidamente retaliou, impondo tarifas de 10% a 15% sobre produtos agrícolas dos EUA.

“Se é guerra o que os EUA querem, seja uma guerra tarifária, uma guerra comercial ou qualquer outro tipo de guerra, estamos prontos para lutar até o fim”, disse a Embaixada da China em Washington no X (antigo Twitter), republicando uma declaração do governo feita na terça-feira (4/3).

Esta é uma das manifestações mais contundentes da China até o momento desde que Trump se tornou presidente — e ocorre enquanto líderes se reúnem em Pequim para o encontro anual do Congresso Nacional do Povo.

Na terça-feira, o primeiro-ministro da China, Li Qiang, anunciou que o país elevaria novamente seus gastos com defesa em 7,2% neste ano e alertou que “mudanças nunca vistas em um século estavam se desenrolando pelo mundo a um ritmo mais rápido”.

Esse aumento era esperado e corresponde ao valor anunciado no ano passado.

Trump levanta a voz com Zelensky, bate boca e o chama de ‘desrespeitoso’ com os EUA: ‘Você está jogando com a Terceira Guerra Mundial’

Numa cena entre rara dois líderes mundiais, o presidente dos EUA, Donald Trump, bateu boca e aumentou o tom de voz com Volodymyr Zelensky em encontro dos dois na Casa Branca nesta sexta-feira (28), dizendo que o presidente da Ucrânia está jogando com o risco de uma “Terceira Guerra Mundial”.

Em uma reunião transmitida ao vivo, e diante da imprensa, Trump pressionou Zelensky a aceitar um acordo para encerrar a guerra da Ucrânia, iniciada em 2022, depois de a Rússia invadir o território ucraniano.

Os EUA eram aliados da Ucrânia durante o governo Biden; quando Trump assumiu, se aproximou do presidente Vladimir Putin, da Rússia, e tenta fazer um acordo para encerrar a guerra excluindo a Ucrânia.

O bate-boca começou nos últimos 10 minutos, dos 45 minutos em que os dois se encontraram no salão oval da Casa Branca. Zelensky se mostrou desconfiado quanto ao compromisso de Putin de encerrar a guerra. Ele chamou Putin de “assassino”.

O vice-presidente americano JD Vance disse: “Senhor Presidente, com todo o respeito. Acho desrespeitoso da sua parte vir ao Salão Oval e tentar debater isso diante da mídia americana”. Quando Zelensky tentou responder, Trump levantou a voz:

“Você está apostando com a vida de milhões de pessoas. Você está apostando com a Terceira Guerra Mundial. Você está apostando com a Terceira Guerra Mundial, e o que você está fazendo é muito desrespeitoso com este país, um país que te apoiou muito mais do que muitos disseram que deveria”, afirmou Trump a Zelensky.

 

Zelensky então apontou que Trump é menos duro com Putin. “Não faça concessões a um assassino”, disse, em referência ao líder russo.

“Seu povo é muito corajoso, mas ou vocês fazem um acordo ou estamos fora. E se estivermos fora, vocês terão que lutar sozinhos”, disse Trump. Os EUA são aliados da Ucrânia na guerra.

 

Após o encontro, Trump fez um post na rede social TruthSocial em que diz que Zelensky desrespeitou os EUA no Salão Oval e que poderá voltar quando estiver pronto para a paz.

Trump diz que Putin concordou em iniciar ‘imediatamente’ negociações pelo fim da guerra na Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (12) que conversou por telefone com Vladimir Putin e que o presidente russo concordou com ele em iniciar “imediatamente” as negociações pelo fim da guerra na Ucrânia.

Minutos após o anúncio da ligação, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, também disse ter tido uma conversa por telefone com Trump sobre “oportunidade para obter a paz”, segundo um comunicado. “A conversa correu muito bem. Ele, como o Presidente Putin, quer fazer PAZ”, disse Trump, sobre o diálogo.

Trump chamou a ligação de “altamente produtiva” e indicou que a conversa ocorreu em tom amistoso. Segundo o Kremlin, a conversa entre os chefes de Estado durou cerca de uma hora e meia.

“Acabei de ter uma longa e altamente produtiva conversa telefônica com o presidente Vladimir Putin, da Rússia. Cada um de nós falou sobre as forças de nossas respectivas nações e os grandes benefícios que, um dia, teremos ao trabalhar juntos. Mas primeiro, como ambos concordamos, queremos parar os milhões de mortes que estão acontecendo na guerra entre Rússia e Ucrânia. O presidente Putin até usou meu forte lema de campanha: “SENSO COMUM”. Concordamos que nossas equipes iniciarão negociações imediatamente e começaremos ligando para o presidente Zelensky, da Ucrânia, para informá-lo sobre a conversa — algo que farei agora mesmo”, afirmou Trump.

 

O Kremlin confirmou a conversa e disse que Vladimir Putin convidou Trump para ir a Moscou discutir o fim da guerra.

“O presidente russo convidou o presidente dos EUA para visitar Moscou e expressou sua prontidão em receber autoridades americanas na Rússia nas áreas de interesse mútuo, incluindo, é claro, o tópico de um acordo em relação à Ucrânia”, disse o porta-voz Dmitri Peskov.

 

Putin falou pela última vez com um presidente em exercício dos EUA em fevereiro de 2022, quando teve uma ligação com Joe Biden pouco antes de ordenar o envio de milhares de tropas para a Ucrânia.

Trump diz que vai transformar Guantánamo em prisão para imigrantes

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (29) que vai instruir o Departamento de Segurança Interna e o Pentágono a preparar a prisão americana de Guantánamo, em Cuba, para receber até 30 mil imigrantes ilegais.

“Temos 30 mil leitos em Guantánamo para deter os piores criminosos ilegais que ameaçam o povo americano”, disse Trump durante um evento na Casa Branca.

 

Ele disse que “alguns deles são tão maus que nem confiamos nos países para mantê-los porque não queremos que eles voltem, então vamos mandá-los para Guantánamo. Isso dobrará nossa capacidade [prisional] imediatamente, certo?”

A prisão de Guantánamo foi estabelecida em 2002, pelo então presidente George W. Bush, para receber suspeitos de terrorismo e supostos combatentes “ilegais” detidos durante operações militares americanas fora dos EUA. O local recebeu cerca de 780 presos desde sua criação, sendo que 15 permanecem lá.

Guantánamo se tornou célebre durante a campanha de “Guerra ao Terror” criada por Bush após os ataques de 11 de setembro de 2001, e questionada diversas vezes pelas constantes violações do direito internacional e dos direitos humanos.

Incontáveis relatos de tortura de prisioneiros vieram à tona, incluindo a prática do “waterboarding” — o ato de forçar a cabeça de um suspeito em água até quase afogá-lo, para forçar uma delação.

Biden diz que negociação pelo cessar-fogo em Gaza foi ‘uma das mais difíceis’ que fez parte

O presidente dos EUA, Joe Biden, falou sobre o cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista Hamas, que entrou em vigor neste domingo (19). Em um pronunciamento, ele declarou que a negociação pelo acordo foi “uma das mais difíceis” que fez parte.

Além disso, Biden disse que recebeu a informação de que as três reféns israelenses, libertadas pelo Hamas neste domingo, já estavam “fora das mãos de seus captores” e “pareciam estar em bom estado de saúde”, mas reforçou que ainda é cedo para dizer.

Cessar-fogo começou e três reféns foram libertadas

O acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas entrou em vigor após um atraso de quase três horas. O início da trégua foi adiado após o grupo terrorista demorar para divulgar a lista das primeiras reféns que seriam libertadas.

A imprensa israelense noticiou, por volta das 12h (horário de Brasília), que as reféns já estavam com a Cruz Vermelha. Segundo as Forças de Defesa de Israel, elas passarão por avaliação médica ao chegar no país.

As três mulheres fazem parte do primeiro grupo de 33 reféns que serão libertados pelo Hamas nos próximos dias. Em troca, Israel prometeu soltar prisioneiros palestinos e recuar as forças militares dentro da Faixa de Gaza.

Ucrânia mata general russo em Moscou a quem acusa de crimes com armas químicas

Um general russo de alto escalão acusado pela Ucrânia de ser responsável pelo uso de armas químicas contra as tropas ucranianas foi assassinado em Moscou pelo serviço de inteligência ucraniano SBU na manhã de terça-feira (17).

O tenente-general Igor Kirillov, que era chefe das tropas de proteção nuclear, biológica e química da Rússia, foi morto do lado de fora de um prédio de apartamentos junto com seu assistente quando uma bomba escondida em uma scooter elétrica explodiu, disse o Comitê Investigativo da Rússia, que investiga crimes graves.]

Uma fonte do SBU confirmou à Reuters que a agência de inteligência ucraniana está por trás do ataque. “A liquidação do chefe das tropas de proteção contra radiação e produtos químicos da Federação Russa é trabalho do SBU”, afirmou a fonte.

A fonte disse que uma scooter contendo explosivos foi detonada, matando Kirillov e seu assessor, quando eles estavam na entrada de uma casa em Ryazansky Prospekt, em Moscou.

Kirillov, de 54 anos, é o oficial militar russo mais graduado a ser assassinado dentro da Rússia pela Ucrânia, e seu assassinato provavelmente levará as autoridades russas a revisar os protocolos de segurança para a alta cúpula do Exército e a encontrar uma maneira de vingar sua morte.

O ex-presidente Dmitry Medvedev, agora uma autoridade sênior de segurança russa, declarou, segundo a agência de notícias estatal RIA, que a liderança militar e política da Ucrânia agora enfrenta uma vingança iminente pelo assassinato de Kirillov.

Biden autoriza Ucrânia a usar mísseis de longo alcance dos EUA para atacar Rússia

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deu sinal verde para que a Ucrânia use mísseis de longo alcance fornecidos pelos EUA para atacar a Rússia, confirmou uma fonte oficial à CBS News, parceira americana da BBC, neste domingo (17/11).

Ainda não há uma confirmação formal da Casa Branca ou do Pentágono sobre essa medida. Biden está em viagem ao Brasil – neste domingo, pousou em Manaus, no Amazonas, antes de seguir para a cúpula do G20 no Rio de Janeiro.

A decisão de autorizar o uso dos mísseis ATACMS (Sistema de Mísseis Táticos do Exército, na sigla em inglês) representaria uma grande mudança na política dos EUA em relação à guerra.

Ela também permitiria que o Reino Unido e a França possam conceder à Ucrânia permissão para usar os potentes mísseis Storm Shadow.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, vem pedindo há meses que essas restrições ao uso de mísseis de longo alcance sejam levantadas, permitindo que a Ucrânia ataque alvos dentro da Rússia.

A notícia sobre a autorização americana ocorre logo após o intenso ataque Rússia contra a infraestrutura de energia da Ucrânia neste domingo.

Zelensky, em declaração neste domingo, não confirmou nem negou se os EUA haviam concedido permissão para usar as armas.

O presidente ucraniano afirmou em vídeo que apresentou um “plano de vitória” aos aliados, que inclui “capacidade de longo alcance para nosso exército”.

por CNN