O tombamento e explosão de uma carreta no início da tarde deste domingo (6) deixou o trecho do Km 233 da BR-101, em Palhoça, interditado em ambos os sentidos por quase 16 horas. O acidente fez com que motoristas que transitavam na pista no momento da ocorrência ficassem parados no local até às 5h desta segunda-feira (7), quando a via foi liberada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Aparecida Maria Vieira, de 56 anos, ficou presa no trânsito do sentido Sul do Morro dos Cavalos junto com o seu marido. Moradora da Pinheira, em Palhoça, ela estava retornando para casa após um consulta médica, às 18h30min, quando se deparou com o congestionamento e precisou virar a noite na rodovia.
— É uma situação muito triste, né? É complicado. Aquilo ali parecia até para a gente que está aqui na estrada, parecia um filme de terror, parecia um filme. A gente viaja na mente porque eu nunca tinha visto isso, nunca tinha passado por uma situação dessa de ficar na BR, de “dormir na BR”, porque dormir ninguém consegue. É um medo, mas aqui eu vi que os caminhoneiros se unem e eles ajudam. São umas pessoas maravilhosas — relatou Aparecida
O casal conseguiu sair do congestionamento por volta das 6h30, depois de quase 12 horas parados na BR-101. Nesse horário, segundo a Arteris Litoral Sul, concessionária responsável pela rodovia, a fila era de 12 quilômetros no sentido Curitiba e de 19 quilômetros no sentido Porto Alegre.
Fogo atingiu veículos e deixou feridos
Uma carreta carregada de combustível tombou no Km 233 da BR-101, sentido Sul, em Palhoça, na Grande Florianópolis, no início da tarde de domingo (6). Com o acidente, que aconteceu na altura do Morro dos Cavalos, a carga explodiu e pegou fogo.


O acidente deixou cinco vítimas, entre elas o motorista da carreta e sua esposa, que também estava no veículo. O casal teve queimaduras nos membros superiores e inferiores, e foram deslocados para a UPA da Pinheira, em Palhoça. Outras três vítimas, que estavam em outros veículos, foram socorridos por ambulância da Arteris Litoral Sul. A PRF informou que o líquido que a carreta transportava era álcool etílico.
