Avião ultraleve cai e piloto de 42 anos morre no Sertão da PB

Um avião ultraleve caiu e matou o empresário Obed Pereira Matias, de 42 anos, na manhã deste sábado (3), na zona rural de Serra Grande, no Sertão da Paraíba. Ele pilotava a aeronave e seguia com destino ao próprio município de Serra Grande, onde participaria de um evento com a aeronave.

A aeronave caiu em uma área de mata e equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender a ocorrência. Imagens registradas no local mostram os destroços do ultraleve espalhados entre a vegetação.

Obed era dono de uma empresa de internet na cidade de Piancó, de onde partiu com a aeronave ultraleve, e morreu no local do acidente.

O avião envolvido no acidente é do modelo trike delta, também conhecido como paratrike, um tipo de asa-delta motorizada classificada como aeronave ultraleve. Esse tipo de equipamento possui uma asa de tecido flexível acoplada a um carrinho de três rodas, que comporta até duas pessoas. O controle de voo é feito por meio da transferência de peso do piloto, característica do sistema de pilotagem pendular.

Avião ultraleve cai e piloto de 42 anos morre no Sertão da PB — Foto: Reprodução/TV Paraíba

Segundo informações preliminares, a vítima estava praticando esse esporte no momento do acidente. A Polícia Civil informou que ainda não há detalhes sobre as circunstâncias que levaram à queda da aeronave.

Segundo o delegado Ilamilto Simplício, a aeronave estava devidamente registrada e legalizada, conforme confirmação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Ele afirmou que a agência está enviando uma equipe, que deve chegar em Serra Grande ainda hoje, vinda de Recife, para realizar a perícia. “Agora, aguardamos a perícia da ANAC para determinar se o que ocorreu foi falha na aeronave, no ultraleve, ou falha humana”, explicou.

Perícia determinará o que causou o acidente — Foto: Reprodução / Beto Silva

Uma segunda vítima, um jovem de 28 anos que também estava na aeronave, foi socorrida com múltiplas fraturas e encaminhada ao Hospital Regional de Itaporanga.

Uma equipe de perícia da Polícia Civil de Patos está em deslocamento para o local do acidente, onde será realizada a análise da cena e a coleta de informações para apuração das causas da queda.

Ovo de Páscoa que matou irmãos de 7 e 13 anos no MA foi envenenado com chumbinho, aponta laudo

A Polícia Civil confirmou, nesta quarta-feira (30), que o ovo de Páscoa ingerido por uma mãe e dois filhos em Imperatriz, no Maranhão, continha chumbinho – um pesticida usado clandestinamente no Brasil para matar ratos.

Evelyn Fernanda Rocha Silva, de 13 anos, e Luís Fernando, de 7 anos, morreram com cinco dias de diferença. A mãe deles, Mirian Lira, também passou mal e chegou a ser internada, mas já teve alta do hospital. A suspeita de ter enviado o chocolate, Jordélia Pereira, segue presa.

A confirmação do veneno no ovo de Páscoa veio após um laudo do Instituto de Criminalística divulgado em entrevista coletiva. A polícia disse que o veneno estava no ovo, nos corpos das vítimas e no material recolhido com Jordélia quando ela foi presa.

Há suspeita de que o ovo recebido pela família estava envenenado. — Foto: Reprodução/TV Mirante

Com base no laudo pericial, a polícia concluiu o inquérito e deve indicar a suspeita por duplo homicídio e tentativa de homicídio por envenenamento.

Contexto: De acordo com as investigações, Mirian Lira estava namorando há três meses com o ex-marido de Jordélia. Esse relacionamento teria motivado o crime. A Polícia Civil do Maranhão disse que Jordélia estava com ciúmes e queria se vingar do ex-marido.

No momento da prisão, Jordélia confessou que enviou o chocolate à família, mas negou o envenenamento. Material apreendido com Jordélia Pereira Barbosa, 35 anos, suspeita de envenenar família com ovo de Páscoa no Maranhão. — Foto: Divulgação/Polícia Civil do Maranhão

O corpo de Evelyn foi enterrado no dia 23 de abril, no cemitério Bom Jesus, em Imperatriz (MA), após falecer por complicações decorrentes de intoxicação. Segundo a equipe médica, a causa da morte foi choque vascular e falência múltipla de órgãos.

A despedida foi marcada por fortes emoções entre familiares e amigos da adolescente. Além dela, o irmão, Luís Fernando, de sete anos, morreu cinco dias antes, poucas horas depois de comer o ovo envenenado.

Onça ataca policiais durante busca por homem morto por felino no Pantanal

Após o ataque fatal da onça-pintada em Aquidauana (MS), no Pantanal, equipes da Polícia Militar Ambiental (PMA) também foram surpreendidas por uma onça. Durante a varredura na região, um felino de grande porte também atacou os agentes que faziam as buscas pelo corpo de Jorge Avalo. Que desapareceu no começo da semana.

Não é possível precisar se o animal que atacou a equipe é o mesmo que matou Jorge Avalo, mas existe essa suspeita.

“Achamos o corpo (de Jorge Avalo) e quando voltamos para buscar, a onça estava em cima”, relatou um dos policiais, em vídeo. Segundo fontes, o felino teria atacado um dos agentes.

O caseiro Jorge Avalo, de 60 anos, foi morto pelo animal na segunda-feira (21), e teve os restos mortais encontrados no dia seguinte. Na manhã de terça (22/4), os policiais encontraram partes do corpo da vítima em um capão de mato, a cerca de 280 metros da propriedade onde ele trabalhava.

Outros fragmentos do corpo de Avalo foram localizados mais tarde, em uma toca da onça, a cerca de 300 metros do local do primeiro ataque. A perícia confirmou que a causa da morte foi o ataque do animal. De acordo com a PMA, o primeiro ataque ocorreu nas proximidades de um rancho às margens do Rio Miranda. Avalo havia desaparecido no início da tarde, e as buscas começaram ainda na segunda.

A Polícia Militar Ambiental reforçou o alerta para moradores e frequentadores de áreas próximas a reservas naturais e matas fechadas. A onça-pintada, espécie emblemática da fauna brasileira, é protegida por lei e seu abate é proibido, exceto em situações de extremo risco e em legítima defesa.

Mãe diz que corpo de Ana Beatriz ficou quatro dias escondido no armário de casa no interior de AL

Durante o depoimento à Polícia Civil, a mãe de Ana Beatriz, morta com 15 dias de vida em Novo Lino, interior de Alagoas, disse que o corpo da filha passou quatro dias escondido dentro de um armário no quintal da casa onde moravaEduarda de Oliveira, de 22 anos, confessou o crime. A Polícia Civil aguarda os laudos da perícia para confirmar essa versão.

O depoimento foi gravado na noite da última terça-feira (15), quando a mãe confessou que matou a filha asfixiada com uma almofada que estava na sala.

De acordo com Eduarda, o corpo foi colocado por ela dentro do armário na madrugada de 11 de abril. Ela afirma ainda que a bebê permaneceu no local, enrolado em dois sacos plásticos, até a tarde de 15 de abril, quando ela revelou o local à Polícia Civil e para familiares do marido.

“Ela ficou no armário. Eu não mexi mais. Ela ficou até a polícia chegar”, disse.

Ela confessou também que, no momento em que foi encontrado, o corpo estava com um mal cheiro. Com exceção de segunda-feira, quando foi levada para fazer exames no Hospital da Mulher após ter afirmado ser vítima de estupro, Eduarda disse que dormiu todas as noites na casa onde a criança estava escondida.

A mãe de Ana Beatriz está presa preventivamente por ocultação de cadáver. A polícia ainda aguarda o resultado da necropsia no corpo da bebê. Se confirmada a morte por asfixia, ela pode ser autuada também pelo crime de infanticídio.

Eduarda disse ainda que não teve a ajuda de ninguém e que o marido, que estava a trabalho em São Paulo, só soube o que aconteceu quando ela confessou tudo para o advogado. A polícia investiga a participação de mais pessoas na ocultação do corpo.

“Ele estava em São Paulo, ele não sabia de nada. Eu contei quando o advogado ficou dizendo pra que eu falasse a verdade”, disse a mãe da bebê.

Durante audiência de custódia nesta quarta-feira (16), a Justiça determinou que Eduarda continuasse presa preventivamente. Ela vai precisar passar por um tratamento psiquiátrico enquanto estiver presa.

Mãe deu cinco versões para desaparecimento da bebê

 

Ana Beatriz estava desaparecida desde sexta-feira (11). A primeira versão que a mãe deu aos policiais é de que a menina tinha sido sequestrada em um trecho da BR-101, no Povoado de Euzébio, no município de Novo Lino, divisa com Pernambuco.

O pai da recém-nascida é motorista e estava em São Paulo a trabalho havia um mês, por isso não conhecia a filha. Após ser informado do desaparecimento, ele voltou para casa para acompanhar as buscas pela recém-nascida.

A polícia passou a desconfiar das versões da mãe após os relatos de três testemunhas que contrariavam a teoria do sequestro. Além disso, imagens de câmeras de segurança também contradiziam a mãe.

Em depoimento, os vizinhos da mãe da criança informaram que ouviram a bebê chorar pela última vez na quinta-feira passada, um dia antes do relato do suposto sequestro.

Na segunda-feira (14), a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros fizeram buscas no perímetro próximo à casa da família, com indicação de buscas até em latas de lixo, mas a criança não foi encontrada.

Mulheres relatam histórias de violência em partos realizados por médica influencer: ‘Custou a vida do meu filho’

Uma médica obstetra teve o registro profissional suspenso pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, por causa das denúncias feitas por várias mulheres que alegam ter sofrido violência obstétrica durante o parto conduzido por ela. Anna Beatriz Herief prometia um parto humanizado, mas, de acordo com essas mães, o que aconteceu foi o oposto disso.

Anna Beatriz Herief, conhecida como Bia Herief, é médica obstetra e influencer com quase 250 mil seguidores nas redes sociais. Ela fez fama defendendo o parto humanizado e questionando a necessidade de cesariana em muitos casos. O procedimento com a doutora Beatriz, pode custar mais de 20 mil reais, incluindo toda a equipe contratada por ela.

Muitas seguidoras viraram pacientes. Agora, algumas dizem que se tornaram vítimas da médica e da equipe comandada por ela. O Fantástico conversou com exclusividade com quatro mães que foram pacientes de Anna Beatriz Herief.

O que dizem as mães atendidas por Bia Herief

 

A Isadora é uma dessas mães. Ela, que também é médica, descobriu a doutora Beatriz nas redes sociais. Isadora suportou um trabalho de parto que durou cinco dias. E, quando recebeu o prontuário da maternidade, diz que se sentiu traída.

“Eu vi que ela tinha aplicado a ocitocina, que é um hormônio que aumenta, intensifica as contrações uterinas, sem o meu consentimento. Então, enquanto eu estava lá pedindo socorro, implorando para analgesia, dizendo que eu não aguentava mais, que eu queria uma cesariana, ela tava lá fazendo aquilo que estava intensificando as minhas dores”, afirma.

 

Anna Beatriz Herief recebeu a reportagem do Fantástico na sede do projeto que comanda, a Casa Pitanga, e negou essa e outras acusações. “Tudo que a gente vai fazer na paciente, encostar na paciente, inclusive no pré-natal, a gente pede consentimento para ela”, afirmou.

Roberta é nutricionista e também seguia a doutora Beatriz nas redes sociais. Depois de horas de trabalho de parto, o filho da Roberta acabou nascendo de cesariana. Mesmo assim, as dores que ela sentia continuaram e ainda pioraram: “Parece que a minha costela está quebrada, eu tinha dificuldade para respirar”. Poucos dias depois, de volta ao hospital, uma tomografia revelou o que aconteceu durante a cirurgia. “Costuraram a minha artéria no meu ureter, né? Ureter é onde liga o rim à bexiga. Então, ali foi costurado. Eu sinto dores e são coisas que vou carregar pra sempre”, afirma.

A defesa de Roberta contratou um perito médico, o obstetra Ivo Costa Júnior. Ele diz no parecer que a cesariana dela foi marcada por demora, duração atípica, significativa perda sanguínea, erro cirúrgico com lesão do ureter, falta de comunicação e indícios de negligência, imprudência e imperícia por parte da equipe médica.

A paciente Larissa teve uma gravidez de alto risco. Foi diagnosticada com pré-eclâmpsia, um tipo de hipertensão gestacional. O caso se tornou ainda mais grave porque o bebê também foi afetado. O trabalho de parto durou doze horas — sem grande progresso nas últimas seis. A doutora Beatriz decidiu usar um aparelho para puxar o bebê, o vácuo-extrator.

O manual do aparelho e a literatura médica recomendam no máximo três tentativas de uso do vácuo-extrator. O prontuário do parto de Larissa mostra que as médicas tentaram sete vezes. “Eu não tentei sete vezes. Eu tentei três a quatro vezes, como dizem as diretrizes”, diz a médica. Só quando os batimentos cardíacos do bebê diminuíram, ela decidiu fazer a cesariana.

“Ele nasceu morto, eu percebi que alguma coisa tinha dado terrivelmente errado, porque eu vi as médicas gritando pedindo adrenalina, iniciar uma manobra para ressuscitar ele”, conta Larissa. Louie foi reanimado, mas depois de um nascimento tão traumático, o futuro do menino, que está com um ano, ainda é incerto.

Bianca é a quarta vítima. Tinha hipertensão e confiou na orientação da doutora Beatriz. Aconteceu o pior.

“Com 35 semanas, ela me mandou uma mensagem pelo WhatsApp no meio da tarde dizendo: ‘eu tô afim de induzir seu parto hoje'”, recorda Bianca. Ao dar entrada no hospital, Bianca recebeu a informação de que deveria passar pela UTI. Ela afirma que, nesse momento, foi orientada pela médica a mentir, para que não fosse encaminhada para a UTI.

Bianca entrou na maternidade como uma paciente normal. Mas, durante o trabalho de parto, a equipe não conseguiu mais ouvir o coração do bebê. “Custou a vida do meu filho”.

Consequências das denúncias

No ano passado, o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro suspendeu a médica por seis meses. A interdição foi renovada na última terça-feira por mais seis meses, enquanto o processo de cassação do registro continua.

A Federação Nacional das Associações de Ginecologia e Obstetrícia enfatiza que o parto normal é o mais seguro e o mais recomendado na grande maioria dos casos.

Morre aos 88 anos Francisco, o primeiro papa latino-americano

Morreu hoje aos 88 anos Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco. A informação foi divulgada pelo Vaticano, mas a causa da morte não foi informada.

“Queridos irmãos e irmãs, com profunda tristeza devo anunciar a morte de nosso Santo Padre Francisco. Às 7h35 desta manhã, o Bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e de Sua Igreja”, diz o comunicado do Vaticano.

O pontífice se recuperava após um quadro respiratório grave, que o deixou 37 dias no hospital, entre fevereiro e março deste ano. Ontem, no Domingo de Páscoa, o papa fez uma aparição para abençoar milhares de pessoas na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Como é tradição, o funeral do papa começa na Basílica de São Pedro. O corpo de Jorge Mario Bergoglio, o primeiro pontífice latino-americano da história, ficará exposto para visitação e oração dos fiéis. O funeral termina com a missa de corpo presente, na Praça de São Pedro.

Em abril de 2024, o papa chamou atenção dos fiéis ao anunciar que já estava “tudo pronto” para a sepultura dele. O pontífice ordenou uma simplificação dos rituais fúnebres dos papas, com os corpos não sendo mais expostos fora dos caixões.

Na ocasião, ele também revelou que, após sua morte, o corpo seria exposto no caixão. Os corpos dos papas anteriores foram colocados em um catafalco, espécie de plataforma, durante seus ritos fúnebres. Ele também pediu para que fosse enterrado na Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma, fugindo da tradição de um enterro em São Pedro, onde está o corpo de 91 pontífices.

Três agentes da PRF morrem após perseguição no Rio

Uma perseguição policial terminou em tragédia na madrugada desta sexta-feira (18), na altura de Vigário Geral, na zona norte do Rio de Janeiro. Por volta de 1h, uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF) colidiu com um carro de passeio após perseguir duas motos que desrespeitaram uma blitz montada em Olaria.

Durante a perseguição, a viatura da PRF perdeu o controle, colidiu com vários postes e bateu contra o veículo onde estava uma família –um casal e a filha, uma criança, que não ficaram feridos. Eles foram atendidos no local e liberados.

A colisão foi fatal para os três policiais federais que estavam na viatura, todos homens com cerca de 47 anos. Uma quarta vítima, socorrida com vida, foi encaminhada ao Hospital Getúlio Vargas.

Equipes do quartel de Parada de Lucas foram acionadas, com apoio de equipes de Guadalupe, Penha e Irajá, além de socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Os suspeitos conseguiram fugir e diligências estão sendo realizadas para buscar imagens de câmeras de segurança que possam ter registrado a ação.

Em nota, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, manifestou “profundo pesar” pela ocorrência e afirmou que o governo irá “prestar todo o apoio necessário aos familiares neste momento de dor”.

Saiba motivação de mulher que envenenou ovo de Páscoa e matou criança

A Polícia Civil do Maranhão (PCMA) prendeu Jordélia Matos Araújo, de 36 anos, na tarde de quinta-feira (17/4), em um ônibus interurbano, na cidade de Santa Inês (MA). Ela é a principal suspeita de envenenar um ovo de Páscoa e enviá-lo a uma família em Imperatriz. Uma criança de 7 anos morreu após comer o doce, e sua mãe e irmã estão internadas. De acordo com o secretário de Segurança do Maranhão, Maurício Martins, a motivação do crime provavelmente foi ciúmes e vingança.

O que está acontecendo?

  • A Polícia Civil do Maranhão está investigando o caso de uma criança de 7 anos que morreu após comer um ovo de Páscoa. A irmã e a mãe da vítima também consumiram o doce e estão internadas. O caso ocorreu em Imperatriz, na região sudoeste do Maranhão, e a principal suspeita pelo envenenamento foi presa. A mãe, Mirian Lira, de 36 anos, e a filha, Evelyn Fernanda, de 14, seguem internadas na UTI do Hospital Municipal de Imperatriz.
  • A Polícia Civil do Maranhão prendeu, nessa quinta-feira (17/4), a principal suspeita de envenenar a família em Imperatriz (MA), Jordélia Pereira Barbosa.
  • Conforme o depoimento do pai da criança, que é separado da mãe, o ovo chegou à casa da família entregue por um motoboy, como um presente, na noite de quarta-feira (16/4). O doce veio acompanhado de um bilhete escrito: “Com amor, para Miriam Lira. Feliz Páscoa”.
  • Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), a suspeita foi localizada por agentes da Delegacia Regional de Santa Inês em um ônibus interurbano, enquanto tentava deixar a cidade onde reside. Ela foi identificada como ex-namorada do atual companheiro da mãe da criança que morreu.

 

De acordo com o secretário de segurança, até o momento, os indícios do crime apontam para “vingança” e “ciúme”. “Tendo em vista que o ex-marido da autora é o atual companheiro ou atual namorado da vítima, que foi envenenada juntamente com seus dois filhos”, contou Maurício.

“Há vários indícios que apontam claramente para que essa mulher tenha sido autora do crime. A polícia vai continuar trabalhando para robustecer esses indícios e apresentá-la ao Judiciário, para responder por esse bárbaro crime”, afirmou Maurício Martins. A polícia tem inclusive vídeo da suspeita comprando os chocolates usando um disfarce.

Os agentes da Polícia Civil prenderam Jordélia em uma operação conjunta da Polícia Civil com o Centro de Inteligência da SSP. “Um inquérito foi instaurado pela Delegacia de Homicídios de Imperatriz, que segue ouvindo testemunhas para elucidar completamente o caso”, afirmou a SSP em nota.

O delegado-geral da Polícia Civil, Manoel Almeida, afirmou que as características do caso indicavam que o envenenamento pode ter sido causado por alguém próximo à vítima. “Então, foram muito importantes as entrevistas, a oitiva do atual namorado da vítima, a identificação e localização do motoboy”, afirmou o delegado.

Almeida também destacou que já foram identificados o hotel onde Jordélia Pereira Barbosa se hospedou e a loja em que ela comprou o objeto no qual o veneno foi injetado. A substância, no entanto, ainda não foi identificada.

Duas jovens de 18 anos morrem após serem atropeladas na faixa de pedestres e terem corpos lançados a 50 metros

Duas jovens de 18 anos morreram na noite de quarta-feira (9) após serem atropeladas e arremessadas a mais de 50 metros na principal avenida de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Elas atravessavam na faixa de pedestres quando foram atingidas por um carro. Uma testemunha relatou que o carro parecia disputar racha com outro veículo.

O acidente ocorreu por volta das 23h na Avenida Goiás, no bairro Santo Antônio. Uma câmera mostra que as duas atravessaram a avenida quando o sinal estava vermelho para pedestres. A mãe de uma delas relatou que eram amigas inseparáveis.

Outra câmera mostra que, na hora do impacto, o semáforo para veículos estava amarelo. A defesa do motorista, Brendo dos Santos Sampaio, diz que ele passou pelo cruzamento quando o semáforo estava verde para os carros e que ele não viu que as jovens atravessavam a rua naquele momento.

Brendo, de 26 anos, é estudante de direito e dirigia um Honda Civic. Ele acabava de sair da faculdade, que fica ali na região. Segundo o advogado dele, Francisco Ferreira, o motorista contou que seguia entre 60 km/h e 70 km/h, mas que não sabe precisar a velocidade exata.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, “a Polícia Civil obteve imagens de câmeras de monitoramento que indicam que o autor dirigia em alta velocidade”.

 

O teste do bafômetro constatou que ele não estava bêbado. Depois, ele também foi submetido a uma contraprova junto ao Instituto Médico Legal (IML), mas o resultado ainda não foi divulgado.

O motorista foi ouvido na delegacia e acabou detido. Ele deve passar por audiência de custódia com um juiz ainda nesta quinta.

Segundo o boletim de ocorrência, o caso foi registrado como homicídio com dolo eventual (quando assume o risco) “ao lançar-se em prática de altíssima periculosidade em via pública e mediante alta velocidade (em conduta conhecida por ‘racha’)”.

Idosa morre com Febre do Oropouche, primeiro óbito de pessoa adulta com a doença em PE

Pernambuco registrou na quarta-feira (9) o primeiro caso de morte de pessoa adulta diagnosticada com Febre do Oropouche, doença transmitida por mosquitos, principalmente pelo maruim. A vítima foi uma idosa de 71 anos, moradora do Recife. Até então, o estado só tinha registrado casos de fetos que morreram com o vírus no organismo.

Ainda não há tratamento para a Febre do Oropouche. A doença costuma ter sintomas parecidos com outras arboviroses, como dengue e chikungunya. Entre os sinais, estão náusea, diarreia e dor de cabeça, muscular e nas articulações.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), a idosa morreu na última semana de 2024. Entretanto, foi preciso quase quatro meses para que houvesse consenso e evidências suficientes de que ela morreu com Febre do Oropouche. A idosa tinha doenças pré-existentes: diabetes e hipertensão.

O caso, segundo a SES, “passou por uma investigação rigorosa, tendo em vista que há poucas situações iguais confirmadas no Brasil e todas elas do ano passado para cá. O caso foi discutido por um comitê formado por especialistas para que houvesse consenso neste resultado”.

A SES informou, ainda, que a investigação dos óbitos é conduzida inicialmente pela equipe de Vigilância Epidemiológica do município em que a morte aconteceu. Depois, é encaminhada para um comitê composto por diversos profissionais.

Casos confirmados

A SES informou, ainda, que desde maio de 2024, foram confirmados 179 casos da doença em Pernambuco. Os pacientes são das seguintes cidades:

  • Água Preta;
  • Aliança;
  • Barra de Guabiraba;
  • Bom Jardim;
  • Bonito;
  • Cabo de Santo Agostinho;
  • Camaragibe;
  • Catende;
  • Gameleira;
  • Garanhuns;
  • Gravatá;
  • Ipojuca;
  • Itamaracá;
  • Itaquitinga;
  • Jaboatão dos Guararapes;
  • Jaqueira;
  • Lagoa dos Gatos;
  • Limoeiro;
  • Macaparana;
  • Machados;
  • Maraial;
  • Moreno;
  • Paudalho;
  • Paulista;
  • Pombos;
  • Recife;
  • Rio Formoso;
  • Santa Cruz do Capibaribe;
  • São Benedito do Sul;
  • São Vicente Férrer;
  • Sirinhaém;
  • Timbaúba.