Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados (Fotos: Ricardo Stuckert e Charles Vieira)
Presidente e senador estão tecnicamente empatados; levantamento testa pela primeira vez confronto entre Lula e Augusto Cury
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem tecnicamente empatados em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência da República, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2).
No confronto direto entre os dois, Lula registra 42% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 41%. A diferença de apenas um ponto percentual está dentro da margem de erro do levantamento, de dois pontos para mais ou para menos.
Na comparação com a rodada anterior da Quaest, divulgada em 14 de agosto, o presidente oscilou um ponto para baixo, de 43% para 42%. Flávio, por sua vez, passou de 40% para 41%. As duas movimentações ocorreram dentro da margem de erro.
Brancos, nulos e eleitores que afirmam que não vão votar representam 13% nesse cenário. Outros 4% se dizem indecisos.
A Quaest simulou cinco possíveis confrontos de segundo turno. Além de Flávio Bolsonaro, foram testados contra Lula os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante).
Pela primeira vez, o instituto incluiu Cury em uma simulação de segundo turno. O escritor ganhou espaço na corrida presidencial nas últimas semanas e aparece em terceiro lugar no primeiro turno da nova rodada da pesquisa.
Lula vence demais adversários
Apesar do empate técnico com Flávio Bolsonaro, Lula aparece numericamente à frente dos outros quatro adversários testados pela Quaest em um eventual segundo turno.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as simulações de 2° turno nas regiões Nordeste e no Sudeste, mas fica atrás dos adversários nas regiões Norte/Centro-Oeste e Sul. Os dados são da pesquisa BTG/Nexus, sobre as intenções de voto para a Presidência da República nas eleições de 2026, divulgada no dia 31 de agosto.
O levantamento também mostra que, no 1° turno, Lula (PT) aparece com 39% das intenções de voto, contra 33% do senador Flávio Bolsonaro (PL), que recuou 4 pontos em comparação com o levantamento anterior. Já Augusto Cury (Avante) cresceu nove pontos, em relação à semana passada, e tem 11%, na terceira colocação.
A pesquisa também identificou que entre os grupos ideologicamente mais identificados – sendo lulistas e bolsonaristas – o eleitorado segue convicto de que o voto não deve mudar ao longo do período eleitoral. A decisão segue consolidada para 86% dos lulistas e 86% dos bolsonaristas.
Os dados também identificaram que a consolidação das preferências eleitorais permanece alta. No entanto, houve uma pequena redução na atual rodada da pesquisa. Entre os entrevistados que escolheram algum candidato no primeiro turno, 78% afirmam que a decisão de voto já está tomada e não deve mudar até o dia do pleito, marcado para 4 de outubro de 2026.
Já outros 21% dizem que ainda podem mudar de escolha, enquanto 1% não soube responder. O percentual de decisão consolidada havia chegado a 80% na pesquisa anterior.
Recorte regional: cenários de 2° turno analisados
A pesquisa também testou quatro cenários de eventual segundo turno entre Lula (PT) e os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) , Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Em todos os cenários, Lula lidera no Nordeste e no Sudeste, enquanto os adversários aparecem à frente no Norte/Centro-Oeste e no Sul.
Na divisão regional do eleitorado, considerando o cenário Lula contra Flávio Bolsonaro no 2° turno, o petista lidera com 59% das intenções de voto no Nordeste e 47% no Sudeste. Já o senador atingiu 35% entre o eleitorado nordestino e 43% dos moradores do Sudeste.
No entanto, Flávio Bolsonaro lidera no Sul, com 62% das intenções de voto, ante 32% do petista. Já no recorte Norte/Centro-Oeste, o senador marca 52% e Lula 38% das intenções de voto do eleitorado brasileiro.
Considerando o recorte regional para um eventual 2° turno entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD), 56% dos respondentes da Região Nordeste votaria no candidato petista, já 36% em Caiado. Lula também lidera nas intenções de voto no Sudeste, com 46% ante 42% do adversário.
Com tempos e estratégias diferentes, Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL) escolheram caminhos distintos para se apresentar ao eleitorado (Fotos: Rafael Vieira/DP Foto, Edson Holanda e Karol Rodrigues/DP Foto )
Programas exibidos nesta sexta-feira (28) marcaram a estreia da propaganda eleitoral para o Governo de Pernambuco no rádio e na televisão; enquanto Raquel apostou no balanço da gestão, João destacou parceria com Lula e Ivan apresentou sua trajetória
Os candidatos ao Governo de Pernambuco estrearam, nesta sexta-feira (28), seus primeiros programas no guia eleitoral de televisão. Com tempos e estratégias diferentes, Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL) escolheram caminhos distintos para se apresentar ao eleitorado e dar o pontapé inicial na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.
A governadora e candidata à reeleição apostou em uma mensagem de continuidade, com balanço de realizações do primeiro mandato e um tom pessoal. João Campos priorizou a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e apresentou novas promessas para o estado, especialmente na área da saúde. Já Ivan Moraes utilizou o espaço para resgatar sua trajetória profissional, atuação em movimentos sociais e passagem pela Câmara do Recife.
Raquel Lyra aposta em balanço da gestão e discurso pessoal
No primeiro guia, Raquel Lyra buscou apresentar ao eleitor um balanço dos resultados de sua gestão e reforçar a ideia de que o estado avançou durante seu primeiro mandato. Em uma peça de cerca de quatro minutos, a governadora também adotou um tom pessoal ao falar sobre o período em que assumiu o comando de Pernambuco.
Raquel afirmou que se tornou governadora “no momento mais difícil da minha vida”, em referência à morte do marido, o empresário Fernando Lucena. Segundo ela, estar à frente do estado permitiu “seguir em frente, cuidar dos meus e cuidar de Pernambuco”.
A candidata também afirmou que não encontrou “a casa arrumada” ao assumir o governo e destacou a passagem por diferentes regiões de Pernambuco. Entre as ações citadas no programa estão a geração de empregos com carteira assinada, o crescimento da economia, a recuperação de estradas, reformas de hospitais e a construção de creches.
Ao final, Raquel pediu o voto do eleitor para permanecer no cargo e associou a continuidade da gestão à entrega de obras e serviços. “Eu quero ser governadora de Pernambuco para continuar liderando esse estado pelos próximos anos”, afirmou.
João Campos coloca Lula no centro do primeiro programa
A estratégia de João Campos foi marcada pela presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao lado do petista, o candidato do PSB apresentou a aliança entre os dois como um dos pilares de sua campanha ao Governo de Pernambuco.
O horário eleitoral gratuito começa a ser vinculado na cadeia nacional de rádio e televisão a partir desta sexta-feira (28). As inserções serão exibidas de segunda-feira a sábado, em dois blocos de 25 minutos durante o dia, totalizando 50 minutos diários, até o dia 1º de outubro.
A propagação obrigatória é garantida pela Lei nº 9.504/1997, e pelas resoluções do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nº 23.610/2019 e nº 23.776/2026. A medida garante que partidos, federações e coligações apresentem suas candidaturas e propostas ao eleitorado.
Além da transmissão na TV e no rádio em horários fixos, durante a programação das emissoras ocorrem propagandas por inserção, com peças curtas de 30 a 60 segundos, vinculadas de segunda-feira a domingo, das 5h às 24h.
O tempo total diário é de 70 minutos, divididos igualitariamente entre os cinco cargos em disputa na eleição (presidente, governador, senador, deputado federal/distrital e deputado estadual). Tal partilha de tempo garante um período igual de 14 minutos de inserções para cada posto em cada dia.
No entanto, cada partido conta com uma parcela diferente das minutagens durante os programas, assim como a quantidade de inserções durante a programação. O cálculo oficial distribui 10% do tempo de forma igual entre as siglas ou coligações habilitadas e 90% de forma proporcional à representatividade dos partidos na Câmara dos Deputados.
Além disso, o acesso ao horário gratuito é condicionado ao registro formal da candidatura perante a Justiça Eleitoral e ao cumprimento da Cláusula de Barreira, definida pela Emenda Constitucional nº 97/2017 — que impõe exigências mínimas de desempenho nas urnas para que os partidos políticos tenham acesso a determinados direitos.
A definição ocorreu durante audiência pública realizada nesta quinta pelo TSE para discutir a resolução que estabelece o Plano de Mídia das Eleições Gerais de 2026, que é o conjunto de regras que organiza como a propaganda eleitoral gratuita será distribuída e veiculada nas emissoras de rádio e televisão.
O que pode nas propagandas:
Apresentação durante o horário gratuito definido pelo TSE;
Veicular ou divulgar em programas jornalísticos ou debates políticos críticas à candidata, candidato, partido político, federação ou coligação;
Distribuir o tempo entre os candidatos do partido ou coligação, devendo reservar o tempo para mulheres, mulheres negras, não negras e indígenas, homens negros, não negros e indígenas;
Programas e propagandas precisam ser em língua portuguesa;
Só poderão aparecer, em gravações internas e externas, candidatas, candidatos, escritos com propostas, fotos, jingles, clipes com músicas ou vinhetas;
Participação de terceiros é permitida, desde que o depoimento consista exclusivamente em pedido de voto ao candidato que cedeu o tempo e que não exceda 25% do tempo do programa ou inserção;
É permitida a exibição de entrevistas com o candidato e de cenas externas expondo realizações do governo, apontando falhas e deficiências em obras e serviços públicos, assim como comentários a atos parlamentares e legislativos;
Atos dos presidenciáveis Lula e Flávio Bolsonaro – Foto: Paulo Pinto e Fernando Frazão/ Agência Brasil
Além de contar com o maior colégio eleitoral do país, região concentra percentual significativo de indecisos e é considerada estratégica para a disputa presidencial
O empate técnico nos maiores colégios eleitorais do país entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas Quaest divulgadas nesta semana ajuda a entender o foco estratégico de intensificar as suas agendas no Sudeste das duas principais campanhas ao Planalto.
No levantamento, Flávio Bolsonaro aparece com 30% das intenções de voto e Lula com 29% em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, os cenários de empate técnico também estão capturados.
Em Minas, Flávio Bolsonaro aparece com 31% das intenções de voto e Lula com 30%. Já no Rio de Janeiro, o senador pontuou com 31%, contra 29% do presidente. Nos dois estados, a margem de erro é de três pontos percentuais.
No levantamento, Flávio Bolsonaro aparece com 30% das intenções de voto e Lula com 29% em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, os cenários de empate técnico também estão capturados.
Em Minas, Flávio Bolsonaro aparece com 31% das intenções de voto e Lula com 30%. Já no Rio de Janeiro, o senador pontuou com 31%, contra 29% do presidente. Nos dois estados, a margem de erro é de três pontos percentuais.
No levantamento, Flávio Bolsonaro aparece com 30% das intenções de voto e Lula com 29% em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, os cenários de empate técnico também estão capturados.
Em Minas, Flávio Bolsonaro aparece com 31% das intenções de voto e Lula com 30%. Já no Rio de Janeiro, o senador pontuou com 31%, contra 29% do presidente. Nos dois estados, a margem de erro é de três pontos percentuais.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizará, no dia 29 de agosto, uma atualização programada no aplicativo e-Título com o objetivo de preparar a plataforma para as Eleições Gerais de 2026.
A ação prevê a migração do e-Título para um ambiente produtivo em nuvem e a realização de testes que simulam situações reais em componentes essenciais da infraestrutura tecnológica. O procedimento também permitirá validar os processos de recuperação dos serviços e treinar equipes técnicas e operacionais para atuar com segurança em eventuais cenários de indisponibilidade durante o período eleitoral.
A manutenção terá início às 8h30 e a previsão é que seja concluída às 18h do mesmo dia. Durante esse período, o aplicativo ficará totalmente indisponível para os usuários.
Além disso, poderão ocorrer impactos pontuais em outros sistemas da Justiça Eleitoral, especialmente nos serviços que utilizam autenticação em dois fatores (2FA) por meio de aplicativos geradores de códigos, como o Conta+JE. O acesso ao aplicativo continuará disponível pelo gov.br.
A Justiça Eleitoral orienta eleitoras e eleitores a se planejarem previamente para evitar transtornos durante a janela de manutenção, que faz parte das ações de preparação tecnológica para garantir a segurança e a continuidade dos serviços eleitorais nas Eleições 2026.
Começa neste sábado (4) o chamado “período de defeso eleitoral”. Na prática, algumas condutas passam a ser vedadas aos agentes públicos, como ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e gestores estaduais e municipais. Entre elas o uso de recursos para favorecer candidaturas, o comparecimento em inaugurações de obras como candidatos, distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios, repasses voluntários a entes federados e o uso de publicidade institucional.
As restrições começam a valer exatamente três meses antes do pleito eleitoral, marcado para ocorrer em 4 de outubro em primeiro turno.
O objetivo dessas regras impostas pela Justiça Eleitoral é garantir a integridade, a imparcialidade e o respeito às regras do jogo democrático, garantindo a igualdade de oportunidade entre candidatas e candidatos.
Os agentes públicos, como todos os cidadãos, podem participar de campanhas eleitorais, desde que fora do horário de trabalho e sem uso de recursos públicos.
A AGU (Advocacia-Geral da União) elaborou um manual com normas e nele destaca, inclusive, que os servidores devem ter atenção quanto ao compartilhamento de conteúdo de cunho político-eleitoral durante o horário de trabalho e utilizando a infraestrutura da instituição.
Restrição em páginas oficiais
Uma questão importante relacionada às publicações em site e redes sociais oficiais é que a legislação eleitoral também considera irregular aquelas publicadas antes do período de defeso eleitoral.
Neste caso, a recomendação da AGU é suspender completamente páginas e perfis durante o período de defeso ou arquivar publicações irregulares publicadas a qualquer tempo, mesmo em anos anteriores ao das eleições.
As regras gerais também valem para eventos institucionais. É permitido realizá-los desde que tenham caráter técnico-científico, os que comemoram datas cívicas, históricas ou culturais já incorporadas ao calendário regular do órgão público.
Restrições para nomear, demitir e dar aumento
Entre 4 de julho e a posse dos candidatos eleitos, a legislação eleitoral impõe uma série de restrições à administração pública para evitar o uso da máquina estatal em benefício de candidaturas. Nesse período, ficam vedadas medidas como nomeações, contratações, admissões, demissões sem justa causa, retirada de vantagens, além da remoção, transferência e exoneração de servidores realizadas de ofício. Os atos praticados em desacordo com essas regras podem ser declarados nulos.
A Lei das Eleições, no entanto, estabelece algumas exceções. Permanecem autorizadas as nomeações para cargos em comissão e funções de confiança, bem como para postos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos tribunais e conselhos de contas e de órgãos ligados à Presidência da República. Também podem ser convocados candidatos aprovados em concursos públicos homologados até 4 de julho de 2026, além de serem admitidas contratações indispensáveis para assegurar a continuidade de serviços públicos essenciais.
Programas sociais continuam
As restrições não interrompem a execução de programas sociais permanentes. A legislação proíbe, em ano eleitoral, apenas a criação ou a ampliação de iniciativas de distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios de forma excepcional ou com potencial de influenciar o eleitorado. Já os programas previstos em lei e que possuam execução orçamentária no exercício anterior podem continuar normalmente.
Mesmo nesses casos, a norma impede que a execução fique sob responsabilidade de entidade vinculada a candidato, como forma de evitar o uso de políticas públicas para promoção eleitoral.
Restrição para liberar emendas
Outro impacto relevante do período de defeso recai sobre a execução orçamentária. Nos três meses que antecedem as eleições, a legislação veda a realização de transferências voluntárias de recursos da União para estados e municípios, salvo nas hipóteses previstas em lei, sob pena de nulidade.
Na prática, a restrição acelera a liberação de verbas antes do início do período proibitivo, especialmente das emendas parlamentares. Para reduzir a insegurança dos gestores públicos, a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 estabeleceu que o pagamento dessas emendas deve ocorrer até três meses antes da votação, criando um calendário para a execução dos repasses.
Diretora-executiva do Ipespe, Marcela Montenegro – Felipe Ribeiro/Folha de Pernambuco
A primeira rodada da pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) em parceria com a Folha de Pernambuco revela um cenário acirrado para a disputa pelo governo de Pernambuco. A avaliação é da diretora-executiva do IPESPE, Marcela Montenegro.
“Calculando os limites da margem de erro (3,2 pontos percentuais para mais ou para menos), observamos que tem um empate técnico. Há uma diferença de dois pontos entre eles, a margem é de três. Raquel pode ter (na pesquisa estimulada) de 41% a 47% e ele (João Campos) pode ter de 39% a 45%”, afirmou.
Apesar do cenário de empate técnico entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), ela avalia que um segundo turno no estado é pouco provável pela forte polarização da disputa em Pernambuco.
“Sem outros nomes competitivos, o primeiro turno é quase que um segundo turno antecipado. É muito provável que um dos dois pré-candidatos, seja Raquel, seja João, alcance 50% mais um voto. É claro que isso depende de abstenção, votos nulos, entre outros fatores”, avalia. Com a polarização, o eleitor indeciso ou que não vota tende a ter um papel central na corrida às urnas, segundo Marcela Montenegro.
Questionário
O levantamento trouxe o recorte da definição do voto do pernambucano. Segundo a amostragem, 76% disseram que sua escolha é definitiva e 22% admitiram que podem mudar. A última fatia em uma disputa acirrada e polarizada é estratégica, segundo Marcela.
“Há um contingente de cerca de 20% do eleitorado em que o voto ainda não é definitivo. É um percentual que vai fazer diferença na eleição. Vai ser o fiel na balança”, destacou. A diretora-executiva do IPESPE ainda destaca que “a cada eleição que passa, o eleitor está decidindo cada vez mais tarde”.
Em relação ao interesse do eleitor no pleito, a pesquisa revela que 28% respondem ter “muito interesse”, 20% dizem ter “algum interesse”, 30 avaliam ter “pouco interesse” e 20% garantem “não ter interesse”. A avaliação de Marcela é que, neste período, outros temas como a Copa do Mundo estão dividindo a atenção do eleitor.
“A tendência é que o interesse do eleitor vá aumentando. A pesquisa mostra que esse tema ainda não é prioritário para a população”, descreveu.
Flávio Bolsonaro e Lula são os dois principais postulantes na corrida presidencial – Daniel Ramalho/AFP; Andrew Harnik / Getty Images North America / GETTY IMAGES VIA AFP
Na primeira pesquisa do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) em parceria com a Folha de Pernambuco para o comando do Palácio do Planalto, o presidente e pré-candidato à reeleição Lula (PT) lidera em Pernambuco, com 57% das intenções de voto, contra o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), que soma 22%.
Na sequência, aparecem com 1% cada os presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás; Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais; Augusto Cury (Avante), escritor; Renan Santos (Missão), empresário, e Joaquim Barbosa (DC), ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-deputado federal Cabo Daciolo (Mobiliza) tem 0%. Nenhum, brancos e nulos somam 10%. Não sabem ou não responderam alcança 5%.
Apoio
A pesquisa perguntou ainda se os eleitores se sentiriam motivados a votar em eventuais pré-candidatos a governador de Pernambuco apoiados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu filho Flávio Bolsonaro. Para 40% dos entrevistados, o apoio não altera seu voto. Outros 40% dos entrevistados revelaram que o apoio diminui a chance de votar num pré-candidato. Outros 16% anunciaram que a aliança com Bolsonaro aumentariam chance de voto. Não sabem ou não responderam atingiu 5%.
Quando a pesquisa se refere ao apoio do presidente Lula, o apoio aumenta a chance de voto para 45% dos entrevistados. Para 33% das pessoas, o apoio do petista não influenciaria na decisão. Outros 20% afirmaram que diminuiria a possibilidade de voto. Não sabem ou não responderam alcançou 2%.
Avaliação
Sobre a avaliação do governo do presidente Lula, 48% das pessoas entrevistadas classificaram como ótimo ou bom. Já 23% definiram a gestão como regular, outras 27% das pessoas definiram como ruim ou péssimo. Não sabem ou não responderam chega a 2%.
Ao todo, a pesquisa ouviu 1000 pessoas no estado pernambucano entre os dias 11 e 14 de junho deste ano. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no TSE sob os números BR-06997/2022 e PE-07168/2026.
Dia 4 de abril, próximo sábado, é o prazo final para a desincompatibilização dos pré-candidatos das próximas eleições. Essa exigência é válida para quem ocupa mandato, cargo ou função e pretenda disputar, nas próximas eleições, um mandato eletivo diferente do que exerce. Ou seja, governadores, presidente e prefeitos que pretendem buscar votos para outros cargos devem se afastar até seis meses antes do 1º turno.
O mesmo vale para ministros de Estado, secretários, e outros gestores públicos. O cálculo é feito com base na data do 1º turno das eleições, que, neste ano, será no dia 4 de outubro. O que significa que seis meses antes é justamente o dia 4 de abril, por coincidência o Sábado de Aleluia. O feriado, porém, não altera a contagem do prazo.
A legislação eleitoral estabelece que um pré-candidato deve se afastar, de forma temporária ou definitiva, do cargo ou da função que ocupa para concorrer a uma vaga com no mínimo seis meses de antecedência das eleições. O objetivo da exigência da desincompatibilização é evitar que candidatos utilizem a estrutura e os recursos públicos para obter algum tipo de vantagem eleitoral diante dos concorrentes.
Os detentores de cargos ou mandatos devem consultar o serviço “Desincompatibilização e afastamentos”, disponível no Portal do TSE, para conhecer os prazos de referência para os detentores dos cargos, que podem variar de acordo com o tipo de mandato eletivo ao qual querem se candidatar em outubro deste ano.
Janela
Os deputados federais, estaduais e distritais, no caso do Distrito Federal, têm até o dia 3 de abril para migrar de partido político, mantendo os mandatos atuais. Nesta data, será encerrada a chamada janela partidária. Prevista no artigo 22-A da Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995), a medida é um mecanismo para a reorganização das forças políticas antes das eleições gerais de outubro. A janela partidária é aberta em qualquer ano eleitoral, sete meses antes da votação.