Anvisa autoriza vacina contra meningite para bebês acima de 6 semanas

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ampliou a indicação da vacina MenQuadfi, contra meningite, para crianças a partir de 6 semanas de idade.

Esse grupo e crianças até um ano são considerados um dos mais vulneráveis ao desenvolvimento de formas graves da infecção: a doença meningocócica invasiva. Isso acontece quando a bactéria que provoca a meningite entra na corrente sanguínea depois de ter sido transmitida por gotículas de secreção respiratória, como no espirro.

De acordo com a Anvisa, a letalidade da doença nesse caso é de cerca de 10%, e até 20% dos sobreviventes ficam com sequelas permanentes e incapacitantes.

A vacina MenQuadfi é administrada por via intramuscular e protege contra os tipos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningitidis. A Anvisa informa ainda que a ampliação do público-alvo teve como base estudos clínicos de segurança com 6 mil bebês com idade entre seis semanas e menos de 12 meses.

Os testes confirmaram um perfil de segurança compatível com o esperado para vacinas contra meningites, sem preocupações relevantes.

Com informações da Agência Brasil

Internações por pneumonia aumentam 66% no IMIP enquanto Pernambuco amplia vacinação infantil

Crianças podem ser vacinadas a partir dos dois meses de idade/Rovena Rosa/Agência Brasil
Crianças podem ser vacinadas a partir dos dois meses de idade (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Nova vacina Pneumocócica 20-Valente começou a ser incorporada ao SUS em 2026 e amplia de 10 para 20 os sorotipos protegidos; Mais de 85,7 mil doses já foram distribuídas em Pernambuco

O número de crianças internadas por pneumonia no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) aumentou 66,7% entre janeiro e agosto deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. Foram cerca de 250 internações por pneumonia registradas em 2026, contra aproximadamente 150 no ano passado. Atualmente, cerca de sete crianças permanecem internadas com diagnóstico da doença na unidade.

O aumento ocorre no mesmo período em que o Sistema Único de Saúde (SUS) começou a incorporar a vacina Pneumocócica 20-Valente (Conjugada), imunizante que amplia a proteção infantil contra a bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por doenças como pneumonia, meningite, otite, sinusite e sepse.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), o Estado recebeu 85.700 doses da Pneumocócica 20-Valente desde junho. As doses são distribuídas pelo Programa Estadual de Imunizações de Pernambuco (PEI/PE) às 12 Regionais de Saúde, responsáveis pelo repasse aos 184 municípios e ao Arquipélago de Fernando de Noronha.

No IMIP, foram recebidas 180 doses e 130 já foram aplicadas. A unidade, referência no atendimento pediátrico, ainda avalia o impacto da nova vacina sobre os casos graves. De janeiro a agosto, cerca de 650 crianças foram atendidas no instituto com sintomas ou suspeita de pneumonia. O número é semelhante ao registrado no mesmo período de 2025.

Para a coordenadora de Pediatria do IMIP, Tereza Rebeca, ainda é cedo para relacionar a chegada da nova vacina a uma mudança no perfil das internações.

“Como a vacina foi implementada em julho, ainda temos pouco tempo para avaliar esse impacto. Mas, sem dúvida, esperamos um impacto importante”, afirma.

A Pneumocócica 20-Valente protege contra 20 sorotipos do pneumococo, dez a mais do que a vacina Pneumocócica 10-Valente utilizada anteriormente. A ampliação é considerada importante porque diferentes sorotipos da bactéria podem provocar infecções em crianças.

“A vacina pneumocócica 20-valente é uma vacina que protege contra as formas graves de doenças causadas pelo pneumococo, que é uma bactéria chamada Streptococcus pneumoniae. A diferença da vacina 20-valente para a 10-valente é que ela cobre dez sorotipos a mais”, explica Tereza Rebeca.

A médica destaca que o pneumococo não está relacionado apenas à pneumonia. “Além de pneumonia, o pneumococo é responsável por várias outras infecções respiratórias, como otite e sinusite, e por infecções como meningite e sepse. A ampliação da vacina de dez sorotipos para 20 sorotipos é um avanço, porque protege mais contra formas diferentes da bactéria agredir as crianças”, afirma.

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Justiça suspende regra que permite dentista fazer harmonização facial

A Justiça Federal do Distrito Federal suspendeu resolução do Conselho Federal de Odontologia, o CFO, que reconhecia o procedimento de harmonização orofacial como especialidade odontológica. A suspensão foi determinada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, após recurso protocolado pelo CFM, o Conselho Federal de Medicina.

Para o CFM, a resolução do CFO ultrapassou os limites legais de atuação da odontologia. Por outro lado, o Conselho Federal de Odontologia reafirmou que a harmonização orofacial está dentro das atribuições da categoria e que vai recorrer da decisão.

O CFO também recomendou que os dentistas mantenham suas atividades enquanto a entidade contesta a decisão na justiça.

Com informações da Agência Brasil

Dia D de vacinação será neste sábado (22) em todo o país; imunização abrange 20 doenças

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Dia D da Campanha de Multivacinação ocorre neste sábado (22) em todo o Brasil. Estarão disponíveis imunizantes que protegem contra 20 doenças graves, como meningites, tuberculose e cânceres associados ao HPV. O principal foco de vacinação são crianças e adolescentes menores de 15 anos. A campanha segue até o dia 1º de setembro e o objetivo é a atualização de vacinas.

Pela primeira vez, a campanha conta com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada em junho de 2026 ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, como pneumonias e meningites. A vacina é indicada para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal.

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 180 milhões de doses foram distribuídas para garantir a vacinação em todo o país ao longo deste ano até agora. As vacinas mais aplicadas foram contra influenza, sarampo (tríplice viral) e poliomielite foram as mais aplicadas.

Confira quais vacinas estarão disponíveis no Dia D, conforme a faixa etária, o histórico vacinal e a indicação:

  • BCG;
  • Hepatite B;
  • Penta (DTP/Hib/HB);
  • Poliomielite (VIP);
  • Rotavírus humano;
  • Pneumocócica conjugada 10-valente e 20-valente;
  • Meningocócica C;
  • Influenza;
  • Covid-19;
  • Febre amarela;
  • Meningocócica ACWY;
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
  • Varicela;
  • DTP;
  • Hepatite A;
  • dT;
  • HPV4;
  • Dengue tetravalente.
  • Sarampo

A pasta informou que a estratégia tem o intuito de ampliar as coberturas vacinais, fortalecer a proteção coletiva e facilitar o acesso às vacinas ofertadas de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida tem como foco contribuir para a prevenção de doenças imunopreveníveis em todo o país.

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Clínicas de Pernambuco aderem a programa para ampliar consultas e cirurgias no SUS

Dez médicos foram convocados/Foto: Freepik
Dez médicos foram convocados (Foto: Freepik)

Estado passa a contar com duas novas instituições habilitadas e soma nove hospitais e clínicas com contratos para oferta de serviços especializados por meio do programa federal

Pernambuco integra a nova etapa de adesões ao componente Crédito Financeiro do programa Agora Tem Especialistas, do Governo Federal. O Ministério da Saúde publicou, na última sexta-feira (24), 101 novos contratos que somam R$ 327,4 milhões em serviços especializados destinados a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). No estado, foram registrados cinco novos contratos, além da entrada de duas novas instituições privadas e filantrópicas para reforçar a rede de atendimento.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), as novas adesões são da Clínica do Cabo de Santo Agostinho e da Clínica de Vitória de Santo Antão, que passam a ofertar serviços especializados pelo programa.

Pernambuco tem outros hospitais e clínicas que já possuem termo de execução assinado entre as três partes envolvidas no programa, sendo eles o Imip, Hospital Maria Lucinda, SEOPE, Max Day, Santa Casa de Misericórdia, Clínica de Olhos de Caruaru, Medianeiras da Paz, Palmira Sales e Memorial Pernambuco. Os serviços ofertados incluem cirurgias eletivas diversas e cuidado integrado.

Nacionalmente, Pernambuco aparece entre os estados com maior número de novos contratos, ao lado da Bahia e do Piauí, com cinco adesões. São Paulo lidera a lista, com 20 contratos, seguido pelo Rio Grande do Sul (14), Minas Gerais (9), Paraná (8) e Santa Catarina (7).

Lançado pelo Governo Federal e regulamentado pela Lei nº 15.233/2025, o programa Agora Tem Especialistas foi criado para ampliar e acelerar o acesso da população a consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos especializados pelo SUS, reduzindo as filas de espera.

Uma das estratégias do programa é utilizar a capacidade instalada de hospitais privados, filantrópicos e clínicas especializadas para ampliar a oferta de atendimento à rede pública. No componente Crédito Financeiro, as instituições contratadas oferecem serviços especializados ao SUS em troca de créditos financeiros previstos pelo programa.

Com a nova rodada de adesões, o componente passa a acumular R$ 730,5 milhões em serviços contratados em todo o país.

Hemodiálise passa a integrar programa

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Novas diretrizes da OMS: até 45% do risco de demência poderia ser prevenido ou adiado

Dentre os riscos modificáveis, estão tabagismo, consumo de álcool e sedentarismo

Novas diretrizes para prevenção de demência foram divulgadas pela Organização Mundial da Saúde ( OMS) nesta quarta-feira (15). Segundo o documento, até 45% do risco de problemas cognitivos poderia ser prevenido ou adiado.

Mais de 57 milhões de pessoas vivem com demência em todo o mundo, e o Alzheimer é responsável por 60 a 70% dos casos.

“Hoje sabemos mais do que nunca sobre o que influencia o risco de demência, e essas diretrizes traduzem esse conhecimento em ação. Os países agora dispõem de recomendações claras e baseadas em evidências que podem colocar em prática imediatamente para proteger a saúde cognitiva das pessoas”, afirma Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS

Fatores de risco modificáveis, segundo a OMS
Dentre os fatores de risco modificáveis, estão:

  • Tabagismo;
  • Consumo de álcool;
  • Isolamento social;
  • Sedentarismo;
  • Poluição do ar; e
  • Doenças não transmissíveis (DNTs), incluindo hipertensão arterial e diabetes.

Recomendações das novas diretrizes
Além de observar e evitar os fatores de risco, as diretrizes recomendam treinamento cognitivo, estimulação cognitiva e participação em atividades sociais tanto para pessoas com cognição normal quanto para os que apresentam comprometimento cognitivo leve.

Para evitar as doenças não transmissíveis, a OMS orienta o aumento da atividade física, a cessação do tabagismo, a redução do consumo de álcool, a adoção de uma alimentação saudável e também fez uma nova recomendação de redução a exposição à poluição do ar.

Além disso, recomenda controle de condições cardiometabólicas, como hipertensão, diabetes, colesterol alto e uso de aparelhos auditivos para quem sofre com perda auditiva.

Por outro lado, não são recomendações a suplementação com vitaminas B e E, ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 (PUFA) e multivitaminas/minerais na ausência de um diagnóstico de deficiência, devido à falta de evidências de que quaisquer benefícios potenciais superem os efeitos prejudiciais inesperados.

Por Agência O Globo

Como a tadalafila virou “hype” entre jovens e teve vendas 2.000% maiores em dez anos

Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

Impulsionado pelas redes sociais, o uso recreativo da tadalafila preocupa especialistas pelos riscos da automedicação

A tadalafila, medicamento indicado para o tratamento da disfunção erétil, ganhou popularidade entre homens jovens nos últimos anos. Além do uso recreativo para potencializar o desempenho sexual, o fármaco passou a ser divulgado nas redes sociais como um possível aliado da prática de musculação, apesar da ausência de comprovação científica para essa finalidade. Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), obtidos pelo Terra, mostram essa realidade: as vendas da tadalafila saltaram de 3,2 milhões de unidades em 2015 para 74,9 milhões em 2025, um aumento superior a 2.000% em apenas dez anos.

A popularização da tadalafila não aparece apenas nas estatísticas oficiais. Durante a apuração desta reportagem, relatos sobre o uso do medicamento surgiram com frequência em conversas informais com homens na faixa dos 20 e 30 anos, principalmente associados à busca por melhor desempenho sexual e, mais recentemente, à prática de exercícios físicos.

Mas essa crescente utilização do fármaco sem indicação médica vem fazendo com que entidades ligadas ao uso racional de medicamentos alertem para os riscos da prática. Uma das instituições que se manifestou sobre o tema foi o Centro de Apoio à Terapia Racional pela Informação sobre Medicamentos (CEATRIM), da Universidade Federal Fluminense (UFF). O órgão afirma que a busca por atalhos para melhorar o desempenho físico, impulsionada por conteúdos disseminados nas redes sociais, pode estimular o uso irracional de medicamentos.

Segundo o CEATRIM, o uso indiscriminado da tadalafila pode provocar reações adversas e interações perigosas com outros medicamentos. Entre os efeitos colaterais mais comuns estão dor de cabeça, indigestão, dor nas costas, rubor facial, congestão nasal e dores musculares. Em casos mais raros, o medicamento pode causar alterações na visão, na audição e até no ritmo cardíaco.

Por: Isabella Lima

Cinco anos após sanção de lei, Pernambuco não tem previsão de ampliar Teste do Pezinho

Em Pernambuco, oito doenças são detectadas pelo teste do pezinho/Foto: Gilson Abreu/ANP
(Foto: Gilson Abreu/ANP)

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), ainda não há previsão de uma nova ampliação do Teste do Pezinho em Pernambuco, que passaria de oito doenças para até 50 doenças detectadas

Pernambuco continua sem previsão de concluir a ampliação da Triagem Neonatal, conhecida como “Teste do Pezinho”, cinco anos após a sanção da lei que determina a expansão do exame em todo o território nacional.

O Teste do Pezinho identifica doenças precocemente, o que favorece o tratamento rápido. Em 2021, foi sancionada a Lei nº 14.154, que prevê a ampliação do exame para o rastreio de até 50 doenças, entre elas a Atrofia Muscular Espinhal (AME) e Imunodeficiência Combinada Grave (SCID), enfermidades genéticas graves e raras que afetam o desenvolvimento infantil.

“O Teste do Pezinho é um exame de triagem neonatal, feito com algumas gotas de sangue do recém-nascido, geralmente entre o 3º e o 5º dia de vida, para identificar precocemente doenças genéticas, metabólicas, endocrinológicas, hematológicas, infecciosas e imunológicas que podem não apresentar sintomas ao nascimento, mas que, sem diagnóstico e tratamento precoces, podem causar sequelas graves, deficiência intelectual, comprometimento do desenvolvimento ou a morte”, explica a responsável técnica pelas doenças raras do IMIP, a pediatra Ana Cecília Siqueira.

Países como Japão, Estados Unidos, Canadá e Ucrânia oferecem o exame ampliado nacionalmente. Segundo o Ministério da Saúde, os estados brasileiros têm autonomia para implementar o processo de expansão. Atualmente, apenas o Distrito Federal, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul fazem a detecção ampliada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Em Pernambuco, o exame rastreia oito doenças incluídas no Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE): fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase, toxoplasmose congênita e galactosemias.

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Copa do Mundo 2026 e coração acelerado: quando as palpitações deixam de ser apenas ansiedade?

Condição requer atenção e ajuda médica especializada
Condição requer atenção e ajuda médica especializada – Magnific

Especialista explica sintomas e diagnóstico de taquicardia

A Copa do Mundo de 2026 chegou e, com ela, a ansiedade dos torcedores para ver a seleção favorita conquistar o título mais importante e de maior prestígio do futebol mundial. Entre as reações mais comuns desse clima de expectativa está o aumento dos batimentos cardíacos. Em repouso, a frequência cardíaca considerada normal para adultos varia entre 60 e 100 batimentos por minuto, segundo dados do Ministério da Saúde.

No entanto, quando as palpitações se tornam rotineiras ou intensas e a frequência cardíaca ultrapassa esse limite, pode haver um quadro de taquicardia. A condição é caracterizada por um ritmo cardíaco acelerado e pode estar associada a diferentes tipos de arritmia cardíaca. Ela se diferencia da bradicardia, quando os batimentos ocorrem de forma mais lenta do que o normal. A taquicardia exige atenção e avaliação médica especializada.

“A palpitação é a percepção anormal ao batimento cardíaco. É igual a piscar os olhos. Quando você começa a perceber [que piscou exageradamente], se incomoda. Pode ser uma resposta fisiológica normal a um estresse físico ou emocional. Por exemplo, você vai à academia, corre numa esteira e está com os batimentos acelerados depois da corrida. Isso é normal. O mesmo acontece se você tem alguma discussão acalorada ou crise de ansiedade e o batimento acelera. Também é uma resposta normal do coração”, aponta o cardiologista Vítor Pedro, do Hospital Jayme da Fonte.

Tratamento cardiológico
De acordo com o especialista, a procura por atendimento médico pode evitar complicações. Ao chegar ao consultório, o paciente passa por uma avaliação cardiológica para que o médico compreenda o histórico de saúde e identifique a causa dos sintomas. Pessoas com histórico de doenças cardiovasculares precisam de atenção redobrada em momentos de tensão, como durante a Copa do Mundo.

“A partir do momento que o paciente apresenta comorbidades, como hipertensão, diabetes ou até uma história prévia de infarto ou de arritmia cardíaca, deve imperiosamente ser avaliado pelo cardiologista para, conforme a necessidade, avaliar a realização de exames complementares, como ecocardiograma ou até mesmo um holter [exame cardiológico que monitora continuamente a atividade elétrica do coração] de 24 horas”, destaca.

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Estado de São Paulo descarta segundo caso suspeito de ebola registrado em 2026

São Paulo descartou, no início de junho, o primeiro caso suspeito de ebola deste ano/Pablo Jacob/Governo de SP
(Foto: Pablo Jacob/Governo de SP)

Paciente de 31 anos é brasileira e começou a sentir os sintomas relacionados ao ebola no último dia 9 após retornar de viagem a trabalho para o Leste do Congo

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES) descartou nesta sexta-feira (12), o segundo caso suspeito de ebola registrado no estado neste ano. A confirmação veio após análises laboratoriais realizadas pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL).

A paciente é brasileira, tem 31 anos e afirmou ter viajado a trabalho para a província de Kivu do Norte, no Leste da República Democrática do Congo. Ela retornou ao Brasil no último sábado (6) e começou a apresentar sintomas como diarreia e febre na terça-feira (9).

A mulher procurou atendimento em um hospital particular da capital e, posteriormente, foi transferida para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER), referência nacional para casos suspeitos ou confirmados da doença. Ela permanece internada no IIER, com evolução clínica favorável e em tratamento para gastroenterocolite aguda, informou a secretaria.

A SES diz que iniciou a investigação, por meio da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e do Centro de Vigilância Epidemiológica Professor Alexandre Vranjac (CVE-SP), porque a paciente preencheu os critérios de definição de caso suspeito, devido ao histórico de viagem a país com áreas de transmissão da doença e sintomas apresentados.

No início do mês, São Paulo descartou o primeiro caso suspeito de ebola deste ano. O paciente era um congolês de 37 anos. As análises realizadas pelo IAL detectaram Neisseria meningitidis, bactéria causadora da meningite meningocócica.

A pasta disse que intensificou as ações de vigilância epidemiológica após o registro do primeiro caso suspeito, incluindo um treinamento online para profissionais de saúde e atualização da Nota Informativa Conjunta sobre o vírus.

“A atualização do documento reitera que o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul permanece classificado como muito baixo”, afirmou a pasta.

Estadão Conteúdo