Alexandre de Moraes é alvo de dupla ofensiva nos Estados Unidos: um processo judicial movido pelo Rumble e pela Trump Media & Technology e um projeto na Câmara com o objetivo de barrar a entrada do ministro no país.
A interlocutores, Moraes minimizou os ataques. Argumentou que não tem o hábito nem planos de visitar os EUA. Afirmou, ainda, que não possui bens móveis ou patrimônio no país governado por Donald Trump.
Na quarta-feira, 26, deputados dos Estados Unidos aprovaram um projeto que busca impedir a entrada ou deportar autoridades estrangeiras acusadas de promover censura contra cidadãos americanos no território deles. A ideia foi encampada por parlamentares republicanos, que têm a maioria no Parlamento.
Segundo fontes próximas de Moraes, ele não se comoveu com a decisão.
O ministro do STF entrou na mira da ala conservadora do Capitólio no ano passado, após atritos com o bilionário Elon Musk, dono do X. A briga ficou aguda às vésperas das eleições, quando Moraes tirou a rede do ar porque ela se recusou a cumprir ordem judicial de retirada de perfis que, segundo ele, disseminavam conteúdo ofensivo e criminoso.
A aprovação da medida no Comitê do Judiciário da Câmara, uma espécie de CCJ (Comissão de Constituição de Justiça), veio na esteira de outra investida de Moraes contra o X: na semana passada, o ministro multou a plataforma de Musk em R$ 8,1 milhões, também por descumprimento de ordem judicial.
Também na semana passada, Moraes determinou a retirada do Rumble do ar, pelo mesmo motivo. A plataforma exibe vídeos, a exemplo do YouTube, e é uma das mais populares entre conservadores estadunidenses.
