Vizinho que matou menino era amigo da família: “Frequentava a casa”

O homem que matou o menino Mateus Bernardo Valim, de 10 anos, era amigo da família, informou o delegado Tiago Bérgamo da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Assis em coletiva de imprensa na tarde dessa quarta-feira (18/12).

Identificado como Luis Fernando Silla de Almeida, de 46 anos, o homem matou e esquartejou Mateus em uma área de mata em Assis, no interior de São Paulo, em 11 de dezembro, dia em que o menino foi dado como desaparecido após sair para andar de bicicleta e não retornar.

Uma câmera de segurança registrou os últimos momentos de Mateus com vida.

O corpo do menino foi encontrado apenas seis dias depois, na última terça (17/12). No mesmo dia, Luis Fernando, vizinho da vítima, foi preso por ser considerado o principal suspeito do crime. Mais tarde, ele confessou ter matado a criança.

De acordo com as informações divulgadas pela polícia, Luis mantinha relações amistosas com a família de Mateus.

Traficantes do Ceará formaram ‘comunidade’ em rua na Rocinha, segundo investigações da polícia

Uma operação da Polícia Militar em parceria com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) na Rocinha, na Zona Sul do Rio, teve como alvos 34 criminosos dos estados do Ceará e de Goiás, nesta última terça-feira.

 

Segundo o diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior Norte (DPJI-Norte), Marcus Aurélio, os criminosos montaram uma comunidade de traficantes cearenses no final da Rua Dionéia, na parte mais alta da favela. O local tem prédios e residências exclusivas. O policial contou que nove das casas foram alvos de busca e apreensão, mas os policiais só encontraram as famílias dos traficantes cearenses.

 

Todos os suspeitos são associados à facção do Comando Vermelho (CV). Eles teriam fugido pela mata. Nenhum dos dois presos na operação estava entre os alvos listados como criminosos do Ceará.

 

— Ao decorrer da investigação vimos que todos os 34 traficantes que fugiram do Ceará estão centralizados em um mesmo local na Rocinha. E são casas com conforto, com piscina, banheiras e luxo. Mostram um poder aquisitivo bem acima da média. Através do nosso levantamento, vimos que estão todos centralizados morando escondidos em um espaço de 200 metros no final da Rua Dionéia na Rocinha — explica Marcus Aurélio.

Secretário de turismo argentino é baleado no Rio e estado é ‘gravíssimo’

O secretário de Turismo de Bariloche, cidade da Argentina, foi baleado ao entrar por engano em uma comunidade de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira (12).

Gaston Fernando Burlon, 51, foi atingido com pelo menos dois tiros, sendo um na cabeça e outro no tórax. O secretário argentino foi internado no Hospital Municipal Souza Aguiar e seu estado de saúde é considerado “gravíssimo”, segundo informou à reportagem a Secretaria Municipal de Saúde do Rio.

Burlon entrou por engano em uma favela no Morro dos Prazeres. Ele estava em um carro acompanhado da esposa e de uma filha, a caminho do Cristo Redentor, quando o GPS o teria direcionado para uma área dominada por traficantes do Comando Vermelho. Não foi informado se a mulher e a filha do argentino foram feridas.

Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência. Conforme a PMERJ, Burlon “foi surpreendido por disparos efetuados por criminosos armados ao entrar por engano em uma das localidades do Rio Comprido”. A polícia disse ter reforçado a segurança na região.

O argentino recebeu os primeiros socorros do Corpo de Bombeiros. Em seguida, ele foi levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar, onde recebe atendimento.

Perícia foi feita no local, mas até o momento ninguém foi preso. Em nota, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que o caso é acompanhado pela Delegacia Especial de Apoio ao Turismo, que já ouviu familiares da vítima. “Diligências estão em andamento para apurar a autoria do disparo e esclarecer todos os fatos”, informou a corporação.

fonte: folha exepress

Suplente de Vereador Michelzinho presta depoimento à Polícia Federal sobre suposta oferta de R$ 100 mil para desistir da candidatura

O suplente de vereador Michelzinho (PSD) será ouvido pela Polícia Federal em Salgueiro nesta quarta-feira (11) como parte de uma investigação sobre uma suposta proposta financeira recebida por ele durante as últimas eleições municipais. A acusação é de que Michelzinho teria sido oferecido R$ 100 mil para desistir de sua candidatura e apoiar João Ronaldo (MDB), um candidato da base governista.

Michelzinho, que foi aliado da oposição, obteve 527 votos e ficou na segunda suplência, enquanto João Ronaldo, candidato da situação, obteve 498 votos e também garantiu a segunda suplência pelo MDB. Além de Michelzinho, outro pré-candidato, que chegou a desistir da disputa, também teria recebido uma oferta similar para apoiar João Ronaldo. Esse outro candidato chegou a gravar vídeos em suas redes sociais manifestando apoio ao candidato da situação.

A denúncia gerou repercussão em Salgueiro, com moradores acusando o grupo político da situação de tentar alterar os resultados das urnas por meio de acordos financeiros. Michelzinho afirmou em entrevistas que o valor de R$ 100 mil foi oferecido a ele durante a pré-campanha para que ele apoiasse João Ronaldo.

A Polícia Federal está conduzindo as investigações para verificar se houve corrupção eleitoral e práticas ilegais durante o processo eleitoral. O depoimento de Michelzinho é esperado para fornecer mais esclarecimentos sobre o caso. Além disso, ele será entrevistado no programa Ponto a Ponto, da rádio Salgueiro 102,9 FM, também nesta quarta-feira, a partir das 17h, onde deverá detalhar o caso e fornecer mais informações sobre a investigação.

PM que jogou homem de ponte em SP é preso após prestar depoimento

A Justiça Militar decretou nesta quinta-feira (5) a prisão do policial Luan Felipe Alves Pereira, apontado como o responsável por jogar um homem de uma ponte na Zona Sul de São Paulo, no último domingo (1°).

O soldado já estava detido na Corregedoria da Polícia Militar, onde prestou depoimento sobre a sua conduta. Segundo informações do inquérito militar, ele disse que pretendia jogar o homem no chão. As imagens gravadas por uma testemunha mostram o momento em que ele ergue e atira o homem da ponte.

Com a prisão decretada, Luan Felipe será encaminhado para o Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo.

O inquérito aponta os possíveis crimes de lesão corporal e violência arbitrária, previstos no Código Penal Militar. A reportagem tenta contato com a defesa do PM.

Nesta quinta-feira (5), com a repercussão desse e de outros casos recentes de violência policial em SP, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) admitiu que “alguma coisa não está funcionando” e passou a defender o uso de câmeras corporais nas fardas dos policiais militares.

Segundo ele, essa é uma medida que protege os cidadãos e os policiais. O governador afirmou que vai ampliar o programa de câmeras.

“Eu era uma pessoa que estava completamente errada nessa questão. Tinha visão equivocada, fruto da experiência pretérita que tive. Não tem nada a ver com a questão da segurança pública. Hoje estou completamente convencido de que é um instrumento de proteção da sociedade e do policial. E nós vamos não apenas manter, mas ampliar o programa. E tentar trazer o que tem de melhor em termos de tecnologia.”

Tarcísio afirmou que os abusos da polícia não serão tolerados. “O discurso de segurança jurídica que a gente precisa dar para os agentes de segurança combaterem o crime de forma firme não pode ser confundido com salvo conduto para fazer qualquer coisa e descumprir regra. Isso a gente não vai tolerar.”

A Secretaria de Segurança Pública disse que a PM não compactua com desvios de conduta e que qualquer ocorrência envolvendo excessos será investigada.

Após reportagens, vereador eleito e 2 suplentes condenados são encontrados para cumprir penas

Um vereador eleito nas eleições de 2024 e dois suplentes que eram condenados pela Justiça foram encontrados para cumprir pena. Os suplentes Celmar Mucke (União), de Tupanci do Sul (RS), e Gasparino Azevedo (PT), de Sebastião Barros (PI), foram presos por estupro de vulnerável. Já Gilvan (MDB), vereador eleito de Lagoinha do Piauí (PI), teve a prisão por atropelar e matar uma pessoa convertida em serviços e multa.

O levantamento exclusivo foi feito com base nas informações de candidaturas disponibilizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e nos mandados de prisão registrados no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), alimentado por tribunais de todo o país e mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Além dos três condenados, Claudio Lima (Avante), 3º suplente em Fortaleza (CE), responde a processo criminal suspeito de organização criminosa e segue procurado pela Justiça.

Destaque Nacional | radialista preso pelo 8 de Janeiro rompe tornozeleira e chama Moraes de “safado” e “pilantra”

Um radialista que gravou um vídeo segurando a tornozeleira eletrônica que deveria estar usando e proferindo ataques ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes está foragido da Polícia. A prisão imediata do acusado Roque Saldanha foi determinada pelo próprio Moraes, após a constatação de oito irregularidades cometidas pelo acusado no uso da tornozeleira eletrônica entre Abril e Outubro deste ano.

A Polícia Federal procura o radialista para dar cumprimento à decisão judicial. Roque Saldanha mora em Governador Valadares, Minas Gerais, é apoiador declarado do ex-presidente da República Brasileira Jair Messias Bolsonaro e foi um dos alvos da operação Lesa Pátria no ano passado. Ele chegou a ficar detido por 10 dias. No vídeo que gravou, o radialista se auto-intitula membro da “bancada da bala” e faz ataques a Alexandre de Moraes, relator dos processos no STF. “O senhor é safado, porque ‘tava’ vendendo sentenças para políticos (em seu apartamento). A diferença é que eu sou homem e você é safado, pilantra, rapaz. Nem em Brasília no 8 de janeiro eu estava, rapaz”, diz, na gravação.

Alepe aprova medida que endurece a punição para quem compra ou recebe fios roubados

A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou, em segunda discussão, nesta terça-feira (26), medida que prevê o endurecimento das penas administrativas para quem compra ou recepta fios de cobre, baterias e transformadores roubados.

O texto foi aprovado por unanimidade, em votação simbólica.

O Projeto de Lei Ordinária 094/2023, de autoria do deputado Luciano Duque (Solidariedade), segue agora para sanção da governadora Raquel Lyra (PSDB).

“O produto só tem valor porque o grande comprador está no mercado. Não basta prender o cidadão ou a organização criminosa. Precisamos dar rastreabilidade ao produto, saber quem vende, de onde sai. E temos que penalizar toda a cadeia que comercializa, as empresas que compram e negociam. Hoje se trata como um caso de segurança pública. Roubou, vai preso. Mas no outro dia, estão roubando, porque as empresas continuam comprando. A ideia é penalizar a indústria”, explicou Luciano Duque.

Entre as penalidades propostas, estão a aplicação de multas e o cancelamento da inscrição no cadastro de contribuintes do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Suspensão de licitação da Secretaria de Educação de Pernambuco traz à tona o caso da Máfia dos Uniformes de São Paulo

O Tribunal de Contas de Pernambuco suspendeu uma licitação de compra de kit escolar para a Secretaria Estadual de Educação, no valor de R$ 58.201.397,61. A denúncia, feita por uma empresa concorrente, aponta exigências absurdas no edital, dando a entender um direcionamento de licitação.

Segundo a denúncia, houve “restrição à competitividade ao exigir o cumprimento de norma de Segurança de Brinquedos da União Europeia”. Além disso, não foi cumprido o prazo de 8 dias úteis para apresentação das propostas. O TCE verificou os argumentos, os indícios, e barrou a licitação a tempo, sem prejuízo para os pernambucanos. 

O caso cai no colo de Alexandre Schneider, que a governadora Raquel Lyra trouxe diretamente de São Paulo para gerir a educação de Pernambuco. É que o episódio rememora um escândalo nacional em que Schneider, então secretário  de educação da capital paulista, foi personagem central em 2012. O caso ficou conhecido como a Máfia dos Uniformes, denunciada pela Revista ISTOÉ. 

MÁFIA DA EDUCAÇÃO 

Em setembro de 2012, a revista ISTOÉ estampou em suas páginas uma denúncia de esquema nas licitações da educação sob gestão de Alexandre Schneider. É importante dizer: a justiça condenou o empresário envolvido, e Schneider se livrou da acusação. 

Um ex-executivo da empresa investigada pela Polícia Federal, Djalma Silva, dedurou o esquema de fraudes com a Prefeitura de São Paulo. Disse, com todas letras, que o fornecimento dos kits de uniformes envolvia pagamento de propina acertada por Alexandre Schneider.

Segundo ele, o esquema foi operado desde 2006 pelas mãos do secretário Schneider. “Acertamos (uma comissão de) 4%. Se o Serra ganhar, você paga isso; se for o Russomanno, tem que renegociar. Aí tem que fazer um novo processo. Isso foi negociado pelo Alexandre Schneider”, diz a denúncia à PF, revelada pela revista.

MPPE abre investigação contra servidor que tem 5 vínculos em Serra Talhada, PE

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), liderado pelo promotor de Justiça Vandeci de Sousa Leite, iniciou uma investigação sobre um servidor da Secretaria Municipal de Saúde de Serra Talhada. A investigação está relacionada ao possível acúmulo de funções do servidor, o que poderia gerar incompatibilidade com a carga horária de trabalho no serviço público. O MPPE deu um prazo de 10 dias para que o servidor explique seus vínculos no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), informe a carga horária em cada vínculo e envie documentação comprobatória.

A investigação foi desencadeada a partir de um Procedimento Preparatório que questiona a viabilidade do acúmulo de funções e alerta que, se as irregularidades forem confirmadas, poderão caracterizar improbidade administrativa, conforme a Lei nº 8.429/92. Além disso, o MPPE reforça a necessidade de prosseguir com a apuração dos fatos e adotar medidas corretivas, se necessário.

Esse episódio ocorre em um contexto político local, onde o promotor já havia alertado sobre o fim do home office na gestão da prefeita Márcia Conrado, mas a Câmara Municipal aprovou um projeto legalizando a prática. A única voz contrária foi a do vereador Vandinho da Saúde.