Carnaval 2026: “Frevo no Planeta Galo” espera arrastar 2,5 milhões de foliões no centro do Recife

Atrações do Galo da Madrugada foram anunciadas na coletiva desta terça
/MARINA TORRES/DP
Atrações do Galo da Madrugada foram anunciadas na coletiva desta terça (MARINA TORRES/DP)

Em coletiva realizada na manhã desta terça (10), a organização do Galo da Madrugada anunciou tema do carnaval 2026, atrações e alegorias para desfile com previsão de 2,5 milhões de pessoas, sábado, no Recife

O Galo da Madrugada desfila pelas ruas do Centro do Recife neste sábado (14), a partir das 9h, com o tema “Frevo no Planeta Galo”.

A organização espera um público superior a 2,5 milhões de pessoas para um percurso de 6,5 km, que será percorrido por 30 trios elétricos e seis alegorias.

Entre os artistas confirmados estão nomes tradicionais do carnaval pernambucano, como Almir Rouche, André Rio, Nena Queiroga, Nonô Germano, Michelle Melo e maestros Spok e Forró, além de convidados de outros estados.

O desfile também prestará homenagem ao músico Marcelo Melo, fundador do Quinteto Violado, que completa 80 anos.

Conforme a organização do Galo, o foco da edição 2026 é a preservação ambiental. Rômulo Meneses, presidente da agremiação, declara que o objetivo é dividir com os foliões a responsabilidade pelo cuidado com a natureza.

“É um dever de todos nós cuidarmos do nosso planeta, da nossa fauna, flora, rios e mares, do meio ambiente todo. E queremos, neste sábado, nessa linda e gigantesca festa de rua, passar essa mensagem e dividir essa responsabilidade”, afirma ele.

Além de exaltar o meio ambiente e as práticas sustentáveis, o desfile deste sábado também irá homenagear o músico Marcelo Melo, único remanescente da formação original do grupo Quinteto Violado.

O cantor, compositor e violinista completa, na próxima quinta-feira (12), 80 anos e, segundo a organização, virá no carro abre-alas do Galo.

O desfile começará no Forte das Cinco Pontas e seguirá por um percurso de cerca de 6,5 km.

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Carnaval 2026: Governo de Pernambuco anuncia aumento de 87% no investimento em relação a 2025

A expectativa do Governo de Pernambuco é que seja movimentado em todo estado R$ 3,5 bilhões durante o Carnaval 2026.
/Foto: Sandy James / DP Foto
(Foto: Sandy James / DP Foto )

Segundo o Governo de Pernambuco, está previsto um investimento de R$ 77,6 milhões para o Carnaval 2026 em todo o estado, montante que será distribuído nas áreas de segurança, cultura e turismo

Com o aumento de aproximadamente 87% em relação ao ano passado, o Governo de Pernambuco prevê investir R$ 77,6 milhões para o Carnaval 2026. No ano passado, segundo a gestão estadual, foram investidos R$ 35 milhões.

O investimento foi anunciado nesta quarta-feira (04), em coletiva de imprensa do Carnaval de Pernambuco 2026, realizada na área externa do Museu do Estado de Pernambuco.

O investimento previsto para o Carnaval 2026 em todo o estado, que é destinado à contratação artística e ao planejamento operacional integrado entre as secretarias, será distribuído nas áreas de segurança, cultura e turismo.

Deste total, R$ 65,4 milhões serão aplicados em ações realizadas pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE), pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), pela Secretaria Estadual de Turismo e Lazer (Setur-PE) e pela Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur).

A expectativa do Governo de Pernambuco é que seja movimentado em todo estado R$ 3,5 bilhões durante o Carnaval 2026.

Este ano, o Carnaval de Pernambuco 2026 irá homenagear os artistas João Gomes, Chico Science, Maestro Duda e Nena Queiroga. O tema da folia é “A gente é festa”, que faz alusão ao filme Agente Secreto, do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho.

Chegada de Turistas

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Servidores de diversas categorias do Recife entram em greve pedindo reajuste salarial

Servidores municipais do Recife entraram em greve nesta quarta-feira (30), pedindo reajuste salarial à prefeitura. Ao todo, fazem parte da mobilização 28 categorias, que fazem parte do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Recife (Sindsepre).

O sindicato informou que representa cerca de 17 mil servidores, mas não há balanço oficial de quantos deles suspenderam as atividades. Há relatos de creches e Centros de Atenção Psicossocial (Caps) fechados.

O Sindsepre informou que, entre os serviços e profissionais paralisados, estão:

  • Auxiliar de desenvolvimento Infantil (ADI);
  • Agente de apoio ao desenvolvimento escolar especial (AADEE);
  • Agente de apoio escolar (AAE);
  • Secretaria de Meio Ambiente;
  • Assistência Social;
  • Defesa Civil;
  • Saúde mental;
  • Nutricionistas escolares;
  • Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb);
  • Autarquia de Urbanização do Recife (URB);
  • Companhia de Serviços Urbanos do Recife (Csurb).

De acordo com o Sindsepre, a reivindicação das categorias é de receberem reajuste de 4,77%, equivalente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), a inflação oficial.

O sindicato informou que, até o momento, a proposta oferecida pela prefeitura é de 1,5% para todas as categorias, além do acréscimo de R$ 1 por dia no vale alimentação. Por causa disso, em assembleia, os servidores decidiram deflagrar a greve.

Nesta quarta, os servidores fizeram um ato em frente à sede da prefeitura, no Cais do Apolo, no Bairro do Recife. À tarde, uma comissão foi recebida pela gestão, mas, até a última atualização, não havia definição para suspensão da greve.

A prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Administração, disse que a mesa de negociação salarial com todas as categorias de servidores ainda está aberta e, “por parte da gestão municipal, o diálogo segue permanente e passando por todos os processos comuns em campanhas salariais”.

“A prefeitura do Recife reforça que, nos últimos anos, entregou ganhos reais aos servidores do município e realizou as maiores contratações da história com concursos em diversas áreas de atuação da cidade, o que elevou a qualidade da prestação do serviço à população e, principalmente, do dia a dia do servidor público municipal”, informou a gestão.

Mãe e filho são resgatados em estado de choque de situação violência e cárcere privado no Centro do Recife

A Polícia Militar de Pernambuco libertou um mulher de 30 anos e o filho, de três anos, que estavam em cárcere privado e sofriam violência doméstica, física e psicológica, do companheiro e pai da criança. A operação aconteceu no bairro do Cabanga, no Centro do Recife, na quinta-feira (17), e foi divulgada nesta sexta-feira (18).

Segundo a polícia, a movimentação para libertar a família começou na quarta (16), quando uma equipe do 16º Batalhão da Polícia Militar iniciou uma campana nas proximidades da casa, para observar a movimentação no local.

Os policiais retornaram na quinta para fazer o resgate de mãe e filho. Ao entrarem no local, os agentes encontraram os dois em estado de choque.

O homem que mantinha os parentes em prisão domiciliar não estava na residência e é considerado foragido.

Como a polícia soube do caso

 

A denúncia sobre a situação das vítimas foi feita por uma mulher que é acompanhada pela patrulha Maria da Penha na localidade e que percebeu que a outra família estava passando por uma situação de violência.

“A patrulha Maria da Penha faz o acompanhamento de uma vítima de violência doméstica perto da residência e por isso ela tem o contato direto para pedir ajuda em caso de necessidade. Foi essa pessoa que percebeu que mãe e filho estavam numa situação difícil e acionou a patrulha, contando o que estava acontecendo”, explicou a tenente Viviane Calado, do 16º Batalhão de Polícia Militar.

A tenente detalhou que, após receber a denúncia, os policiais verificaram o que estava acontecendo e depois tiveram acesso gravações em áudio que registravam choros, pedidos de socorro das vítimas, além de ameaças de homicídio e de suicídio. Foi então que retornaram ao local e realizaram o resgate.

“A própria mulher abriu a porta. Ela estava em estado de choque e o filho também. O homem não estava em casa e está sendo procurado pela polícia”, contou Viviane Calado.

Mãe e filho foram acolhidos pela equipe de resgate da patrulha Maria da Penha – que realizou a transferência da família para um abrigo temporário, onde ficarão até que seja concluída a transferência deles para outro estado, na região Sudeste – onde familiares das vítimas moram.

Idosa morre com Febre do Oropouche, primeiro óbito de pessoa adulta com a doença em PE

Pernambuco registrou na quarta-feira (9) o primeiro caso de morte de pessoa adulta diagnosticada com Febre do Oropouche, doença transmitida por mosquitos, principalmente pelo maruim. A vítima foi uma idosa de 71 anos, moradora do Recife. Até então, o estado só tinha registrado casos de fetos que morreram com o vírus no organismo.

Ainda não há tratamento para a Febre do Oropouche. A doença costuma ter sintomas parecidos com outras arboviroses, como dengue e chikungunya. Entre os sinais, estão náusea, diarreia e dor de cabeça, muscular e nas articulações.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), a idosa morreu na última semana de 2024. Entretanto, foi preciso quase quatro meses para que houvesse consenso e evidências suficientes de que ela morreu com Febre do Oropouche. A idosa tinha doenças pré-existentes: diabetes e hipertensão.

O caso, segundo a SES, “passou por uma investigação rigorosa, tendo em vista que há poucas situações iguais confirmadas no Brasil e todas elas do ano passado para cá. O caso foi discutido por um comitê formado por especialistas para que houvesse consenso neste resultado”.

A SES informou, ainda, que a investigação dos óbitos é conduzida inicialmente pela equipe de Vigilância Epidemiológica do município em que a morte aconteceu. Depois, é encaminhada para um comitê composto por diversos profissionais.

Casos confirmados

A SES informou, ainda, que desde maio de 2024, foram confirmados 179 casos da doença em Pernambuco. Os pacientes são das seguintes cidades:

  • Água Preta;
  • Aliança;
  • Barra de Guabiraba;
  • Bom Jardim;
  • Bonito;
  • Cabo de Santo Agostinho;
  • Camaragibe;
  • Catende;
  • Gameleira;
  • Garanhuns;
  • Gravatá;
  • Ipojuca;
  • Itamaracá;
  • Itaquitinga;
  • Jaboatão dos Guararapes;
  • Jaqueira;
  • Lagoa dos Gatos;
  • Limoeiro;
  • Macaparana;
  • Machados;
  • Maraial;
  • Moreno;
  • Paudalho;
  • Paulista;
  • Pombos;
  • Recife;
  • Rio Formoso;
  • Santa Cruz do Capibaribe;
  • São Benedito do Sul;
  • São Vicente Férrer;
  • Sirinhaém;
  • Timbaúba.

Muito calor e pouca chuva para próximo trimestre em Pernambuco segundo a Apac

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) divulgou a previsão climática para os meses de abril, maio e junho de 2025. O prognóstico indica temperaturas acima da média em todo o Estado e um acumulado de chuvas que varia entre normal e abaixo da média nas regiões do Agreste, Zona da Mata e Região Metropolitana do Recife.

No Sertão, a situação é ainda mais crítica, com expectativa de precipitação abaixo da climatologia histórica.

Os dados foram obtidos a partir da análise dos modelos numéricos de previsão climática, que consideram as condições dos oceanos Pacífico Equatorial e Atlântico Tropical, além de fatores atmosféricos globais.

O estudo foi apresentado durante a Reunião de Análise e Previsão Climática para o Nordeste do Brasil, realizada por videoconferência nesta terça-feira (25), com participação dos Centros Estaduais de Meteorologia e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Temperaturas elevadas e influência dos oceanos

A meteorologista Edivânia Santos explicou que a tendência de calor acima da média está associada às condições do Oceano Pacífico e do Atlântico Tropical:

“Temos duas variáveis importantes: o Pacífico e o Atlântico. O Pacífico está aquecendo devagar, mas o Atlântico aquece mais rápido e pode afetar as chuvas com mais rapidez. Esse monitoramento constante é essencial para entender como as condições podem mudar”.

Ela ressaltou que, apesar disso, as temperaturas devem continuar altas, com médias acima de 29°C e sensação térmica elevada no litoral e no Sertão.

Chuvas irregulares e risco de eventos extremos

Apesar da previsão de acumulado de chuvas abaixo da média, a meteorologista informou que isso não significa ausência total de precipitação. “Abril, maio e junho marcam o período mais chuvoso para o litoral e Agreste, enquanto no Sertão, abril já é o fim da estação chuvosa. Podemos ter dias de chuva intensa seguidos de longos períodos secos”, explicou.

Segundo a especialista, mesmo com o prognóstico de chuvas abaixo da média, eventos extremos não estão descartados. “Quando falamos em chuvas abaixo da média, estamos tratando da média total do período. Isso não impede que ocorram dias com chuvas fortes, que são causados por fenômenos atípicos”, enfatizou.

Fernando de Noronha

A previsão para o arquipélago de Fernando de Noronha é diferente do restante do Estado. Nos primeiros meses do ano, a região já registrou chuvas acima da média, e a tendência é que essa condição se mantenha no trimestre.

“Noronha segue um comportamento distinto. Enquanto o Estado apresenta chuvas abaixo ou dentro da média, o arquipélago se manterá acima da climatologia”, pontuou a meteorologista.

Resumo dos valores médios de precipitação

A tabela abaixo apresenta a média de chuvas esperadas para cada região de Pernambuco nos próximos meses:

Metropolitana do Recife
Abril: 269,2 (mm) Maio: 294,3 (mm) Junho: 337,6 (mm)

Zona da Mata
Abril:159,6 (mm) Maio: 188,5 (mm) Junho: 224,6 (mm)

Agreste
Abril: 103,0 (mm) Maio: 104,7 (mm) Junho: 115,3 (mm)

Sertão
Abril: 99,2 (mm) Maio: 52,8 (mm) Junho: 35,3 (mm)

Fernando de Noronha
Abril: 290,3 (mm) Maio: 206,2 (mm) Junho: 205,8 (mm)

Gestão João Campos superfaturou compra de livros em Recife, diz TCE-PE

O TCE-PE (Tribunal de Contas de Pernambuco) apontou superfaturamento de R$ 646,6 mil na compra de livros para professores de Recife, cidade comandada pelo prefeito João Campos (PSB).

O que aconteceu

Valor pago por material para professor é mais de cinco vezes o de kit de livros para alunos. De acordo com análise do Ministério Público de Contas do TCE-PE, a prefeitura contratou os kits para professores por R$ 310,94 cada, enquanto desembolsou R$ 58 pelo material didático dos alunos.

Por outro lado, o valor unitário de R$ 310,94 contratado para o fornecimento dos kits de livros do professor corresponde a mais de cinco vezes o preço unitário do kit do aluno (R$ 58), mantendo-se o entendimento pela presença de indícios de superfaturamento na importância de R$ 194,94 por kit (R$ 310,94 – R$ 116). O valor total arbitrado a título de dano por superfaturamento soma, portanto, R$ 646.615,98, considerando-se a expectativa de recebimento por 3.317 professores da rede municipal de ensino.
Trecho de relatório do Ministério Público de Contas do TCE-PE

Apesar da diferença nos valores, os kits são semelhantes. O material dos alunos é composto por dois livros para estudantes, um para a família, um kit de jogos e uma embalagem. O dos professores tem os mesmos itens, além de outros dois livros voltados para os profissionais de ensino.

Em nota, a prefeitura do Recife negou superfaturamento na compra dos materiais. Segundo a gestão, a auditoria cometeu um equívoco” ao relacionar o preço unitário dos kits ao número de 300 professores beneficiados, quando, na realidade, os itens seriam distribuídos para 300 escolas. A prefeitura argumentou, ainda, que a comparação dos auditores não deveria ser entre materiais de alunos e professores, “totalmente diferentes”, mas entre semelhantes no mercado.

Ministério Público de Contas pediu responsabilização do então secretário municipal de Educação, Fred Amâncio. Ele se demitiu na semana passada, em meio a denúncias de irregularidades na contratação de creches pela prefeitura. O órgão ainda pediu responsabilização dos secretários-executivos, dos chefes de Divisão, das equipes técnicas e da Mind Lab, empresa contratada para fornecer os kits. Também sugeriu que a companhia pague R$ 1,6 milhão aos cofres públicos por “auferimento de lucro indevido em detrimento do erário municipal”.

Órgão sugeriu que caso seja investigado na “esfera criminal”. O Ministério Público de Contas recomendou aos conselheiros do tribunal que encaminhem os resultados da auditoria para apuração, diante da “presença de indícios de improbidade administrativa e/ou de crimes contra a administração pública”.

Técnicos do TCE apontaram inicialmente superfaturamento de R$ 3,3 milhões na contratação. O relatório feito por auditores do órgão apontou que cada kit para professor teria custado R$ 3.438, 60 vezes o valor do material para alunos (R$ 58). Além disso, teria havido superfaturamento na compra de licenças de uso dos docentes —R$ 2.602 cada, contra R$ 189 das licenças para alunos.

Ministério Público de Contas viu equívoco no cálculo dos auditores e revisou valores. Após alegações das defesas dos envolvidos, o órgão constatou que não houve superfaturamento na compra das licenças, mas atestou valor acima do mercado no caso dos livros. Entendeu, no entanto, que o valor unitário pago pelos kits para professores era menor do que o apontado inicialmente. O caso agora precisa ser julgado pelos conselheiros do TCE, que analisarão as conclusões dos auditores e do órgão de contas.