Ex-CEO das Lojas Americanas é procurado pela PF em operação contra fraude de R$ 25 bilhões

A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quinta-feira (27) a Operação Disclosurecontra as fraudes contábeis nas Lojas Americanas que, segundo as investigações, chegaram a R$ 25 bilhões. Equipes tentam prender o ex-CEO Miguel Gutierrez e Anna Christina Ramos Saicali, uma de suas diretoras. Eles já são considerados foragidos.

Agentes da PF também saíram para cumprir 15 mandados de busca e apreensão contra outros ex-executivos do grupo. A 10ª Vara Federal Criminal ainda determinou o bloqueio de R$ 500 milhões em bens dos envolvidos.

Miguel e Anna Christina estão no exterior. Seus nomes serão incluídos na Difusão Vermelha da Interpol, a lista dos mais procurados do mundo.

Miguel Gutierres e Anna Christina Ramos Saicali, ex-diretores da Americanas — Foto: Reprodução e Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Miguel Gutierres e Anna Christina Ramos Saicali, ex-diretores da Americanas 

Americanas se diz vítima

A Americanas divulgou a seguinte nota:

“A Americanas reitera sua confiança nas autoridades que investigam o caso e reforça que foi vítima de uma fraude de resultados pela sua antiga diretoria, que manipulou dolosamente os controles internos existentes. A Americanas acredita na Justiça e aguarda a conclusão das investigações para responsabilizar judicialmente todos os envolvidos.”

Lula diz que leilão de arroz foi anulado por ‘falcatrua numa empresa’ e que governo financiará produção com ‘garantia de preço’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira (21) que a anulação do leilão do arroz se deu porque houve uma “falcatrua numa empresa”.

Lula se referiu à polêmica concorrência para compra do arroz importado, que acabou cancelada após indícios de irregularidades e culminou na demissão do então secretário de Política Agrícola, Neri Geller.

Depois da anulação, o governo informou que pretende fazer um novo leilão. A decisão de importar arroz ocorreu após as enchentes no Rio Grande do Sul, maior produtor do cereal no país, para evitar alta nos preços do alimento.

“Tomei a decisão de importar 1 milhão de toneladas. E, depois, tivemos anulação do leilão porque houve uma falcatrua numa empresa. Por que eu vou importar? Porque o arroz tem que chegar na mesa do povo no mínimo a R$ 20 o pacote de cinco quilos. Que compre a R$ 4 um quilo de arroz, mas não dá pra ser um preço exorbitante”, argumentou Lula.

“Vamos inclusive financiar áreas de outros estados produtivas de arroz para não ficar dependendo apenas de uma região. Vamos oferecer um direito dos caras comprar e a gente vai dar uma garantia de preço para que as pessoas não tenham prejuízo”, completou o presidente.

Dólar opera com volatilidade, após Lula dizer que Campos Neto trabalha para prejudicar o país

O dólar opera com volatilidade nesta terça-feira (18), oscilando entres altas e baixas, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmar que o Banco Central do Brasil (BC) é a “única coisa desajustada” no país e que o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, “trabalha para prejudicar o país”.

Lula disse: “só temos uma coisa desajustada neste país: é o comportamento do Banco Central. Essa é uma coisa desajustada. Presidente que tem lado político, que trabalha para prejudicar o país. Não tem explicação a taxa de juros estar como está”.

A afirmação vem na véspera da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que acontece nesta quarta-feira (19) e vai definir o rumo da Selic, taxa básica de juros. A expectativa do mercado é que o colegiado mantenha os juros inalterados em 10,50% ao ano.

Dólar

Às 09h35, o dólar caía 0,08%, cotado a R$ 5,4169. No entanto, na máxima do dia, já bateu R$ 5,444.

No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 0,73%, cotada a R$ 5,4214. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,4304.

Com o resultado, acumulou altas de:

  • 0,73% na semana;
  • 3,28% no mês;
  • 11,72% no ano.

 

Saiba o que é o G7 e qual a importância da cúpula de líderes

Os chefes de Estado dos países do G7 e as lideranças da União Europeia já chegaram a Puglia, na Itália, onde devem discutir pelos próximos três dias assuntos urgentes da pauta internacional, como a invasão russa à Ucrânia, mudanças climáticas e a guerra na Faixa de Gaza.

O colegiado reúne as nações democráticas mais desenvolvidas do mundo, com uma riqueza acumulada de US$ 43,5 trilhões — o que representa cerca de 43% do PIB mundial, segundo estimativa do Banco Mundial. Mas, afinal, o que é o G7?

O que é o G7?

O G7 é a abreviação de Grupo dos Sete, uma organização informal de líderes de algumas das maiores economias do mundo: Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos.

A Rússia foi suspensa indefinidamente do grupo, que na época era conhecido como G8, em 2014 depois que a maioria dos países membros se aliou contra a anexação da Crimeia. Foi a primeira violação das fronteiras de um país europeu desde a Segunda Guerra Mundial.

O que o G7 faz?

Os membros do G7 se reúnem anualmente em uma cúpula para discutir questões urgentes no cenário global e coordenar políticas. A segurança internacional e a economia global são frequentemente tópicos de discussão. Ao contrário das organizações internacionais formais, o G7 não possui qualquer estrutura administrativa permanente.

O país sede, que troca a cada ano, é responsável por organizar o encontro e por propor a pauta a ser discutida. Além da cúpula do G7, há uma série de encontros de funcionários do primeiro-escalão e do corpo diplomático dos Estados envolvidos.

Qual é o poder do G7?

O G7 é principalmente um local de coordenação, e o grupo produziu decisões de importância global. Ao final de cada cúpula, os países assinam um comunicado em que afirmam qual os compromissos políticos adotados para o próximo ciclo. O objetivo é que as decisões do G7 tenham influência na governança global em diversos outros colegiados e organismos internacionais.

Papa repete insulto contra homossexuais em reunião a portas fechadas, diz agência

O papa utilizou novamente uma palavra altamente depreciativa à comunidade homossexual, pela qual ele já havia pedido desculpas no mês passado, disse a agência Ansa nesta terça-feira (11).

A mídia italiana havia atribuído ao papa o uso da palavra “frociaggine”, um termo vulgar italiano que se traduz aproximadamente como “viadagem”, em uma reunião a portas fechadas com bispos italianos em 20 de maio.

Segundo a Ansa, Francisco repetiu o termo nesta terça-feira ao se reunir com padres romanos, dizendo que “há um ar de viadagem no Vaticano” e que é melhor que jovens com tendência homossexual não recebam permissão para entrar em seminários.

Questionado sobre a mais recente reportagem, o gabinete de imprensa do Vaticano apontou para um comunicado que havia emitido sobre a reunião de terça-feira com os padres, no qual o papa reitera a necessidade de receber pessoas homossexuais na Igreja e de ter cautela em relação a elas se tornarem seminaristas.

Após a primeira reportagem sobre o uso da palavra, o jornal Corriere della Sera citou bispos não identificados que estavam na sala sugerindo que o papa, um argentino, pode não ter percebido que o termo italiano que ele usou é ofensivo.

Francisco, de 87 anos, recebeu créditos por fazer aberturas substanciais à comunidade LGBT durante os seus 11 anos de papado. Alguns observadores do Vaticano dizem que seus tropeços recentes prejudicam sua autoridade e levantam questões sobre suas convicções e sobre o caminho de reformas que tem em mente para a Igreja.

Israel aceita termos de proposta de Biden para encerrar guerra em Gaza

Um assessor do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu confirmou neste domingo (2) que Israel aceitou os termos gerais de acordo para interromper a guerra na Faixa de Gaza, publicou a Folha de S. Paulo com informações do jornal britânico The Sunday Times.

Na última sexta-feira (31), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu que os militantes do Hamas concordem com uma nova oferta de Israel sobre a libertação de reféns em troca de um cessar-fogo em Gaza, dizendo que essa é a melhor maneira de começar a encerrar o conflito mortal.

“Com um cessar-fogo, essa ajuda poderia ser distribuída de forma segura e eficaz a todos que precisam dela”, disse Biden.

Ao jornal The Sunday Times, o assessor de Relações Exteriores de Netanyahu, Ophir Falk, teria dito que a proposta de Biden “não é um bom acordo, mas queríamos muito libertar os reféns, todos os reféns, e por isso aceitamos”.

O representante do governo israelense pondera, de acordo com a publicação, que “muitos detalhes precisam ser acertados, e nada mudou em relação às exigências de que os reféns devem ser soltos”. Falk teria reforçado ainda que o “Hamas deve ser destruído como uma organização terrorista genocida e não haverá cessar-fogo permanente até que todos nossos objetivos sejam atingidos”.

Claudia Sheinbaum será 1ª presidente do México, após ampla vitória nas urnas

A candidata governista Claudia Sheinbaum obteve neste domingo (2/6) uma ampla vitória nas eleições presidenciais do México — e será a primeira presidente mulher do país.

Segundo as projeções do resultado oficial feitas pelo Instituto Nacional Eleitoral (INE) com base em contagem rápida de amostras pelo país, Sheinbaum conquistou entre 58,3% e 60,7% dos votos, derrotando com folga sua principal adversária, a empresária Xóchitl Gálvez, que obteve entre 26,6% e 28,6% dos votos.

“Não cheguei (aqui) sozinha, chegamos (aqui) com as heroínas que nos deram a pátria”, afirmou a ex-prefeita da Cidade do México, de 61 anos, ao comemorar a vitória como primeira presidente mulher em 200 anos de história.

Ela disse ainda que Gálvez, da aliança de oposição Força e Coração pelo México, ligou para ela para dar parabéns pela vitória.

Quanto custa o look? Como ficarão os preços com o fim da isenção para compras internacionais de até US$ 50

Caso o Senado Federal aprove o projeto de lei que acaba com a isenção do imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50, os produtos estrangeiros adquiridos pelos grandes e-commerces globais poderão ficar 45% mais caros para os brasileiros.

O projeto, aprovado pela Câmara dos Deputados nesta terça-feira (28), prevê que, agora, os produtos com preços de até US$ 50 serão tributados com um imposto de importação de 20%, além do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), que vai para os estados, de 17%.

Seguindo as regras aduaneiras, os 20% do imposto de importação serão cobrados em cima do valor do produto (mais eventuais cobranças de frete ou seguro), enquanto os 17% do ICMS vão incidir sobre o valor da compra já somado ao imposto de importação, explica Fabio Florentino, sócio da área tributária do escritório Demarest.

POR EXEMPLO: Uma compra que, no total, custe US$ 50 terá a cobrança, primeiro, dos 20% do imposto de importação, passando a custar US$ 60 para o consumidor final. Depois, haverá a incidência dos 17% do ICMS sobre esses US$ 60, com o valor final para o consumidor chegando a US$ 72,29 – ou cerca de R$ 390,36, com a atual cotação do dólar turismo.

Atualmente, com a isenção de imposto de importação para compras de até US$ 50, o ICMS seria cobrado apenas em cima do valor da compra, os US$ 50, custando para o consumidor US$ 60,24 (ou R$ 325,30), uma diferença de R$ 65.

A medida foi incluída no projeto que cria o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), que visa criar incentivos para estimular a indústria de veículos sustentáveis.

Os debates sobre a taxação de compras internacionais vêm acontecendo desde o ano passado e, mais recentemente, chegaram até a gerar um bate-boca entre parlamentares e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Papua-Nova Guiné estima que 2.000 pessoas possam estar soterradas após avalanche

O Centro Nacional de Desastres de Papua-Nova Guiné atualizou para 2.000 o número de pessoas possivelmente soterradas após um grande deslizamento de terra na semana passada, informou o governo local nesta segunda-feira (27).

A agência da Organização Internacional para as Migrações da ONU (OIM) estimou um número de soterrados e mortos mais baixo: 670 pessoas.

O deslizamento de terra atingiu a aldeia de Yambali, no norte do país, por volta das 3 da manhã de sexta-feira (24), enquanto a maior parte da comunidade dormia. Mais de 150 casas foram soterradas sob escombros de quase dois andares de altura.

As equipes de resgate disseram à mídia local que ouviram gritos vindos do subsolo. Mas um terreno traiçoeiro e a dificuldade de levar ajuda à região aumentam o risco de poucos sobreviventes serem encontrados.

“Tenho 18 membros da minha família enterrados sob os escombros”, disse Evit Kambu, morador na área, à Reuters.

Mais de 72 horas depois do deslizamento, os moradores ainda usam pás, paus e as próprias mãos para tentar remover os destroços e alcançar os sobreviventes.

Devido à localização remota, o equipamento pesado para trabalhar nas operações de resgate e a ajuda humanitária têm demorado a chegar no local. A primeira escavadeira só chegou ao local na noite de domingo (26), segundo um funcionário da ONU.

O contato com outras partes do país também está difícil e instável, devido à recepção irregular de sinal de celular e à eletricidade limitada.

Dólar abre em alta; ações da Petrobras despencam no pré-mercado após demissão de Prates

O dólar abriu em alta nesta quarta-feira (15), conforme investidores monitoram a situação dos juros norte-americanos e continuam repercutindo a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Além disso, também pesa sobre o mercado o anúncio de que Jean Paul Prates foi demitido da presidência da Petrobras, pouco tempo depois das polêmicas sobre a distribuição de dividendos da companhia se acalmarem. As ações da petroleira despencam no pré-mercado em Nova York.

Dólar

Às 09h30, o dólar subia 0,18%, cotado a R$ 5,1393.

Na terça-feira, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,39%, cotada a R$ 5,1303.

Com o resultado, acumulou:

  • recuo de 0,52% na semana;
  • perdas de 1,20% no mês;
  • ganho de 5,72% no ano.

Ibovespa

O Ibovespa começa a operar às 10h.

Na terça-feira, o índice teve uma alta de 0,28%, aos 128.516 pontos.

Com o resultado, acumulou:

  • ganhos de 0,72% na semana;
  • avanço de 2,06% no mês;
  • perdas de 4,23% no ano.