EUA interrompem envio de bombas a Israel por preocupação com operação em Rafah, diz autoridade americana

Os Estados Unidos suspenderam o envio de bombas para Israel em meio a preocupações sobre seu potencial uso em uma incursão em Rafah, segundo uma autoridade norte-americana.

A remessa, que foi retida na semana passada, inclui 1.800 bombas pesando 2.000 libras e 1.700 bombas pesando 500 libras.

“Estamos especialmente focados no uso final das bombas de 2.000 libras e no impacto que elas poderiam ter em ambientes urbanos densos, como vimos em outras partes de Gaza”, disse o funcionário.

No fim de semana que um carregamento de munição para Israel foi interrompido, mas o motivo não estava claro.

Os líderes israelenses alertaram durante semanas que uma invasão da cidade de Rafah, no sul de Gaza, ocorrerá em algum momento no futuro, mesmo quando os EUA e outros declararam publicamente que tal operação terrestre não deveria ocorrer.

A administração do presidente Joe Biden apelou a um plano abrangente para proteger mais de um milhão de civis abrigados em Rafah e evitar uma expansão da catástrofe humanitária que se desenrola no enclave costeiro.

Na segunda-feira (6), Israel realizou o que os EUA descreveram como uma operação “limitada” em Rafah, assumindo a passagem da fronteira com o Egito, que é um local importante para a ajuda humanitária.

“Esta parece ser uma operação limitada, mas é claro que muito disso depende do que vem a seguir”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Matt Miller, nesta terça-feira (7).

“Eles disseram, creio eu com bastante clareza, que não é segredo que querem conduzir uma grande operação militar ali. Deixamos claro que nos opomos a tal operação.”

Os EUA e Israel têm mantido comunicações regulares sobre os planos dos militares israelitas para conduzir uma grande operação terrestre na parte sul de Gaza, mas a administração deixou claro que os planos estão longe de estar prontos.

Ainda assim, o Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou repetidamente que uma operação terrestre em Rafah é necessária para manter a pressão sobre o Hamas para libertar os restantes reféns e alcançar a vitória.

À medida que a liderança de Israel se aproximava de uma decisão final, os EUA começaram a rever propostas de transferências de armas específicas para Israel que poderiam ser usadas em Rafah, disse o funcionário dos EUA.

O processo de realização da revisão começou em abril e levou à pausa nos envios dos dois tipos de bombas.

“Não tomamos uma decisão final sobre como proceder com este envio”, disse o funcionário.

Entre as maiores armas convencionais do arsenal dos EUA, as bombas de 2.000 libras podem ter um impacto devastador, especialmente numa área densamente povoada como Gaza.

Manifestantes pró-Palestina invadem prédio da Universidade de Columbia; presos em protestos chegam a 1.000

Após ignorarem um ultimato da direção para desmontar acampamento, manifestantes pró-Palestina quebraram janelas e invadiram um prédio da Universidade Columbia, em Nova York, na madrugada desta terça-feira (30).

A invasão ocorreu pouco depois de a universidade começar a suspender estudantes que desafiaram o prazo e permaneceram no campus. O grupo é parte de uma onda de manifestações a favor da Palestina que tomou grandes universidades dos Estados Unidos nos últimos dias.

Nesta terça, autoridades dos EUA disseram que mais de 1.000 pessoas já foram presas durante os protestos que também pedem boicote a acordos comerciais com Israel como retaliação aos bombardeios em Gaza.

Os manifestantes entraram no prédio acadêmico de Hamilton Hall, quebrando janelas e portas.

Nesta segunda-feira (29), terminou o prado dado pela direção da faculdade para que o grupo deixasse o acampamento. Em uma espécie de “ultimato” aos estudantes, a direção de Columbia ameaçou suspender imediatamente quem não dispersasse as manifestações, que iniciaram no dia 18 de abril na universidade e se espalharam para outras faculdades nos Estados Unidos.

No final de semana, o número total de detidos nos protestos em todos os EUA chegou a 700.

Um representante da Universidade de Columbia disse na noite desta segunda que a instituição começou a suspender os alunos que desafiaram o prazo do “ultimato” da direção. Ben Chang, vice-presidente do escritório de assuntos públicos, não disse quantas pessoas seriam suspensas, mas afirmou que esses alunos não poderiam frequentar aulas ou se graduar.

Os manifestantes pró-Palestina em Columbia prometeram manter seu acampamento no campus de Manhattan até que a universidade atenda a três demandas: desinvestimento em Israel, transparência nas finanças da faculdade e anistia para estudantes e professores punidos por sua participação nos protestos.

Data, tema, anfitriões… Tudo o que sabemos sobre o MET Gala 2024

A data mais esperada pelos fashionistas de plantão está se aproximando: o MET Gala 2024, que acontece na segunda-feira (06.05), em Nova York, Estados Unidos.

Com o tema “Belas Adormecidas: Despertando a Moda”, o evento, que tem como objetivo arrecadar fundos para o museu, contará com o comando de Anna Wintour. Os coanfitriões desta edição serão Bad BunnyJennifer Lopez, Chris Hemsworth e a tão esperada Zendaya receberão os convidados com o dress code “The Garden of Time” (“O Jardim o Tempo”, em português), inspirado no conto do mesmo nome de J.G. Ballard, escrito em 1962.

Explicando o tema

Para 2024, espere ver as celebridades mergulhando em peças histórias, que deverão ganhar releituras no tapete vermelho devido à fragilidade dos materiais. “Belas Adormecidas: Despertando a Moda” pretende mostrar referências de grandes costureiros como Elsa Schiaparelli, Yves Saint Laurent, Christian Dior, Hubert de Givenchy, entre outros, no Met Gala, com 250 peças do arquivo do Metropolitan Museum of Art, quase nunca vistas em público anteriormente.

 

Em conflito com o Irã, Israel conta com tecnologia sofisticada de guerra

O êxito de Israel em interceptar o ataque iraniano, no final de semana, se deve a uma alta tecnologia de guerra do país do Oriente Médio.

Israel conta com pelo menos seis tecnologias que são referências no mundo e que podem ser exploradas em uma guerra direta contra o Irã.

Uma delas são os drones “Heron TP”. O país é hoje líder no desenvolvimento e uso de drones para reconhecimento, vigilância e ataques precisos.

Os drones podem operar em altas altitudes por períodos prolongados. E são cruciais para coletar inteligência em tempo real e executar ataques cirúrgicos sem risco para as forças humanas.

O país do Oriente Médio também conta com um dos aparatos cibernéticos mais avançados do mundo.

Em resposta a um ataque, como do Irã, a tecnologia pode desabilitar sistemas de defesa aérea, interromper comunicações e até mesmo infiltrar-se em redes para coletar informações ou causar desordem.

Israel ainda conta como três tipos diferentes de sistema antimíssil. O chamado “Domo de Ferro” é usado para a interceptação de mísseis de curto alcance.

O chamado “Estilingue de Davi” é aplicado para intercepções de médio alcance. E, para longo alcance, o “Flecha Três”.

Israel é perito no uso de inteligência artificial. Ela é usada para análises preditivas, ajudando na identificação de padrões de ataque ou na previsão de movimentos estratégicos inimigos.

Os algoritmos também podem ajudar na análise de imagens de satélite e dados de reconhecimento para identificar alvos potenciais com precisão. Outro sistema usado é o “Jamming”, que são equipamentos que podem ser utilizados para interferir nas comunicações e no controle de drones ou mísseis inimigos.

As tecnologias são consideradas essenciais para proteger áreas importantes e desorientar a coordenação do inimigo durante um ataque. Por fim, Israel conta com um aparato de robótica avançado. Os robôs já foram usados na Faixa de Gaza.

Eles atuam para desarmar bombas, realizar reconhecimento em áreas de alto risco ou até mesmo para patrulhamento. E reduzem a necessidade de presença humana em cenários perigosos e podem ser equipados com sensores e armas.

O advogado Ticiano Gadelha, especialista em tecnologia, explica que a tendência das guerras modernas é que se amplie a utilização de tecnologia para diminuir o risco de baixas.

“A incorporação de tecnologias indica uma crescente dependência de soluções tecnológicas. Ou seja, cada vez menos soldados estão presentes no campo de batalha”, afirma.

Filme com Wagner Moura, “Guerra Civil” lidera bilheteria nos EUA no fim de semana

O novo longa de Wagner Moura“Guerra Civil”, chegou aos cinemas nos Estados Unidos na sexta-feira (12) e liderou a bilheteria durante todo o fim de semana, arrecadando US$ 25,7 milhões. A produção também marcou a maior estreia de um filme da produtora A24 no país.

O ator brasileiro vive um jornalista da Reuters na trama, que está cobrindo uma guerra civil nos EUA. Ao lado de três colegas, ele está a caminho de Washington D.C. para tentar uma entrevista com o Presidente antes da oposição chegar e o derrubar do poder.

Nomes como Kirsten Dunst (“Homem-Aranha”), Stephen McKinley Henderson (“Duna”), Cailee Spaeny (“Priscilla”) e Jesse Plemons (“Ataque dos Cães”) também compõem o elenco.

A direção é Alex Garland, conhecido por seus trabalhos em “Ex_Machina: Instinto Artificial” (2014) e “Aniquilação” (2018).

“Guerra Civil” chega aos cinemas brasileiros em 18 de abril.

Navio começou a desviar dois minutos antes de bater e derrubar ponte nos EUA, aponta site de monitoramento

Dados do serviço de monitoramento marítimo MarineTraffic mostram trajeto da embarcação desde que saiu do porto de Baltimore até colidir com a ponte Francis Scott Key. O navio teve duas quedas de luz até nove minutos antes da batida, às 1h27 horário local (2h27 no horário de Brasília).

O navio Dali começou a desviar de sua rota original dois minutos antes de colidir contra a ponte Francis Scott Key, em Baltimore, nos Estados Unidos, apontam dados do MarineTraffic, site que monitora em tempo real o deslocamento de embarcações em todo o mundo.

O acidente aconteceu na madrugada de terça-feira (26), quando a embarcação atingiu um pilar da ponte, em vez de passar por baixo dela. Ao menos seis pessoas caíram no rio Patapsco e não foram encontradas. Na noite de terça, a polícia de Maryland disse que as vítimas “possivelmente” estão mortas, considerando o tempo passado desde o desaparecimento e a baixa temperatura da água. Mergulhadores retomarão as buscas na manhã desta quarta (27).

Os dados do MarineTraffic, no horário local de Baltimore, apontam que:

  • 1h23: a embarcação seguia em linha reta, no curso de 140 graus, em direção ao vão central da ponte, a 15,7 km/h
  • 1h25: o navio passa a desviar para a direita, a 141 graus, com velocidade de 16,1 km/h. Imagens mostram que as luzes do navio se apagaram
  • 1h27: acontece o impacto com um dos pilares da ponte, com curso de 152 graus e velocidade de 14 km/h

O navio chegou a declarar emergência (“mayday”, no código internacional). O comandante da embarcação informou às autoridades portuárias de Baltimore que havia perdido o controle da direção, depois de sofrer queda de energia e relatar problema nos propulsores, de acordo com Wes Moore, governador de Maryland.

Rock in Rio: Veja todas as atrações confirmadas no line-up até agora!

Faltam pouco mais de seis meses para o Rock in Rio 2024! Por isso, o festival tem anunciado diversos artistas que se apresentarão nesta edição, que comemorará seus 40 anos de existência. Com as vendas gerais se aproximando, o line-up tem se mostrado cada vez mais completoVeja como ele está até agora!

A maior edição da história do festival, que terá sete dias de muito shows, estará lotada de artistas do Brasil e do mundo. Por isso, além dos shows de nomes já conhecidos pelo público do evento, o festival anunciou uma série de estreantes para a edição de 2024Veja quem já está confirmado!

13 de setembro

Palco Mundo

  • Travis Scott (headliner)
  • Matuê com participação de Wiu e Teto

Palco Sunset

Ainda não há artistas anunciados para esta data.

14 de setembro

Palco Mundo

  • Imagine Dragons (headliner)
  • One Republic
  • Zara Larsson
  • Lulu Santos

Palco Sunset

A produção do festival ainda não anunciou os artistas para este dia.

19 de setembro

Palco Mundo

  • Ed Sheeran (headliner)
  • Charlie Puth
  • Joss Stone
  • Jão

Palco Sunset

  • Gloria Groove

20 de setembro (Dia Delas)

Palco Mundo

  • Katy Perry (headliner)
  • Cyndi Lauper
  • Ivete Sangalo

Palco Sunset

  • IZA
  • Gloria Gaynor
  • Tyla
  • Luedji Luna convida Xênia França e Tassia Reis

22 de setembro

Palco Mundo

  • Shawn Mendes (headliner)
  • NE-YO

Palco Sunset

  • Mariah Carey

New Dance Order

  • Alison Wonderland

Sendo assim, os dias 15 e 21 de setembro ainda não receberam shows para completar a sua programação. No entanto, a aproximação do início da venda de ingressos, que será em 11 de abril, deve agilizar os anúncios para todo o festival.

Rock in Rio: 40 anos de história com novidades

Na edição que celebra os 40 anos do festival, já estão confirmados artistas como Ed Sheeran, Imagine Dragons, Lulu Santos, Ne-Yo, Ludmilla, Jão, Luísa Sonza e mais. O evento cresceu e, dessa vez, acontecerá entre os dias 13, 14, 15, 19, 20, 21 e 22 de setembro de 2024, na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro.

Além disso, outra coisa que aumentou foi o Palco Sunset, que atingirá o mesmo tamanho do Palco Mundo na nova edição do festival. Enquanto isso, o Palco Mundo também será revitalizado e ganhará uma nova cenografia, além de algumas surpresas.

Delegação israelense viaja ao Catar para negociar cessar-fogo em Gaza

Uma delegação israelense viajou para Doha, no Catar, nesta segunda-feira, 18, para participar de uma nova rodada de negociações presenciais a respeito de um cessar-fogo na Faixa de Gaza. A informação foi divulgada pelo jornal americano The New York Times, com base em depoimentos de funcionários próximos das tratativas.

A iniciativa ocorre depois de Israel e o grupo terrorista palestino Hamas não terem conseguido fechar um acordo de trégua, como havia sido estipulado, antes do mês sagrado muçulmano do Ramadã, que começou no dia 10 de março. Enquanto isso, em Tel Aviv e outras cidades israelenses, aumenta a pressão da população contra o governo de Benjamin Netanyahu pela libertação dos reféns ainda detidos em Gaza.

Nova rodada
Segundo o NYT, a delegação israelense inclui David Barnea, o chefe da Mossad, agência de inteligência estrangeira; Ronen Bar , o diretor do Shin Bet, que é o serviço de segurança interna; Ronen Bar , o diretor do Shin Bet, que é o serviço de segurança interna; e um representante do Exército israelense. Como de costume, eles negociarão com representantes do Hamas por meio de mediadores o Catar e do Egito.

O jornal americano também disse que, na última quinta-feira 14, o Hamas apresentou uma nova proposta de trégua sem aquela que era uma de suas principais exigências iniciais: que Israel concordasse com um cessar-fogo permanente e imediato em troca do início de uma troca de reféns e prisioneiros palestinos detidos em prisões israelenses.

Isso pode facilitar as tratativas, já que, há meses, os líderes do grupo palestino defenderam exclusivamente um cessar-fogo abrangente e a retirada completa das forças israelenses de Gaza. Tel Aviv, por sua vez, rejeitou esses termos repetidamente, indicando que estaria aberta apenas a uma pausa temporária nos combates.

O impasse foi visto com maus olhos pelas populações de ambos lados. Palestinos que enfrentam deslocamentos forçados e vivem uma crise humanitária marcada pela inanição ficaram frustrados porque Israel e o Hamas ainda não chegaram a um acordo. Enquanto isso, as famílias dos reféns levantaram preocupações sobre o destino dos seus parentes, em cativeiro desde o dia 7 de outubro de 2023

SpaceX, de Elon Musk, está construindo rede de satélites espiões para agência de inteligência dos EUA, diz agência

A SpaceX, empresa aeroespacial do bilionário Elon Musk, está construindo uma rede de centenas de satélites espiões sob um contrato secreto com uma agência de inteligência dos EUA, revelaram fontes familiarizadas com o programa à agência Reuters.

A rede está sendo construída pela unidade de negócios Starshield da SpaceX por um contrato de US$ 1,8 bilhão assinado em 2021 com o National Reconnaissance Office (NRO), uma agência de inteligência que gerencia satélites espiões, explicaram as fontes.

Os planos mostram a extensão do envolvimento da SpaceX nos projetos militares e de inteligência dos EUA e ilustram um investimento mais profundo do Pentágono em vários sistemas de satélites em órbita baixa da Terra destinados a apoiar as forças terrestres.

Se for bem-sucedido, o programa aumentaria significativamente a capacidade do governo e das forças armadas dos EUA de identificar rapidamente alvos potenciais em praticamente qualquer lugar do mundo.

Os satélites podem rastrear alvos no solo e compartilhar esses dados com a inteligência e as autoridades militares dos EUA. Em princípio, isso permitiria que o governo capturasse rapidamente imagens contínuas de atividades no solo em praticamente qualquer lugar, auxiliando as operações militares e de inteligência.

O contrato sinaliza a crescente confiança por parte da inteligência do governo dos EUA em uma empresa cujo proprietário entrou em conflito com o governo Biden e gerou polêmica sobre o uso da conectividade por satélite Starlink na guerra da Ucrânia, disseram as fontes.

A Reuters não conseguiu determinar quando a nova rede de satélites entrará em operação e não conseguiu estabelecer quais outras empresas fazem parte do programa com seus próprios contratos.

A SpaceX, maior operadora de satélites do mundo, não respondeu a vários pedidos de comentários sobre o contrato, seu papel nele e detalhes sobre lançamentos de satélites. O Pentágono encaminhou um pedido de comentário à NRO e à SpaceX.

Análise: Se TikTok for banido nos EUA, China provará do próprio veneno

O TikTok agora enfrenta uma proibição nos Estados Unidos, um destino que já se abateu sobre uma série de gigantes americanos da mídia social que tentaram fazer sucesso na China.

Na quarta-feira (13), a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou um projeto de lei que poderia proibir o TikTok no país se o proprietário chinês, ByteDance, não vender o aplicativo para uma entidade que satisfaça o governo dos EUA.

“O projeto de lei aprovado pela Câmara dos Representantes dos Estados Unidos coloca o país no lado oposto do princípio da concorrência leal e das regras econômicas e comerciais internacionais”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, em uma coletiva de imprensa na quinta-feira (14).

Mas os aplicativos americanos há muito são proibidos na China. Pequim bloqueia atualmente a maioria das plataformas de redes sociais dos EUA – incluindo Google, YouTube, X, Instagram e Facebook – porque se recusam a seguir as regras do governo chinês sobre a recolha de dados e o tipo de conteúdo partilhado.

Em 2010, o Google saiu da China continental depois de operar lá por quatro anos. Na época, a empresa disse que não estava mais disposta a continuar censurando os resultados do Google.cn, citando hacks de origem chinesa contra ele e outras empresas norte-americanas.

Mais de 10 anos depois dessa retirada de alto nível, a situação virou, mesmo que as circunstâncias não sejam exatamente as mesmas.

“O projeto de lei do TikTok parece provável que se torne lei e o descontentamento da China parece irônico, se não hipócrita, dada a sua posição em relação aos aplicativos sociais americanos”, disse Brock Silvers, diretor-gerente da Kaiyuan Capital.

Questionado sobre a posição da China em relação aos aplicativos dos EUA, Wang disse que “isso é completamente diferente” e “você pode ver claramente o que é bullying e o que é lógica de gangster”.

O foco agora está no Senado americano, onde muitos parlamentares disseram que ainda estão avaliando a legislação. O presidente Joe Biden disse que assinará o projeto de lei se ele chegar à sua mesa.

Autoridades e legisladores dos EUA há muito expressam preocupações sobre os potenciais riscos à segurança nacional do TikTok, incluindo o fato de ele poder compartilhar dados com o governo chinês ou manipular o conteúdo exibido na plataforma. Mas a TikTok rejeitou as alegações.

Na quinta-feira, após a votação na Câmara, o Ministério do Comércio chinês prometeu que o país tomaria “todas as medidas necessárias” para salvaguardar os seus interesses em relação ao TikTok.O governo chinês disse que se opõe veementemente à venda forçada do TikTok e tem capacidade legal para fazê-lo.

Ele considera a tecnologia do TikTok altamente valiosa e tomou medidas desde 2020 para garantir que possa vetar qualquer venda da ByteDance.