Avó e neta são encontradas mortas dentro de casa no Paraná ao lado de mensagem de desculpas escrita com sangue, diz polícia

Marley Gomes de Almeida, de 53 anos, e a neta dela, Ana Carolina Almeida Anacleto, de 11, foram encontradas mortas dentro de casa, em Jataizinho, no norte do Paraná. Segundo a Polícia Militar (PM-PR), um pedido de desculpas foi encontrado escrito com sangue na parede, ao lado dos corpos.

Segundo o boletim de ocorrência divulgado pela PM, o filho de Marley encontrou as vítimas no quarto da casa, no sábado (22), quando foi ao endereço para visitar a mãe.

De acordo com o registro, avó e neta estavam deitadas na cama com sinais de violência. As duas tinham lenços amarrados no pescoço e foram cobertas por um edredom.

Os policiais registraram no boletim que a mensagem com erros de ortografia foi escrita com sangue na parede do cômodo ao lado das vítimas:

“Deculpa mae (sic)”, dizia o recado.

Um nome também foi escrito no final do recado. A Polícia Científica realizou perícia no local e recolheu os corpos.

De acordo com o aspirante da PM, Marcos Lopes Júnior, dois suspeitos foram ouvidos na delegacia e liberados em seguida. Os nomes não foram divulgados.

Aparelhos celulares de familiares foram apreendidos e devem passar por perícia.

Em nota, a Polícia Civil (PC-PR) informou que a investigação está em sigilo para “garantir a coleta segura e eficaz de provas”.

A polícia também não revelou as hipóteses que considera como motivação para o crime.

Palestino vencedor do Oscar de melhor documentário é linchado por colonos e preso por militares de Israel, diz jornal

O palestino Hamdan Ballal, um dos diretores do documentário “Sem Chão”, vencedor do Oscar, foi linchado por colonos israelenses e detido por militares das Forças de Defesa de Israel que atuam na Cisjordânia. As informações são do jornal israelense “Haaretz”

Os ataques teriam acontecido nesta segunda-feira (24), perto do assentamento israelense de Susya. As Forças de Defesa de Israel ainda não se manifestaram sobre o ocorrido.

Segundo o relato de Yuval Abraham, jornalista israelense que também dirigiu o documentário, após ser ferido por colonos, Ballal foi colocado em uma ambulância, mas retirado por militares israelenses enquanto recebia tratamento.

Abraham afirma que Ballal tinha ferimentos na cabeça e no estômago e que estava sangrando.

“Colonos invadiram casas, atiraram pedras, quebraram janelas e veículos e agrediram violentamente moradores e ativistas de solidariedade. Várias pessoas ficaram feridas”, disse o ativista palestino Ihab Hassan, uma das testemunhas do ataque, na rede social X (antigo twitter). “Quando a ambulância chegou para Hamdan, soldados israelenses a invadiram e o levaram. Não há sinal dele desde então.”

Desde o início do ano, após a assinatura de uma trégua já encerrada entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza, conflitos têm emergido na Cisjordânia.

As forças israelenses vêm conduzindo uma grande operação na Cisjordânia, alegando ter como alvo grupos terroristas e extremistas. Dezenas de milhares de palestinos foram forçados a deixar suas casas em campos de refugiados, enquanto residências e infraestrutura foram destruídas.

Pela primeira vez em mais de 20 anos, Israel mandou tanques de guerra para o território, na cidade de Jenin, no fim de janeiro.

Em fevereiro, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que ordenou que seus militares se preparem para uma “estadia prolongada” em partes da Cisjordânia, enquanto intensifica “operações contra grupos terroristas e extremistas”.

Atualmente, existem mais de 140 assentamentos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, que abrigam 450 mil israelenses. A presença deles é condenada pela comunidade internacional.

Apesar de ser considerado um território palestino, Israel detém o controle militar da Cisjordânia. Palestinos que habitam oo território estão sujeitos à lei militar israelense.

Mais de 50.000 palestinos morreram em quase 18 meses de conflito, afirma o Ministério da Saúde de Gaza

Autoridades do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo grupo terrorista Hamas, estimam que mais de 50.000 palestinos morreram em quase 18 meses de conflito. A informação foi divulgada neste domingo (23).

Ao longo da guerra, Israel sempre contestou os dados publicados pelas autoridades de Gaza.

Após dois meses de relativa calma na guerra, os moradores de Gaza estão novamente fugindo depois que Israel efetivamente abandonou um cessar-fogo, lançando uma nova campanha aérea e terrestre na terça-feira contra o Hamas.

Explosões ecoaram por todo o norte, centro e sul da Faixa de Gaza no início deste domingo, enquanto aviões israelenses atingiram vários alvos nessas áreas. Testemunhas disseram que se trata de uma escalada dos ataques que começaram no início da semana.

Autoridades de saúde do Hamas afirmam que pelo menos menos 30 palestinos foram mortos em ataques israelenses em Rafah e Khan Younis até agora neste domingo. Os mortos incluíam três funcionários municipais, disseram médicos.

Segundo o comunicado divulgado pelo Ministério da Saúde de Gaza, estima-se que 50.021 palestinos foram mortos e 113.274 feridos desde o início da guerra.

Israel faz maior bombardeio em Gaza desde início do cessar-fogo, com mais de 400 mortos;

O exército israelense afirmou nesta terça-feira (18/03) estar realizando “ataques extensivos” na Faixa de Gaza.

O Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas, disse que mais de 400 palestinos foram mortos e outras centenas ficaram feridas nos ataques.

Em uma declaração, as Forças de Defesa de Israel (FDI) disseram estar mirando o que chamaram de “alvos terroristas” pertencentes ao Hamas.

Citando médicos e testemunhas, a agência Reuters informou que três casas foram atingidas em Deir Al-Balah, no centro de Gaza, além de um prédio na Cidade de Gaza e alvos em Khan Younis e Rafah.

Esta é a maior onda de ataques aéreos em Gaza desde que o cessar-fogo na guerra em Gaza começou, em 19 de janeiro. Ainda há impasse nas negociações para estender o cessar-fogo.

Conduta de policiais é investigada após suspeito de matar criança ser linchado e morto por moradores em PE

Um homem foi linchado até a morte por um grupo de moradores após ser preso por suspeita de violentar e matar uma criança de dois anos, em Tabira, no Sertão de Pernambuco. Antônio Lopes Severo, de 42 anos, foi retirado de dentro da viatura durante sua transferência para a delegacia local e agredido pela multidão, nesta terça-feira (18).

Em nota enviada, a Polícia Civil de Pernambuco informou que a Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social, “ao tomar conhecimento da ocorrência de linchamento, após retirada do suspeito de homicídio de dentro de uma viatura policial, instaurou uma investigação preliminar para apurar a conduta dos policiais.”

Em vídeos divulgados nas redes sociais, é possível ver dezenas de pessoas cercando a viatura da polícia. Eles conseguem abrir a parte de trás do carro, onde estavam Antônio e sua companheira, Giselda da Silva Andrade, também suspeita no crime, e desferem socos e chutes no suspeito.

Antônio chegou a ser socorrido, mas morreu na unidade hospitalar. Giselda também foi agredida e enviada ao hospital. Seu estado de saúde não foi divulgado. Ela também passou por audiência de custódia e foi levada para uma unidade prisional.

Os dois são suspeitos de violentar e matar o menino Arthur Ramos Nascimento, de 2 anos, no último dia 16. Geovana Ramos, mãe da criança, disse que deixou o filho com o casal para trabalhar. Arthur chegou a ser levado para um hospital de Tabira, com lesões por diversas partes do corpo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Não há informações sobre quem levou o menino ao hospital.

— O corpo foi periciado e estamos aguardando o laudo. A mãe estava em outro estado. Não tem envolvimento no crime —afirmou a delegada Joedna Soares.

De acordo com a polícia, a prisão dos suspeitos ocorreu na zona rural de Carnaíba. Eles foram conduzidos sob custódia, por um comboio policial, para a Delegacia de Polícia de Tabira, responsável pela investigação do caso.

Suspeito de matar criança é linchado até a morte em cidade de Pernambuco

Um homem foi linchado e morto por um grupo de moradores após ser preso por suspeita de violentar e matar uma criança de dois anos, em Tabira, no Sertão de Pernambuco. Antônio Lopes Severo, de 42 anos, foi retirado de dentro da viatura durante sua transferência para a delegacia local e agredido pela multidão.

Segundo a polícia, Antônio Lopes e Giselda da Silva Andrade são os principais suspeitos do assassinato do menino Arthur Ramos Nascimento, no último domingo (16).

O casal foi localizado na zona rural de Carnaíba (PE) em uma ação conjunta das polícias Civil e Militar na noite desta terça-feira (18).

Enquanto eram transportados para a delegacia, um grupo de populares retirou Antônio Lopes da viatura e iniciou o linchamento, que resultou na morte do suspeito. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram a multidão que se formou durante a espera pela chegada do casal detido à delegacia local.

Em nota, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) informou que a dupla precisou ser escoltada durante a transferência. “Eles [Antônio e Giselda] foram conduzidos sob custódia, por um comboio policial, para a Delegacia de Polícia de Tabira, responsável pela investigação do caso”, esclareceu a secretaria.

Nas imagens, é possível ver o momento em que Antônio é retirado da viatura na chegada à delegacia. Segundo a SDS, o homem, conhecido como Frajola, foi socorrido e levado para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

“Antes de chegar até a unidade policial, um grande grupo de populares arrebatou um dos presos da equipe policial e passou a realizar seu linchamento. O suspeito foi socorrido, mas veio a óbito na unidade hospitalar”, explicou a pasta. Giselda da Silva Andrade foi levada à delegacia e deve ser ouvida pelas autoridades.

Em resposta ao caso, a Polícia Civil comunicou que abriu um inquérito para investigar o linchamento e identificar os envolvidos. Além disso, a conduta dos policiais também será analisada.

Entenda o caso

De acordo com as investigações, Antônio Lopes e Giselda da Silva Andrade eram responsáveis pelo cuidado do menino Arthur Ramos Nascimento.

O crime foi registrado no último domingo (16), em Tabira, no Sertão de Pernambuco, quando Arthur foi levado a um hospital da cidade com várias lesões pelo corpo. A criança não resistiu aos ferimentos e morreu logo após dar entrada na unidade de saúde.

Munição usada para matar delator do PCC em Guarulhos é do mesmo lote de mega-assalto registrado no interior de SP em 2020, diz instituto

Uma análise feita pelo Instituto Sou da Paz, mostrou que parte da munição usada para matar o delator do PCC Vinícius Gritzbach no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) pertencia ao mesmo lote das munições utilizadas em um grande assalto ocorrido em 2020 em Botucatu, no interior de São Paulo.

O Sou da Paz é uma organização da sociedade civil que atua nacionalmente na promoção da segurança pública e na prevenção da violência. O instituto desenvolve pesquisas, propõe políticas públicas e implementa projetos voltados para a melhoria da eficiência do estado, o fortalecimento da participação cidadã e a defesa de direitos.

Segundo o instituto, os três lotes de balas de fuzis encontrados nas ocorrências foram originalmente comprados pela Polícia Militar do Estado de São Paulo entre 2013 e 2018.

Os laudos produzidos durante as investigações sobre as armas usadas nos crimes foram encaminhados ao instituto, que identificou a sequência numérica das munições encontradas nos locais das duas ocorrências, demonstrando que pertencem ao mesmo lote adquirido pela PMESP. A numeração do lote foi informada pela polícia durante a investigação.

Em entrevista, Carolina Ricardo, diretora executiva do Sou da Paz, explicou que o desvio dessas munições indica que há participação da polícia no fornecimento de armamento para o crime organizado, apesar de o instituto não saber exatamente como ocorreu o desvio.

“Sobretudo no caso do Gritzbach, vimos um forte envolvimento de policiais civis e militares da ativa em São Paulo, o que revela a presença da polícia junto ao crime organizado. A presença dessas munições indica outra forma de participação: não sabemos como ocorreu o desvio dos lotes, se alguém vendeu, repassou ou roubou dos acervos das polícias, mas há um envolvimento também nesse nível, no fornecimento de armamento, no caso, munição, para o crime organizado”, reforçou.

Mãe e padrasto são presos suspeitos de matar bebê de 11 meses; criança foi socorrida desacordada e com lesão na cabeça

A Polícia Civil prendeu em flagrante, na noite de quarta-feira, mãe e padrasto suspeitos de matarem um bebê de 11 meses. Sidney da Silva Ferreira e Rayane Rocha dos Santos, ambos de 21 anos, levaram Arthur Victor dos Santos à UPA da Vila do João, no Complexo da Maré, com sinais de maus-tratos.

O bebê chegou à unidade de saúde desacordado e com diversos hematomas, queimaduras pelo corpo, além de lesão na cabeça. Rayane, que está grávida, disse em depoimento à polícia que sabia das lesões do filho, mas não denunciava o companheiro por medo.

Apesar das tentativas de reanimação dos médicos, Arthur não resistiu aos ferimentos graves e morreu na unidade. O caso foi registrado na 21ª DP (Bonsucesso).

De acordo com o laudo do Instituto Médico-Legal (IML), a causa da morte foi “traumatismo craniano provocado por ação contundente, com hemorragia e edema cerebral”.

Inicialmente, o padrasto, em depoimento, alegou que a criança havia caído de uma cama de 50 cm de altura. Os policiais desconfiaram da explicação, já que os ferimentos não eram compatíveis com essa versão.

Marido é preso suspeito de matar esposa asfixiada e forjar suicídio no RJ; personal será enterrada nesta terça

O corpo de Ilinês Valesca da Silva Carnaval, de 29 anos, será sepultado na manhã desta terça-feira (28), no Cemitério Jardim da Saudade, em Mesquita, na Baixada Fluminense. O personal Valdenir da Silva Almeida, de 39 anos, foi preso como principal suspeito de matar a personal, nessa segunda-feira (27).

O corpo da vítima foi encontrado nesse domingo (26), com sinais de enforcamento, na banheira da casa onde morava com marido, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A Polícia Civil (PC) do Rio de Janeiro agora investiga o caso.

A reportagem teve acesso às imagens de câmeras de segurança do prédio onde o casal morava, que registraram a vítima sendo agredida pelo marido horas antes do crime, ainda no corredor do edifício. Valdenir encurrala a vítima na parede e enforca a personal. Segundo as investigações, a mulher, que já vinha sendo agredida pelo marido desde ano passado, teria enviado um áudio aos familiares no dia de sua morte dizendo que não aguentava mais as agressões e que iria até a delegacia.

Com centenas de tiros, casa de moradora vira cenário de guerra no Alemão; ‘Fiquei deitada no chão do quarto do meu neto’

Moradores do Complexo do Alemão contam que tiveram as casas destruídas por centenas de tiros nos confrontos entre as forças de segurança do Rio de Janeiro e criminosos. Uma megaoperação acontece nesta sexta-feira (24) e há registros de intensos tiroteios desde a madrugada.

“Foi péssimo. Começaram os tiros e fiquei deitada no chão do quarto do meu neto”, afirma uma moradora, que não quis ser identificada por medo.

A mulher, que vive no Alemão há mais de 50 anos, estava em casa com o neto de 6 anos. Eles não se feriram.

Ela conta que a casa dela ficou no meio do fogo cruzado, e uma granada e tiros acabaram derrubando o muro.

Além disso, as portas, o portão, as janelas e as paredes da sala também ficaram crivadas de bala. Um dos tiros atingiu a tela da televisão.

A moradora trabalha como costureira e não sabe como vai reparar os danos.

Durante a ação, um homem foi atingido por um uma bala perdida perto do BRT da Penha e morreu. O jardineiro Carlos André Vasconcellos dos Santos tinha 36 anos e estava tomando café quando foi ferido.