Caminho inverso: norte-americanos trocam os EUA pelo México para ‘fugir de Trump’

Supressão de direitos, discriminação, cortes drásticos do governo e discurso de polarização. Os motivos pelos quais alguns americanos escolhem viver no México são diversos, mas todos têm uma origem comum: as políticas do presidente Donald Trump.

O México abriga um quinto dos cinco milhões de expatriados contabilizados em 2023 pela Association of Americans Resident Overseas (Associação de Americanos que Vivem no Exterior).

A migração para o país vizinho se intensificou durante a pandemia de Covid-19, com milhares de “nômades digitais” se estabelecendo na Cidade do México para escapar das restrições sanitárias e aproveitar o menor custo de vida.

Mas o retorno de Trump à Casa Branca deu a alguns o argumento definitivo para não retornar, e a outros um motivo para sair.

A AFP conversou com quatro cidadãos americanos que resolveram se mudar para o México.

Rússia e Ucrânia concordam com cessar-fogo parcial

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que uma trégua no Mar Negro e de ataques ao setor elétrico entrou em vigor imediatamente nesta terça-feira (25).

Ele também afirmou que buscará o envio de mais armas para seu país pelos Estados Unidos e a aplicação de mais sanções contra a Rússia se Moscou quebrar os acordos.

“Se os russos violarem isso, então eu tenho uma questão direta para o presidente Trump. Se eles violarem, aqui estão as evidências — pedimos sanções, pedimos armas, etc”, Zelensky disse a repórteres em uma entrevista coletiva na capital Kiev.

Os EUA disseram anteriormente que fizeram acordos separados com Rússia e Ucrânia para garantir a navegação segura no Mar Negro e implementar uma proibição de ataques contra instalações de energia nos dois países.

A Rússia também confirmou concordou em “garantir uma navegação segura” no Mar Negro, destacou o Kremlin nesta terça.

O governo de Vladimir Putin e os Estados Unidos concordaram ainda em desenvolver medidas para interromper ataques a instalações de energia russas e ucranianas por um período de 30 dias — que começou em 18 de março –, ainda segundo o Kremlin.

Entenda a guerra entre Rússia e Ucrânia

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 e entrou no território por três frentes: pela fronteira russa, pela Crimeia e por Belarus, país forte aliado do Kremlin.

Forças leais ao presidente Vladimir Putin conseguiram avanços significativos nos primeiros dias, mas os ucranianos conseguiram manter o controle de Kiev, ainda que a cidade também tenha sido atacada. A invasão foi criticada internacionalmente e o Kremlin foi alvo de sanções econômicas do Ocidente.

A inteligência ocidental denuncia que a Rússia está usando tropas da Coreia do Norte no conflito na Ucrânia.

Federação Árabe Palestina diz que brasileiro-palestino de 17 anos morreu em prisão em Israel

Um jovem brasileiro-palestino de 17 anos morreu no último fim de semana em uma prisão israelense, segundo a Federação Árabe Palestina do Brasil. Walid Khaled Abdallah foi preso em Silwad, na Cisjordânia, em setembro de 2024.

As circunstâncias da morte não foram divulgadas.

De acordo com a federação, o brasileiro é um dos mais de 60 reféns palestinos mortos em prisões israelenses desde o início da guerra na faixa de Gaza, em outubro de 2023.

Autoridades do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo grupo terrorista Hamas, estimam que mais de 50 mil palestinos morreram em quase 18 meses de conflito. A informação foi divulgada no domingo (23).

Palestino vencedor do Oscar de melhor documentário é linchado por colonos e preso por militares de Israel, diz jornal

O palestino Hamdan Ballal, um dos diretores do documentário “Sem Chão”, vencedor do Oscar, foi linchado por colonos israelenses e detido por militares das Forças de Defesa de Israel que atuam na Cisjordânia. As informações são do jornal israelense “Haaretz”

Os ataques teriam acontecido nesta segunda-feira (24), perto do assentamento israelense de Susya. As Forças de Defesa de Israel ainda não se manifestaram sobre o ocorrido.

Segundo o relato de Yuval Abraham, jornalista israelense que também dirigiu o documentário, após ser ferido por colonos, Ballal foi colocado em uma ambulância, mas retirado por militares israelenses enquanto recebia tratamento.

Abraham afirma que Ballal tinha ferimentos na cabeça e no estômago e que estava sangrando.

“Colonos invadiram casas, atiraram pedras, quebraram janelas e veículos e agrediram violentamente moradores e ativistas de solidariedade. Várias pessoas ficaram feridas”, disse o ativista palestino Ihab Hassan, uma das testemunhas do ataque, na rede social X (antigo twitter). “Quando a ambulância chegou para Hamdan, soldados israelenses a invadiram e o levaram. Não há sinal dele desde então.”

Desde o início do ano, após a assinatura de uma trégua já encerrada entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza, conflitos têm emergido na Cisjordânia.

As forças israelenses vêm conduzindo uma grande operação na Cisjordânia, alegando ter como alvo grupos terroristas e extremistas. Dezenas de milhares de palestinos foram forçados a deixar suas casas em campos de refugiados, enquanto residências e infraestrutura foram destruídas.

Pela primeira vez em mais de 20 anos, Israel mandou tanques de guerra para o território, na cidade de Jenin, no fim de janeiro.

Em fevereiro, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que ordenou que seus militares se preparem para uma “estadia prolongada” em partes da Cisjordânia, enquanto intensifica “operações contra grupos terroristas e extremistas”.

Atualmente, existem mais de 140 assentamentos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, que abrigam 450 mil israelenses. A presença deles é condenada pela comunidade internacional.

Apesar de ser considerado um território palestino, Israel detém o controle militar da Cisjordânia. Palestinos que habitam oo território estão sujeitos à lei militar israelense.

Conheça a ‘senhora das flores amarelas’ que recebeu recado do papa Francisco

Durante a sua primeira aparição após a internação, o papa Francisco falou com uma senhora que carregava um buquê de flores amarelas. Carmela Mancuso estava entre os fiéis que foram ao hospital Gemelli acompanhar a alta do pontífice.

“Estou vendo aquela mulher com as flores amarelas, muito bem”, disse Papa Francisco na manhã deste domingo (23).

 

Carmela ia todos os dias para a frente do hospital rezar por Francisco.

“Desde o dia 23, quando ele veio para cá, tenho feito uma peregrinação contínua. Eu faço isso porque me sinto unida aos outros. É uma comunhão com todos e então sentimos a presença dele ali em todas as vezes que nos diz: rezem por mim!”.

“Eu trago os votos de todo mundo. Sempre que trago flores, eu trago também as mensagens de todo mundo. Bilhetes de todos os meus amigos, todas as crianças. Sempre que trago flores, muita gente quer participar. É uma alegria para mim!”, completou.

Francisco recebeu alta neste domingo, após quase 40 dias internado para tratar problemas respiratórios. Neste primeiro momento de tratamento, ele terá que ficar em repouso por dois meses, além de ser submetido a tratamentos de fisioterapia respiratória e exercícios de fala

Mais de 50.000 palestinos morreram em quase 18 meses de conflito, afirma o Ministério da Saúde de Gaza

Autoridades do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo grupo terrorista Hamas, estimam que mais de 50.000 palestinos morreram em quase 18 meses de conflito. A informação foi divulgada neste domingo (23).

Ao longo da guerra, Israel sempre contestou os dados publicados pelas autoridades de Gaza.

Após dois meses de relativa calma na guerra, os moradores de Gaza estão novamente fugindo depois que Israel efetivamente abandonou um cessar-fogo, lançando uma nova campanha aérea e terrestre na terça-feira contra o Hamas.

Explosões ecoaram por todo o norte, centro e sul da Faixa de Gaza no início deste domingo, enquanto aviões israelenses atingiram vários alvos nessas áreas. Testemunhas disseram que se trata de uma escalada dos ataques que começaram no início da semana.

Autoridades de saúde do Hamas afirmam que pelo menos menos 30 palestinos foram mortos em ataques israelenses em Rafah e Khan Younis até agora neste domingo. Os mortos incluíam três funcionários municipais, disseram médicos.

Segundo o comunicado divulgado pelo Ministério da Saúde de Gaza, estima-se que 50.021 palestinos foram mortos e 113.274 feridos desde o início da guerra.

Heathrow fechado: voos brasileiros são afetados por incêndio na região de aeroporto em Londres

Pelo menos dois voos brasileiros com destino a Londres foram afetados pelo incêndio que atingiu uma estação de energia na região do aeroporto de Heathrow, na capital inglesa, nesta sexta-feira (21).

Os voos são da Latam, que informou que já está reacomodando os passageiros afetados.

  • O voo LA8084, que partiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos com destino a Londres, precisou alternar seu voo e pousou em Madri, na Espanha, às 14h20 do horário local. Os passageiros serão realocados em outro voo para a capital inglesa previsto para este sábado (22).
  • O Voo LA8085, que sairia de Guarulhos para Londres nesta sexta, foi cancelado. Os passageiros deste voo serão realocados em outro voo previsto para sair de Guarulhos no domingo (23).

Além dos dois voos da Latam que sairiam do Brasil, foi encontrado um voo da British Airways que partiria de Londres com destino a Guarulhos e está atrasado por conta do incêndio.

O site da companhia aérea informa que o voo BA0247 está “atrasado em uma noite”, mas sem detalhes de previsão de saída.

O Aeroporto de Guarulhos, em nota, informou que não identificou outros voos com destino a Londres cancelados até o momento, mas que “segue monitorando a situação em tempo real e mantém comunicação constante com as companhias aéreas, a fim de minimizar os transtornos aos passageiros”.

A orientação do aeroporto é que, para mais informações sobre os voos afetados, os passageiros devem entrar em contato diretamente com as companhias aéreas.

Já o Aeroporto RIOgaleão afirmou que, até o momento, não há impactos na programação de voos.

Israel faz maior bombardeio em Gaza desde início do cessar-fogo, com mais de 400 mortos;

O exército israelense afirmou nesta terça-feira (18/03) estar realizando “ataques extensivos” na Faixa de Gaza.

O Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas, disse que mais de 400 palestinos foram mortos e outras centenas ficaram feridas nos ataques.

Em uma declaração, as Forças de Defesa de Israel (FDI) disseram estar mirando o que chamaram de “alvos terroristas” pertencentes ao Hamas.

Citando médicos e testemunhas, a agência Reuters informou que três casas foram atingidas em Deir Al-Balah, no centro de Gaza, além de um prédio na Cidade de Gaza e alvos em Khan Younis e Rafah.

Esta é a maior onda de ataques aéreos em Gaza desde que o cessar-fogo na guerra em Gaza começou, em 19 de janeiro. Ainda há impasse nas negociações para estender o cessar-fogo.

Eduardo Bolsonaro anuncia que ficará nos EUA e vai se licenciar de mandato: o que se sabe

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciou em um vídeo publicado em suas redes sociais nesta terça-feira (18/3) ter tomado “a decisão mais difícil de sua vida”.

Ele afirmou que vai se licenciar do mandato na Câmara para ficar nos EUA e se dedicar em tempo integral a convencer o governo Donald Trump a atuar pela anistia aos envolvidos nos ataques do 8 de janeiro no Brasil e para obter sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do processo sobre golpe de Estado no qual o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi denunciado.

“Serei julgado por um inimigo declarado, pela mesma pessoa que eu tenho denunciado aqui no exterior”, afirmou.

Eduardo não é oficialmente investigado nem foi denunciado ou indiciado em nenhum processo judicial até o momento.

A Procuradoria Geral da República (PGR) analisa um pedido de parlamentares petistas para que o deputado tivesse seu passaporte retido e fosse impedido de ir aos EUA. Eventual medida dependeria de decisão do STF.

China diz estar pronta para ‘qualquer tipo de guerra’ com os EUA

A China alertou os Estados Unidos nesta quarta-feira (5/3) que está pronta para lutar em “qualquer tipo” de guerra após responder às crescentes tarifas comerciais impostas pelo governo do presidente americano, Donald Trump.

As duas maiores economias do mundo ficaram à beira de uma guerra comercial depois que Trump impôs mais tarifas sobre todos os produtos chineses que desembarcarem em território americano. A China rapidamente retaliou, impondo tarifas de 10% a 15% sobre produtos agrícolas dos EUA.

“Se é guerra o que os EUA querem, seja uma guerra tarifária, uma guerra comercial ou qualquer outro tipo de guerra, estamos prontos para lutar até o fim”, disse a Embaixada da China em Washington no X (antigo Twitter), republicando uma declaração do governo feita na terça-feira (4/3).

Esta é uma das manifestações mais contundentes da China até o momento desde que Trump se tornou presidente — e ocorre enquanto líderes se reúnem em Pequim para o encontro anual do Congresso Nacional do Povo.

Na terça-feira, o primeiro-ministro da China, Li Qiang, anunciou que o país elevaria novamente seus gastos com defesa em 7,2% neste ano e alertou que “mudanças nunca vistas em um século estavam se desenrolando pelo mundo a um ritmo mais rápido”.

Esse aumento era esperado e corresponde ao valor anunciado no ano passado.