Voo com brasileiros deportados dos EUA pousa em Fortaleza

O segundo voo com brasileiros deportados dos Estados Unidos desde o início do novo governo de Donald Trump pousou na tarde desta sexta-feira (7) no Aeroporto de Fortaleza, às 16h06. O avião trouxe 111 brasileiros, entre homens e mulheres adultos.

Uma parte dos 111 repatriados é de Minas Gerais, onde os voos fretados pelo governo americano costumavam pousar. Após a confusão com os deportados algemados no último voo, ficou decidido que este pousaria na capital cearense, e a viagem até o Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, seria feita em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

O avião que pousou em Fortaleza partiu de Alexandria, no estado norte-americano de Louisiana, com uma escala técnica em Porto Rico. Depois, seguiu direto para a capital cearense.

‘A verdade não importa para Zuckerberg’: ex-diretora da Meta denuncia abuso e discriminação contra mulheres na empresa

Kelly Stonelake, ex-diretora de Marketing de Produtos na Meta (dona do Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads) nos EUA denunciou a existência de uma cultura de silenciamento e discriminação contra mulheres na empresa em uma publicação no seu LinkedIn nesta terça-feira (4).

Segundo o site Business Insider, a ex-funcionária entrou com um processo contra a big tech, acusando a empresa de discriminação e assédio. No LinkedIn, Stonelake repercutiu a reportagem e deu mais detalhes sobre sua história.

A verdade não importa para Mark Zuckerberg, mas importa para mim“, disse, ao criticar o fato de a Meta ter encerrado recentemente seu programa interno de diversidade e inclusão.

A ex-diretora trabalhou na empresa de Zuckerberg por 15 anos e disse que perdeu o emprego após se posicionar contra racismo no Horizon, um aplicativo de realidade virtual da Meta.

“Quando levantei o problema, eu me tornei o problema — um padrão que silencia as mulheres em todos os lugares, todos os dias”, disse.

A ex-funcionária também relatou que foi agredida sexualmente por um chefe durante uma viagem de negócios, que teve promoções negadas pelo fato de ser mulher e que a orientaram a agir de forma “menos inteligente” na empresa.

“Fui agarrada pela virilha, gritaram comigo, me disseram para transar com meu chefe para ser promovida. Sobrevivi a tudo. Nada me destruiu tanto quanto um trabalho em que eu tinha que dizer ‘não’ a homens poderosos”, disse na publicação.

“Quando a liderança da Meta me rejeitou e me excluiu, não estava apenas marginalizando mulheres: estava priorizando o poder em vez das pessoas”, destacou.

Kelly Stonelake citou também um comentário recente de Zuckerberg sobre as empresas de tecnologia supostamente precisarem de “mais energia masculina”.

“Onde Mark Zuckerberg discursa sobre as empresas precisarem ser mais masculinas, onde ele desmantela ativamente suas equipes de DEI e onde ele encobre salvaguardas, meu caso demonstra algo inegável: ambientes tóxicos e discriminatórios não são apenas errados, eles são anti-inovação. Odiar mulheres prejudica a todos”, afirmou.

O comentário de Zuckerberg sobre a necessidade de ‘energia masculina’ ocorreu no mesmo período que a empresa fez uma grande mudança de rota, determinando o fim do programa de checagem de fatos no Facebook, Instagram e Threads. O próprio dono da Meta anunciou a decisão, no início de janeiro.

Além disso, a empresa alterou sua política sobre conduta de ódio e passou a permitir vários comportamentos que antes eram proibidos, como, por exemplo, associar termos relacionados a doenças mentais a pessoas LGBTQIA+.

A mudança de posicionamento da Meta tem sido alvo de críticas por especialistas que consideram que elas têm o potencial de aumentar a circulação de discurso de ódio nas plataformas e torná-las um ambiente mais hostil para grupos vulneráveis.

Milei vai retirar a Argentina da Organização Mundial da Saúde

O presidente argentinoJavier Milei, retirará a Argentina da Organização Mundial da Saúde (OMS) devido a “profundas diferenças em relação à gestão da saúde”, anunciou o porta-voz presidencial, Manuel Adorni, em uma entrevista coletiva nesta quarta-feira (5).

A decisão “baseia-se nas profundas diferenças em relação à gestão da saúde, especialmente na pandemia” de covid-19, acrescentou o porta-voz.

“Nós, argentinos, não permitiremos que uma organização internacional interfira em nossa soberania”, enfatizou.

Milei segue Trump

No início deste ano, logo depois de tomar posse, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o plano de saída do país da OMS.

Os países participantes do conselho executivo do comitê de orçamento da Organização Mundial de Saúde concordaram em propor um corte de US$ 400 milhões do orçamento de 2026-2027 após a medida do governo norte-americano.

“O comitê reconheceu que, com a saída do maior contribuinte financeiro, o orçamento não poderia ser “business as usual” e que o princípio de um orçamento realista era fundamental a fim de garantir o alinhamento com as realidades econômicas e financeiras”, diz documento publicado.

Elon Musk chama agência de ajuda externa dos EUA de “ninho de vermes”

O bilionário Elon Musk, que lidera esforço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para reduzir gastos de Estado, disse nesta segunda-feira (3) que o trabalho para fechar a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos, a USAID, está em andamento.

Musk discutiu a ação do Departamento de Eficiência do Governo (DOGE) em uma conversa na plataforma X, da qual ele é proprietário. Trump designou Musk para liderar o painel federal de redução de custos.

Durante a conversa, que incluiu o ex-candidato presidencial republicano Vivek Ramaswamy e os senadores republicanos Joni Ernst e Mike Lee, Musk disse que a USAID é “incrivelmente politicamente partidária” e que a agência está “além de qualquer reparo”.

Não temos “uma maçã com um verme dentro”, ele disse. “Temos um ninho de vermes. A USAID é um ninho de vermes”, disse ele.

O bilionário acrescentou que Trump concorda que a agência de ajuda externa deve ser fechada.

Lula promete reciprocidade se Trump taxar produtos brasileiros: ‘Ele só tem que respeitar a soberania dos outros países’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (30) que se os Estados Unidos taxarem o Brasil, vai haver “reciprocidade”.

“Se ele [Trump] taxar os produtos brasileiros, haverá reciprocidade no Brasil em taxar os produtos que são importados dos EUA”, afirmou.

 declaração de Lula remonta a situação envolvendo a Colômbia, que se recusou a receber deportados vindos dos Estados Unidos nesta semana e provocou atrito entre os dois países.

Em represália, Trump afirmou que taxaria em 25% produtos vindos do país latino-americano. Após a tensão, a Colômbia concordou a receber os voos.

Na sequência, a Casa Branca anunciou, em um comunicado, que iria pausar a aplicação das tarifas extras e demais sanções anunciadas por Trump.

“Ele só tem que respeitar a soberania dos outros países. Ele foi eleito para governar EUA. Outros presidentes eleitos para governar com outros países”, prosseguiu Lula.

As declarações do presidente ocorreram durante uma conversa com jornalistas nesta quinta, no Palácio do Planalto, em Brasília

Governo Trump revoga status de proteção para venezuelanos: ‘Sacos de lixo’, diz secretária

O governo de Donald Trump revogou nesta quarta-feira (29) uma extensão do Status de Proteção Temporária (TPS) para venezuelanos determinada por Joe Biden pouco antes de deixar o cargo. A medida permitia que mais de 600 mil pessoas vivam e trabalhem nos Estados Unidos.

“O povo deste país quer esses sacos de lixo fora. Eles querem que suas comunidades estejam seguras”, disse a secretária do Departamento de Segurança Interna (DHS), Kristi Noem, ao anunciar a decisão na Fox News.

“Interrompemos isso. Hoje assinamos uma ordem executiva” no DHS estipulando que “não íamos seguir com o que ele fez para amarrar nossas mãos”, complementou, referindo-se ao seu antecessor, Alejandro Mayorkas.

“Supunha que poderiam ficar aqui e violar nossas leis por mais 18 meses”, mas “vamos seguir o processo e avaliar todos esses indivíduos que estão em nosso país”, insistiu.

Em 10 de janeiro, dia da posse presidencial de Nicolás Maduro em Caracas, o governo Biden prolongou o TPS por 18 meses para os venezuelanos “devido à grave emergência humanitária que o país continua enfrentando devido às crises políticas e econômicas”.

Com isso, os venezuelanos teriam status de proteção até outubro de 2026.

O TPS é um programa estabelecido pelo Congresso para cidadãos estrangeiros que não podem retornar de forma segura ao seu país devido a desastres naturais, conflitos armados ou outras condições extraordinárias.

De acordo com o Pew Research Center, havia 1,2 milhão de pessoas elegíveis para o TPS ou que já haviam se beneficiado do programa até março de 2024, sendo os venezuelanos o grupo mais numeroso.

Assim que assumiu o cargo, há pouco mais de uma semana, Trump declarou emergência nacional na fronteira com o México e começou a destruir o legado de Biden em todos os setores com uma série de decretos.

O republicano acabou com a permissão de permanência temporária concedida a imigrantes de Venezuela, Cuba, Haiti e Nicarágua que tenham um patrocinador nos Estados Unidos. O novo presidente também desativou o “CBP One”, que permitia agendar uma entrevista para pedidos de asilo.

Trump também reativou o programa “Fique no México”, implementado em seu primeiro mandato, para que os imigrantes aguardam o desfecho do processo migratório do outro lado da fronteira.

DeepSeek não pode mais ser baixado na Itália; país questiona empresa

O aplicativo do modelo de inteligência artificial (IA) criado pela startup chinesa DeepSeek não está mais disponível para download nas lojas da Apple, a App Store, e do Google, a Play Store, na Itália.

Autoridade de Proteção de Dados Pessoais da Itália (Garante) fez uma série de questionamentos sobre “dados pessoais são coletados, de quais fontes, para quais finalidades, qual a base legal para o tratamento e se esses dados são armazenados em servidores localizados na China”.

“A notícia da retirada do aplicativo foi há apenas algumas horas, não posso dizer se é devido a nós ou não”, disse o chefe do regulador de dados italiano, Pasquale Stanzione, segundo a agência de notícias ANSA.

“Nosso escritório iniciará uma investigação aprofundada para ver se as regras do GDPR estão sendo respeitadas”, acrescentou Stanzione, de acordo com a ANSA, referindo-se à regulamentação de proteção de dados da União Europeia.

Um aviso exibido aos clientes italianos na App Store da Apple dizia que o aplicativo “não estava disponível no país ou área em que você está”. Já na plataforma de apps do Google havia o recado de que o download “não era suportado” na Itália.

O DeepSeek ainda estava funcionando para os usuários italianos que já haviam baixado o aplicativo, e estava disponível para download e funcionando em outros países da União Europeia e na Grã-Bretanha.

O Garante é um dos órgãos de fiscalização mais ativos da Europa no uso de IA.

Em 2023, a entidade proibiu provisoriamente o uso do ChatGPT, apoiado pela Microsoft, por suspeita de violações das regras de privacidade da União Europeia.

Trump diz que vai transformar Guantánamo em prisão para imigrantes

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (29) que vai instruir o Departamento de Segurança Interna e o Pentágono a preparar a prisão americana de Guantánamo, em Cuba, para receber até 30 mil imigrantes ilegais.

“Temos 30 mil leitos em Guantánamo para deter os piores criminosos ilegais que ameaçam o povo americano”, disse Trump durante um evento na Casa Branca.

 

Ele disse que “alguns deles são tão maus que nem confiamos nos países para mantê-los porque não queremos que eles voltem, então vamos mandá-los para Guantánamo. Isso dobrará nossa capacidade [prisional] imediatamente, certo?”

A prisão de Guantánamo foi estabelecida em 2002, pelo então presidente George W. Bush, para receber suspeitos de terrorismo e supostos combatentes “ilegais” detidos durante operações militares americanas fora dos EUA. O local recebeu cerca de 780 presos desde sua criação, sendo que 15 permanecem lá.

Guantánamo se tornou célebre durante a campanha de “Guerra ao Terror” criada por Bush após os ataques de 11 de setembro de 2001, e questionada diversas vezes pelas constantes violações do direito internacional e dos direitos humanos.

Incontáveis relatos de tortura de prisioneiros vieram à tona, incluindo a prática do “waterboarding” — o ato de forçar a cabeça de um suspeito em água até quase afogá-lo, para forçar uma delação.

Professor do Texas denuncia alunos em post de agência de imigração dos EUA: ‘Muitos nem falam inglês’

Um professor do Texas está sendo investigado depois de “convidar” agentes da Agência de Imigração e Fronteiras (ICE, na sigla em inglês) para irem até a escola em que trabalha, no Texas, nos Estados Unidos, em um post sobre os números das primeiras operações do órgão na rede social X.

O homem, que não foi identificado publicamente e foi retirado do cargo de substituto até que as investigações sejam concluídas, escreveu que agentes da ICE “deveriam ir à escola NorthSide, em Forth Worth” para encontrar imigrantes ilegais e criticou:

“Tenho muitos alunos que nem falam inglês e estão na 10ª ou 11ª série. Eles têm que se comunicar comigo pelo tradutor do iPhone. O [Departamento de Educação dos EUA] deveria reformular totalmente nosso sistema escolar, no Texas também”.

O Distrito Escolar de Fort Worth, após anunciar a investigação contra o professor e seu afastamento, tentou tranquilizar os pais de alunos e disse estar comprometido “em manter um ambiente positivo e de apoio para todos os alunos” em um comunicado postado tanto em inglês como espanhol.

De acordo com a rede CBS News Texas, 93% dos alunos do distrito se identificam como hispânicos ou latinos.

O caso, que ganhou repercussão na sexta-feira (24), acabou gerando um protesto em Fort Worth no domingo (26), pedindo a proteção das crianças nas escolas do Texas. A professora Jeanette Martinez contou à FOX News local que seus alunos estão com medo de ir para a aula.

Casa Branca determina suspensão de todos subsídios e empréstimos federais

O escritório de orçamento da Casa Branca ordenou uma pausa em todos os subsídios e empréstimos federais, segundo um memorando interno enviado na segunda-feira (27). O documento tem o potencial de impactar trilhões em gastos do governo e interromper programas públicos que afetam milhões de americanos.

As agências federais “devem pausar temporariamente todas as atividades relacionadas à obrigação ou desembolso de toda a assistência financeira federal”, afirmou o diretor interino do Escritório de Administração e Orçamento da Casa Branca, Matthew Vaeth, no comunicado.

A pausa também bloqueia a emissão de novos subsídios.

O memorando especifica que a pausa não afetará os benefícios da Previdência Social ou Medicare, nem inclui “assistência fornecida diretamente a indivíduos”.

O congelamento da assistência federal está programado para entrar em vigor às 17h, horário local, desta terça-feira (28).

Ele marca o mais recente movimento do governo Trump para exercer controle sobre o financiamento federal, mesmo aquele que já foi alocado pelo Congresso.

“Esta pausa temporária dará tempo ao governo para revisar os programas da agência e determinar os melhores usos do financiamento para aqueles programas consistentes com a lei e as prioridades do presidente”, escreveu Vaeth.