Vereador Douglas Eletricista comemora criação de novo bairro em Afogados

O vereador Douglas Eletricista (MDB), comemorou a assinatura da lei 1.052/2024 que cria o bairro Campinhos em Afogados da Ingazeira.

O bairro Campinhos compreende a Vila Pajeú (Loteamento Rocha), Loteamento José Mariano de Brito, Conjunto Habitacional Laura Ramos, Polo Moveleiro de Afogados da Ingazeira e Loteamento Isabel Padilha (Campinhos).

Os pontos de referência do bairro são de um lado o bairro São Braz e bairro Manoela Valadares e do outro lado a estrada da Queimada Grande.

O projeto é do vereador Douglas Eletricista e foi sancionado pelo prefeito Sandrinho Palmeiras em 12 de abril de 2024.

“Fiquei feliz com a assinatura da criação do bairro Campinhos, pois foi uma articulação nossa. Isso, com certeza, ajudará no desenvolvimento dessa região e na busca de ações públicas mais bem localizadas por parte da Prefeitura e demais órgãos”, disse o vereador Douglas Eletricista.

Com a criação do bairro o desenvolvimento e a chagada de ações públicas com certeza ganharão ritmo acelerado na localidade.

Em Carnaíba, vereadores da oposição rejeitam projeto e interrompem continuidade das obras da urbanização da Avenida Sebastião Ângelo

A Prefeitura de Carnaíba, no Sertão do Pajeú, concluiu parte da obra da urbanização da Avenida Sebastião Ângelo, que fica na entrada da cidade e dá acesso ao Centro. Os serviços trouxeram mais beleza à área já contemplada e valorizaram os imóveis existentes no local.

Para ter continuidade e ser finalizada, a obra, realizada pela Prefeitura em parceria com o Governo de Pernambuco, precisava da autorização da Câmara de Vereadores para a abertura de crédito adicional do tipo especial para o pagamento [com recursos já em caixa] dos trabalhos junto à empresa responsável pela execução da urbanização da Avenida.

Neste sentido, nesta quarta-feira (26/06), parlamentares se reuniram no prédio da Câmara de Vereadores para analisar e votar o Projeto de Lei de nº 17/2024, de autoria do Poder Executivo, que trata sobre o tema.

A sessão foi extraordinária e estiveram presentes os vereadores governistas: Alex Mendes (presidente) (PSB), Cícero Batista (vice-presidente) (PSB), José Jesus (Calango), José Ivan (PSB), Antônio Venâncio (PSB), e Izaquelle Ribeiro (PT), e os do bloco de oposição: Neudo da Itã, Irmão Paulinho, Matheus Francisco, e Junino Ângelo.

Para ser aprovado e permitir a sequência da obra, o Projeto de Lei necessitava de maioria dos votos para ser aprovado, o que infelizmente não aconteceu. Com exceção do presidente Alex Mendes que não pode votar como determina o regimento da Casa, os demais vereadores da situação votaram a favor da aprovação da abertura de crédito adicional do tipo especial, enquanto os parlamentares de oposição, Neudo da Itã, Irmão Paulinho e Matheus Francisco votaram contra, e o vereador, Juniano Ângelo se absteve de votar.

Um fato que chamou à atenção foi à postura do vereador, Juniano. Ele, que mora na própria Avenida Sebastião Ângelo e inclusive na área que iria ser beneficiada com a continuidade da urbanização, votou a favor do parecer sobre o Projeto de Lei e, em seguida, absteve-se.

Os vereadores da oposição votaram contra a continuidade das obras por orientação do próprio grupo com o objetivo de impedir que a gestão de Carnaíba terminasse à obra.

Com a rejeição na Câmara, o Projeto de Lei foi arquivado, não podendo ser mais votado nesta legislatura, e os serviços não vão ser finalizados, prejudicando assim os moradores e comerciantes da área que iria receber a urbanização.

Fonte: Blog Aryel Aquino

Início do ciclo de capacitações da proteção básica: CRAS de Carnaíba recebe treinamento com professor Ari Amorim.

No dia 25 de junho, a Secretaria de Assistência e Inclusão Social deu início ao Ciclo de Capacitações da Proteção Básica, com uma capacitação voltada para a equipe técnica do CRAS. O evento contou com a participação do professor Ari Amorim, que abordou temas essenciais para o desenvolvimento do trabalho, incluindo:

• Trabalho em equipe
• Acompanhamento das famílias PAIF
• Trabalho socioeducativo
• Fortalecimento das políticas públicas
• Resgate histórico da política de assistência social no Brasil.

O objetivo principal do Ciclo é capacitar os técnicos para oferecer um atendimento mais qualificado aos beneficiários da política de Assistência e Inclusão Social do município.

Festival ‘Pernambuco Meu País’ tem 24 dias de atrações gratuitas, com shows, mostras, peças e exibições de filmes em oito cidades

O governo do estado divulgou, na noite de terça-feira (25), as atrações do Festival Pernambuco Meu País, anunciado em maio. O evento itinerante e gratuito acontece entre 12 de julho e 1º de setembro em oito cidades do interior, com shows, peças de teatro, exposições, sessões de cinema, feiras de artesanato, apresentações de cultura popular e encontros de literatura e gastronomia.

Entre as atrações musicais, estão Carlinhos Brown, Nando Reis, João Gomes, Chico César, Vanessa da Mata, Lenine, Alceu Valença, Diogo Nogueira, Capital inicial, Raça Negra, Duda Beat, Jorge Vercillo, Anavitória, Ana Carolina, Lia de Itamaracá, Maria Gadú, Preta Gil e Jorge Aragão.

A divulgação foi feita durante cerimônia com a governadora Raquel Lyra (PSDB) no Cais do Sertão, no Centro do Recife. Cada município participante terá três dias de programação, conforme o cronograma abaixo:

  • Taquaritinga do Norte — 12 a 14 de julho;
  • Bezerros (Serra Negra)— 19 a 21 de julho;
  • Gravatá — 26 a 28 de julho;
  • Pesqueira — 2 a 4 de agosto;
  • Caruaru — 9 a 11 de agosto;
  • Triunfo — 16 a 18 de agosto;
  • Arcoverde — 23 a 25 de agosto;
  • Buíque — 30 de agosto a 1º de setembro.

Atrações musicais em cada cidade

Taquaritinga do Norte

12 de julho:

Benil; As Januárias; Waldonys; Dorgival Dantas

13 de julho:

Renato Vilela; Odair José; José Augusto; Carlinhos Brown

14 de julho:

Volver; Ave Sangria; Hungria; Maneva

Bezerros (Serra Negra)

19 de julho:

Espetáculo Pernambuco Meu País; Joyce Alane; Almério; Duda Beat

20 de julho:

Ciel Santos; Ylana, com participação de Gabi da Pele Preta; Preta Gil; Paulo Miklos

21 de julho:

Isadora Melo; Erisson Porto; Oswaldo Montenegro; Jorge Vercillo

Gravatá

26 de julho:

Espetáculo Pernambuco Meu País; Rachel Reis; Tayara Andreza; Raça Negra

27 de julho:

Revoredo; Cascabulho; Chico César; Vanessa da Mata

28 de julho:

Larissa Lisboa; Maeana; Anavitória; Alceu Valença

Pesqueira

2 de agosto:

Espetáculo Pernambuco Meu País; Silvério Pessoa; Mundo Livre S/A; Nando Reis

3 de agosto:

N’Zambi; Tribo de Jah; Gabriel O Pensador; Falcão

4 de agosto:

Chorinho Ororubá; Pagode do Didi com convidadas; Fundo de Quintal; Diogo Nogueira

Caruaru

9 de agosto:

Espetáculo Pernambuco Meu País; Lenine; Academia da Berlinda; Dilsinho

10 de agosto:

Zé do Estado; Forró na Caixa; Mestrinho; João Gomes

11 de agosto:

Joanah Flor; Filipe Catto (canta Gal); Ana Carolina; Maria Gadú

Triunfo

16 de agosto:

Espetáculo Pernambuco Meu País; Mombojó; Biquíni Cavadão; Toni Garrido

17 de agosto:

Labaredas; Rossi Original; Só Brega (Conde); Tierry

18 de agosto:

Gerlane Lops; Natascha Falcão; Lucy Alves; Jorge Aragão

Arcoverde

23 de agosto:

Espetáculo Pernambuco Meu País; Luana Tavares; Negra Li; Francisco El Hombre

24 de agosto:

Berinho; Lipe Lucena; Nanara Bello; Matheus Fernandes

25 de agosto:

Lia de Itamaracá; Clayton Barros; Jorge du Peixe; Capital Inicial

Buíque

30 de agosto:

Espetáculo Pernambuco Meu País; Beto Hortis; Rogerinho; Caninana

31 de agosto:

Gangga Barreto; Edilza Aires; Adilson Ramos; Roberta Miranda

1º de setembro:

Samba de Coco Raizes de Arcoverde; Sem Compromisso; Dudu Nobre; Psirico

Lula diz que leilão de arroz foi anulado por ‘falcatrua numa empresa’ e que governo financiará produção com ‘garantia de preço’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira (21) que a anulação do leilão do arroz se deu porque houve uma “falcatrua numa empresa”.

Lula se referiu à polêmica concorrência para compra do arroz importado, que acabou cancelada após indícios de irregularidades e culminou na demissão do então secretário de Política Agrícola, Neri Geller.

Depois da anulação, o governo informou que pretende fazer um novo leilão. A decisão de importar arroz ocorreu após as enchentes no Rio Grande do Sul, maior produtor do cereal no país, para evitar alta nos preços do alimento.

“Tomei a decisão de importar 1 milhão de toneladas. E, depois, tivemos anulação do leilão porque houve uma falcatrua numa empresa. Por que eu vou importar? Porque o arroz tem que chegar na mesa do povo no mínimo a R$ 20 o pacote de cinco quilos. Que compre a R$ 4 um quilo de arroz, mas não dá pra ser um preço exorbitante”, argumentou Lula.

“Vamos inclusive financiar áreas de outros estados produtivas de arroz para não ficar dependendo apenas de uma região. Vamos oferecer um direito dos caras comprar e a gente vai dar uma garantia de preço para que as pessoas não tenham prejuízo”, completou o presidente.

Soraya desafia atriz que encenou aborto a simular estupro.

A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) criticou na 3ª feira (18.jun.2024) o debate e a encenação antiaborto realizado no dia anterior na Casa Alta. A Congressista disse que queria o contato da contadora de histórias para pedir para ela fazer uma cena de estupro no plenário.

“Quero ver ela encenando a filha, a neta, a mãe, a avó, a esposa de um parlamentar sendo estuprada”, desafiou a congressista. Na 2ª feira (17.jun), durante debate no Senado sobre o procedimento de assistolia fetal, usado na interrupção da gravidez nos casos de aborto previstos em lei, a contadora de histórias Nyedja Genn.

Na 2ª feira (17.jun), durante debate no Senado sobre o procedimento de assistolia fetal, usado na interrupção da gravidez nos casos de aborto previstos em lei, a contadora de histórias Nyedja Gennari fez uma encenação antiaborto, transmitida ao vivo pela TV Senado (assista abaixo). A cena teve grande repercussão e foi alvo de críticas.

“Eu queria até o telefone, o contato, daquela senhora que esteve aqui ontem, encenando aquilo que nós vimos”, disse Thronicke. “Sabe por quê? Porque eu quero ver ela encenando a filha, a neta, a mãe, a avó, a esposa de um parlamentar sendo estuprada. […] Se encenaram um homicídio aqui ontem, que encenem o estupro”, desafiou.

“Pergunto para vocês: se é a filha de um parlamentar aqui, com 10 anos, com 11 anos, com 18 anos, com 20 anos, que é estuprada, esse parlamentar, diante de um flagrante delito, é obrigado a denunciar. Ele vai fazer o quê? Vai denunciar a filha para 20 anos de cadeia?”, questionou a senadora.

“E se a mulher de um parlamentar for estuprada e engravidar? Se essa mulher engravidar, então este parlamentar vai fazer o quê? Vai levar a termo a gestação. […] Ele vai acompanhar a gravidez decorrente do estupro na esposa dele e vai dar toda a atenção. No dia em que nascer, ele vai escolher se assume essa criança ou se ele a dá para a adoção”, completou.

A senadora citou que o SUS (Sistema Único de Saúde) “banca a vasectomia para quem quiser fazer”, pois “ninguém delibera sobre o corpo dos homens”.

Thronicke concluiu dizendo que é contra o aborto, assim como o Estado brasileiro, que autoriza o procedimento em “3 raras exceções”. São elas: quando a gestação é resultado de um estupro, para salvar a vida da mulher e em gravidez de feto anencefálico.

Jogo do Tigrinho dava a influencers conta viciada em ganhar, revelam prints

Prints de conversas por WhatsApp mostram que influenciadores que faziam propaganda para o Jogo do Tigrinho e similares recebiam uma conta diferenciada dos demais usuários das plataformas, que dava acesso a uma aposta que era viciada em ganhar, segundo a polícia.

As conversas foram interceptadas, após autorização judicial, pela Polícia Civil de Alagoas, que investiga um suposto esquema de fraude que envolvia influenciadores, agenciadores e intermediárias.

As investigações culminaram na Operação Game Over, deflagrada na segunda-feira, que mirou 12 alvos e pediu apreensão no valor de R$ 38 milhões —montante movimentado desde outubro de 2023, quando a apuração teve início. Os mandados foram expedidos pela 17ª Vara Criminal. Carros de luxo, lancha e dinheiro foram apreendidos.

Dólar opera com volatilidade, após Lula dizer que Campos Neto trabalha para prejudicar o país

O dólar opera com volatilidade nesta terça-feira (18), oscilando entres altas e baixas, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmar que o Banco Central do Brasil (BC) é a “única coisa desajustada” no país e que o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, “trabalha para prejudicar o país”.

Lula disse: “só temos uma coisa desajustada neste país: é o comportamento do Banco Central. Essa é uma coisa desajustada. Presidente que tem lado político, que trabalha para prejudicar o país. Não tem explicação a taxa de juros estar como está”.

A afirmação vem na véspera da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que acontece nesta quarta-feira (19) e vai definir o rumo da Selic, taxa básica de juros. A expectativa do mercado é que o colegiado mantenha os juros inalterados em 10,50% ao ano.

Dólar

Às 09h35, o dólar caía 0,08%, cotado a R$ 5,4169. No entanto, na máxima do dia, já bateu R$ 5,444.

No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 0,73%, cotada a R$ 5,4214. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,4304.

Com o resultado, acumulou altas de:

  • 0,73% na semana;
  • 3,28% no mês;
  • 11,72% no ano.

 

Governo autoriza envio da Força Penal Nacional para Pernambuco

A Força Penal Nacional foi criada em 2023 e é formada por profissionais na atuação penal, proporcionando uma visão integrada do sistema e oferecendo suporte em diversas áreas, incluindo direção de unidades penais, reabilitação, aquisições e logística, segurança e disciplina.

“Seu principal propósito é executar atividades e serviços cruciais para a preservação da ordem pública e a segurança das pessoas e do patrimônio no sistema penitenciário brasileiro”, anunciou o governo durante a cerimônia de criação do órgão.

Após repercussão negativa, bancada evangélica admite adiar votação do PL do Aborto na Câmara

Alvo de protestos nas ruas e de forte reação contrária nas redes sociais, o projeto que equipara o aborto após a 22ª semana ao crime de homicídio deve ter sua votação postergada na Câmara. O autor do texto, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), da bancada evangélica, admite que a análise no plenário pode ser deixada para o fim do ano, após as eleições municipais. O governo, que não se opôs à aprovação da urgência para a tramitação da proposta, na semana passada, agora afirma que vai atuar para barrar o avanço da iniciativa no Congresso.

A senha de que a proposta seria colocada na geladeira já havia sido dada pelo próprio presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Após promover uma votação relâmpago — de apenas 25 segundos — para a urgência do projeto, ele disse que não havia previsão de quando será definido um relator nem quando o mérito do texto será colocado em pauta. O deputado do PP foi um dos principais alvos dos protestos, desde a semana passada, por ser quem controla a pauta da Casa.

O fim de semana foi marcado por novas manifestações contra o projeto pelas ruas do país em ao menos oito capitais. Ontem, protestos ocorreram em Vitória e Palmas. No sábado, outras seis cidades foram palcos de atos, a exemplo de São Paulo e Belo Horizonte.

Após a repercussão negativa, Sóstenes adotou discurso semelhante ao de Lira. Segundo o deputado do PL, apesar da aprovação da urgência, que prevê votação a partir da sessão seguinte da Câmara, não há pressa para que a iniciativa seja pautada. Sóstenes afirma que o projeto é uma promessa feita por Lira a evangélicos quando ele se candidatou à reeleição no comando da Casa, em 2023, e que ele tem até o fim do ano, quando acaba seu mandato, para cumprir.

— Não estou com pressa nenhuma. Votei a urgência e agora temos o ano todo para votar isso. O Lira tem compromisso conosco e ele pode cumprir até o último dia do mandato dele — disse o parlamentar, que já presidiu a Frente Parlamentar Evangélica, a bancada da Bíblia. — Se não cumpre fica difícil de pedir apoio (para o candidato à sucessão).

O apoio de Lira a iniciativas caras na Câmara tem sido lido por parlamentares como uma tentativa do presidente da Casa de fidelizar o apoio do PL e fortalecer a candidatura de um aliado para sucedê-lo no cargo. O partido de oposição possui 95 deputados, a maior bancada, e terá um papel decisivo na disputa interna, marcada para fevereiro de 2025. Procurado, Lira não se manifestou.

O autor do projeto ainda minimiza os protestos contra sua proposta e critica o fato de o governo ter entrado em campo para tentar barrar a iniciativa após ter “lavado as mãos”. Segundo ele, sua estratégia para fazer o texto avançar será a de “jogar parado”.

— O governo está dando corda para as feministas nesse assunto, elas estão desesperadas. Eu estou muito calmo, deixa elas sapatearem. Eu já ganhei, votamos a urgência, sem nominal, ninguém chiou, tudo caladinho, tudo dominado, dominamos 513 parlamentares. Eu sei jogar parado, eu jogo parado — disse Sóstenes.

O deputado do PL se refere à falta de resistência para dar rito acelerado ao projeto. A urgência foi aprovada de forma simbólica — quando não há o registro de como cada deputado votou —, mas sem oposição do PT e de partidos da base aliada. Antes da votação, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), chegou a afirmar que a questão “não é matéria de interesse do governo”, como revelou a coluna de Malu Gaspar.

Governo entra em campo

A escalada dos protestos contra o projeto, contudo, fez o governo reagir. Dois dias depois da aprovação da urgência na Câmara, a primeira-dama Rosângela Silva, a Janja, foi a primeira a criticar o projeto nas redes sociais, sendo seguida por todas as ministras mulheres do governo. Em viagem à Europa, Lula inicialmente evitou se posicionar, mas mudou de ideia no sábado e chamou a proposta de “insanidade”. O petista afirmou ser contra o aborto, mas disse que é preciso tratar o assunto como uma questão de saúde pública.

O líder do governo na Casa também mudou de discurso e agora diz que vai procurar integrantes da bancada evangélica para demovê-los da ideia de aprovar a proposta. Ele usará como um dos argumentos a intensa mobilização da sociedade e protestos em todo país contrários ao texto.

— Vamos dialogar com eles, mostrar tudo que ocorreu no país e que é aconselhável toda bancada evangélica recuar, porque isso cria uma crise sem precedentes em uma questão que é de saúde pública. Vou conversar com eles para recuar, o momento exige isso. Eles não imaginavam o tamanho disso. Sou contra o projeto e vamos sugerir que essa matéria não seja discutida, que voltem atrás — afirmou Guimarães.

A presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), afirma que apesar de a base governista não ser suficiente para barrar a proposta, também fará uma ofensiva na Câmara para impedir que o projeto seja levado à votação.

— Como não temos maioria, foi pautada (a urgência). Vamos fazer todos os esforços para não pautar (o mérito). Conversar com os partidos e com parlamentares possíveis de conversar — disse ela.

Integrantes da articulação política do governo dizem que o acordo fechado pelo presidente da Câmara e os líderes da Casa foi para aprovar a urgência, mas que não há entendimento para aprovar o texto em si.

Além de endurecer a punição a mulheres que realizam aborto, o projeto fixa em 22 semanas de gestação o prazo máximo para que a prática seja feita de forma legal. Atualmente, não há a previsão de tempo no Código Penal. No Brasil, o aborto é permitido em casos de estupro, de risco de vida à mulher e de anencefalia fetal (quando não há formação do cérebro do feto).