Onda de frio: cidade em SC tem sensação térmica de -37,3°C nesta segunda (12)

A cidade de São Joaquim, no sul de Santa Catarina, teve sensação térmica de -37,3°C na madrugada desta segunda-feira (12). O registro foi feito por volta das 4h por uma estação meteorológica do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O município registrou temperatura de -1,8°C, segundo a Defesa Civil de Santa Catarina.

Inpe: alertas de desmatamento caem 45% na Amazônia e batem recorde no Cerrado

O acumulado de alertas de desmatamento na Amazônia Legal foi de 4.314,76 km² entre agosto de 2023 e julho de 2024 (o equivalente ao tamanho de Cuiabá), de acordo com números oficiais do governo federal divulgados nesta quarta-feira (7) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Quando comparado ao último levantamento do Inpe, houve uma queda de 45,7% do total da área desmatada entre as duas temporadas – a maior queda proporcional já registrada para o período. Na edição anterior, esse número foi de 7.952 km², entre agosto de 2022 e julho de 2023.

Com essa redução, a taxa divulgada este ano é a menor de toda a série histórica do bioma, que começou em 2015.

Em julho, porém, foram registrados 666 km² de alertas de desmatamento na Amazônia, um aumento de 33% em comparação com o mesmo mês de 2023 (500 km²), após uma redução de 55% em relação a julho de 2022 (1.487 km²), último ano do governo Jair Bolsonaro (PL).

Recorde no Cerrado

No Cerrado, que vem registrando altas taxas de desmatamento desde o ano passado, os novos números do Inpe pintam um panorama completamente diferente.

O bioma registrou um recorde de desmate nessa última temporada: 7.015 km² de alertas de desmatamento, um aumento de 9%.

Inmet emite alerta de vendaval em Pernambuco; classificação é de ”Perigo Potencial”

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta de vendaval com grau de severidade classificado como “Perigo Potencial” para alguns estados da região Nordeste, incluindo Pernambuco.
O aviso é válido das 8h desta quarta-feira (31) e se estende até às 18h do dia 2 de agosto.
Durante esse período, são esperados ventos com velocidade variando entre 40 km/h e 60 km/h, representando um baixo risco de queda de galhos de árvores.
A população deve ficar atenta e tomar alguns cuidados em casos de rajadas de ventos que podem resultar em queda de galhos e descargas elétricas.
É importante evitar ficar embaixo de árvores, postes com fiação frouxa e estacionar perto de torres de transmissão e placas de propaganda. Também não é recomendável banho de mar caso haja uma forte ventania. É possível obter mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).
Entre as áreas em alerta estão o Sul Cearense, Centro Sul Baiano, Vale São-Franciscano da Bahia, Metropolitana de Recife, Norte Cearense, Central Potiguar, Sudeste Piauiense, Sertões Cearenses, Oeste Potiguar, Sertão Pernambucano, São Francisco Pernambucano, Agreste Pernambucano, Sertão Paraibano, Mata Pernambucana, Agreste Paraibano, Noroeste Cearense, Borborema, Mata Paraibana, Centro-Norte Piauiense, Jaguaribe, Sudoeste Piauiense, Centro Norte Baiano, Extremo Oeste Baiano, Centro-Sul Cearense, Metropolitana de Fortaleza, Leste Potiguar, Agreste Potiguar, Norte Piauiense, Nordeste Baiano.

Produção de gesso em PE pode estar com os dias contados, crise foi exposta no Fantástico

De acordo com matéria veiculada no portal Brasil de Fato Pernambuco, a produção de gesso no Brasil está provocando uma grave crise ambiental na Caatinga, no Sertão pernambucano. As empresas do setor, há décadas, utilizam lenha extraída da vegetação local para alimentar os fornos, sem a devida reposição. Esse desmatamento contínuo está levando à escassez de lenha, afetando a lucratividade das indústrias.

O Sertão do Araripe, responsável por 97% da produção nacional de gipsita e com a quarta maior reserva mundial, enfrenta um colapso iminente devido à devastação ambiental. Um documento do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Instituto Tecnológico de Pernambuco (ITEP) e do sindicato patronal da Indústria do Gesso (Sindugesso) de 2014 já alertava sobre a dependência da lenha, que representa 73% da matriz energética dessas indústrias.

A reportagem exibida no Fantástico mostrou que milhares de toras de madeira são queimadas diariamente para manter os fornos funcionando, agravando o desmatamento e elevando os custos de produção. O preço da lenha subiu para R$ 230 por tonelada, enquanto a tonelada do gesso é comercializada a R$ 250, pressionando as finanças das empresas.

Jefferson Araújo Duarte, presidente do sindicato patronal, reconheceu que o setor gesseiro enfrenta uma crise severa. A região, que abrange 15 municípios pernambucanos, depende fortemente da indústria do gesso, empregando direta e indiretamente mais de 80 mil pessoas.

Do ponto de vista ambiental, a falta de fiscalização contribui para o desmatamento ilegal. Em 2023, a apreensão de lenha de origem não comprovada aumentou em 500%, conforme relatado pelo engenheiro florestal Ivan Ighour. Ele destacou que, anualmente, são retirados o equivalente a 11 mil campos de futebol de vegetação, tanto legal quanto ilegalmente.

A Caatinga, um bioma exclusivo do Brasil, é crucial para a remoção de CO2 da atmosfera. Contudo, apenas 57% de sua vegetação nativa permanece, exacerbando a desertificação no semiárido brasileiro. A degradação ambiental ameaça não só a biodiversidade, mas também a viabilidade econômica do polo gesseiro.

Há alternativas?

Alternativas energéticas como o gás natural e a energia solar são citadas como soluções potenciais. A implementação de painéis solares, apesar do investimento inicial elevado, poderia garantir economia e sustentabilidade a longo prazo, ajudando a preservar a Caatinga e mantendo o microclima da região.

Fóssil de dinossauro é encontrado parcialmente exposto após ação das chuvas em enchente no RS

 

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSMencontraram um fóssil de dinossauro parcialmente exposto em um sítio fossílifero no interior de São João do Polêsine, na Região Central do Rio Grande do Sul. O achado está associado às chuvas de maio, que provocaram as enchentes.

O Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (Cappa) da universidade coordena os estudos. Os pesquisadores afirmam que o espécime tem cerca de 233 milhões de anos, sendo um dos dinossauros mais antigos do mundo.

“Vão ser justamente esses fósseis que ajudarão a gente a entender a origem dos dinossauros. E esse aí é um deles, ele vai ajudar, certamente, a gente a entender um pouco mais sobre esse momento, porque ele está entre os dinossauros mais antigos do mundo”, afirma o paleontólogo Rodrigo Temp Müller, que liderou as buscas.

As escavações duraram quatro dias e ocorreram no final de maio. Após extraírem a rocha com o fóssil, os pesquisadores tiveram a dimensão de que se tratava de um dinossauro quase completo, com cerca de 2,5 metros de comprimento.

A região onde foi encontrado o fóssil está associada ao período Triássico, que é o primeiro da Era Mesozoica. No início desse período, o ecossistema se recuperava de uma extinção massiva e remonta à origem dos primeiros dinossauros.

“As características de alguns ossos fossilizados revelam que o material pertence a um dinossauro carnívoro do grupo chamado de Herrerasauridae (conhecidos no Brasil e Argentina). Pelo que se pode observar, o espécime representa o segundo herrerassaurídeo mais completo do mundo já descoberto”, explica Rodrigo.

Após terminarem o trabalho no laboratório, os pesquisadores vão investigar se a espécime encontrada já é conhecida ou se um novo dinossauro foi descoberto. Essa etapa deve ser finalizada ainda este ano.

Além do esqueleto fossilizado quase completo, os paleontólogos também encontraram fósseis de animais anteriores aos mamíferos, mais fragmentados, em outros municípios da região, como Faxinal do Soturno, Agudo, Dona Francisca e Paraíso do Sul.

Impacto das chuvas na paleontologia

Apesar das chuvas revelarem novos fósseis, elas também potencializam a destruição dos achados por conta da ação da chuva, do vento e do sol. Com isso, os materiais menores são os mais afetados, podendo ser revelados e destruídos em um mesmo período de chuvas.

A equipe revela que tem monitorado os sítios paleontológicos, após as enchentes de maio, em busca de fragmentos expostos. Veja abaixo as etapas desse processo:

  • Fóssil é encontrado;
  • Paleontólogos iniciam o trabalho de coleta (escavação que busca extrair um pedaço de rocha com todo o fóssil);
  • Material fóssil é transportado para laboratório;
  • Fóssil passa pelo trabalho de extração da rocha (com marteletes, bisturis e aplicação de resinas para garantir a resistência da peça).

 

Fóssil passa por trabalho de paleontólogos após enchente no RS — Foto: Divulgação/Cappa - Rodrigo Temp Müller

Fóssil passa por trabalho de paleontólogos após enchente no RS

 

RS tem 1,2 mil pedidos de Auxílio Reconstrução em nome de pessoas que constam como mortas na base de dados do governo federal

Dos 629,6 mil pedidos para receber o Auxílio Reconstrução, destinado a famílias atingidas pela enchente no Rio Grande do Sul, 1.262 foram feitos no nome de pessoas que constam como mortas nas bases de dados do governo federal.

Só tem direito a receber o auxílio de R$ 5,1 mil via PIX quem foi diretamente afetado pelas cheias. As prefeituras identificam os moradores e enviam os dados para a União, que faz o repasse. No entanto, nem todos os cidadãos que constam com indício de óbito estão, de fato, mortos.

Segundo o ministro da Secretaria de Apoio à Reconstrução do RS, Paulo Pimenta (PT), o governo tem dois mecanismos para tentar coibir as fraudes – em uma “malha fina”. O primeiro é a proposta de publicação do nome, endereço e CPF de todas as pessoas que receberam o auxílio. O segundo é o cruzamento de dados do Censo, das contas de água e luz, além dos registros no SUS, CadÚnico e Receita Federal.

“É lamentável que, numa situação como essa, a gente tenha que enfrentar essa tentativa de fraude, que é tirar o dinheiro das pessoas que mais precisam na hora que elas mais precisam”, diz Pimenta.

Porto Alegre é a cidade com o maior número de mortos entre os pedidos do auxílio. Das 124,7 mil famílias cadastradas na capital, 862 delas teriam o responsável já falecido. Na sequência, aparecem Novo Hamburgo, Canoas e São Leopoldo, na Região Metropolitana.

Anchieta Patriota anuncia obra hídrica que vai beneficiar mais de 100 famílias, na região de Ibitiranga

A Prefeitura de Carnaíba/PE, no Sertão do Pajeú, continua investindo em obras hídricas para levar água para quem mora na zona rural. Na tarde da quarta-feira (10/07), o prefeito do município, Anchieta Patriota (PSB), visitou a comunidade do Bem-Te-Vi, na região do distrito de Ibitiranga, onde se reuniu com moradores locais e anunciou a implantação de uma rede de distribuição de água na área.

A ação vai beneficiar diretamente 110 famílias e reforça o compromisso do Governo Municipal de garantir o acesso à água ao homem e a mulher do campo.

“Esse investimento é resultado do nosso esforço para ampliar a oferta do abastecimento das famílias. Água é vida, e atender os munícipes com esse bem precioso é uma das principais prioridades do nossa gestão”, frisou Anchieta Patriota.

Além de fazer o anúncio da rede de distribuição, o prefeito acolheu outras demandas apresentadas pelos moradores.

INPE explica motivo que causou chuva devastadora no Rio Grande do Sul

Um relatório técnico do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) publicado nesta quarta-feira (3) explica o que causou a chuva devastadora no Rio Grande do Sul, entre o fim de abril e maio.  

O documento esclarece que a combinação de sistemas meteorológicos em diferentes escalas por sucessivos dias, entre outros fatores, provocou o evento extremo, que teve os maiores volumes de chuva entre os dias 30 de abril e 2 de maio. 

De acordo com o INPE, a acentuada elevação do nível dos rios, especialmente da Bacia Hidrográfica do Guaíba, foi causada pela instabilidade atmosférica com chuvas constantes e intensas. 

Segundo os meteorologistas, a atuação do El Niño também contribuiu para a intensificação do chamado “fluxo baroclínico” e favoreceu os episódios de precipitações acima da média na região Sul. 

Além disso, a umidade do ar ficou elevada neste período, uma vez que o Oceano Atlântico estava mais aquecido em relação a sua média climatológica.

O instituto de pesquisa afirmou que o volume excepcional de chuva em um curto período de tempo resultou na elevação abrupta dos rios. 

O nível mais alto registrado no Guaíba em toda a história foi alcançado nos dias 5 e 6 de maio deste ano, quando o rio atingiu 5,33 metros.

Até então, o recorde era de 1941.  

Em Carnaíba, vereadores da oposição rejeitam projeto e interrompem continuidade das obras da urbanização da Avenida Sebastião Ângelo

A Prefeitura de Carnaíba, no Sertão do Pajeú, concluiu parte da obra da urbanização da Avenida Sebastião Ângelo, que fica na entrada da cidade e dá acesso ao Centro. Os serviços trouxeram mais beleza à área já contemplada e valorizaram os imóveis existentes no local.

Para ter continuidade e ser finalizada, a obra, realizada pela Prefeitura em parceria com o Governo de Pernambuco, precisava da autorização da Câmara de Vereadores para a abertura de crédito adicional do tipo especial para o pagamento [com recursos já em caixa] dos trabalhos junto à empresa responsável pela execução da urbanização da Avenida.

Neste sentido, nesta quarta-feira (26/06), parlamentares se reuniram no prédio da Câmara de Vereadores para analisar e votar o Projeto de Lei de nº 17/2024, de autoria do Poder Executivo, que trata sobre o tema.

A sessão foi extraordinária e estiveram presentes os vereadores governistas: Alex Mendes (presidente) (PSB), Cícero Batista (vice-presidente) (PSB), José Jesus (Calango), José Ivan (PSB), Antônio Venâncio (PSB), e Izaquelle Ribeiro (PT), e os do bloco de oposição: Neudo da Itã, Irmão Paulinho, Matheus Francisco, e Junino Ângelo.

Para ser aprovado e permitir a sequência da obra, o Projeto de Lei necessitava de maioria dos votos para ser aprovado, o que infelizmente não aconteceu. Com exceção do presidente Alex Mendes que não pode votar como determina o regimento da Casa, os demais vereadores da situação votaram a favor da aprovação da abertura de crédito adicional do tipo especial, enquanto os parlamentares de oposição, Neudo da Itã, Irmão Paulinho e Matheus Francisco votaram contra, e o vereador, Juniano Ângelo se absteve de votar.

Um fato que chamou à atenção foi à postura do vereador, Juniano. Ele, que mora na própria Avenida Sebastião Ângelo e inclusive na área que iria ser beneficiada com a continuidade da urbanização, votou a favor do parecer sobre o Projeto de Lei e, em seguida, absteve-se.

Os vereadores da oposição votaram contra a continuidade das obras por orientação do próprio grupo com o objetivo de impedir que a gestão de Carnaíba terminasse à obra.

Com a rejeição na Câmara, o Projeto de Lei foi arquivado, não podendo ser mais votado nesta legislatura, e os serviços não vão ser finalizados, prejudicando assim os moradores e comerciantes da área que iria receber a urbanização.

Fonte: Blog Aryel Aquino

Justiça derruba liminar e mantém leilão para compra de arroz importado

O governo federal obteve na Justiça a permissão de realizar o leilão de arroz importado nesta quinta-feira (6). A decisão é do presidente do Tribunal Regional Federal (TRF-4), Fernando Quadros da Silva, que acolheu pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).

Na noite de quarta-feira (5), a Justiça Federal gaúcha havia determinado a suspensão do leilão. A AGU correu contra o tempo e apostou em um recurso no TRF-4 para evitar que o leilão fosse cancelado.

A decisão que permite a compra de arroz importado foi publicada às 7h da manhã desta quinta-feira. O leilão, promovido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ligada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, está marcado às 9h.

Juiz concorda com argumento do governo.

Na decisão, o presidente do TRF-4 afirma que “o adequado abastecimento alimentar é condição básica para garantir a tranquilidade social, a ordem pública e o processo de desenvolvimento econômico-social”.

Para o desembargador Fernando Quadros, é difícil estimar o tamanho dos estragos no Rio Grande do Sul, devido a dificuldade de acesso às áreas atingidas por inundação.

Dessa forma, o magistrado concordou com o governo que havia risco para o escoamento do produto no país.

“A safra deste ano deveria ter sido encerrada em abril, mas as chuvas não possibilitaram sua conclusão. A região central do Estado é a mais afetada pelas enchentes e também a com maior atraso na colheita”, escreveu.

“Não há informações precisas sobre o armazenamento do arroz, dado o grau elevado de umidade. Além disso, em outras regiões, mesmo com a safra terminada, pode não ser possível escoar o arroz, em decorrência de dificuldades logísticas.”

O magistrado também critica a decisão tomada pelo juiz federal contra o leilão e vê uso da Justiça para definição de embate político. Quadros da Silva destaca que o governo (Poder Executivo) tem autonomia de decidir sobre política pública.

“Membros da Câmara dos Deputados ajuizaram ações perante o Poder Judiciário gaúcho com nítido objetivo de solver, pela via judicial,controvérsia de natureza eminentemente política. Nessas situações de judicialização da política pública, o Poder Judiciário deve atuar com ainda maior deferência às soluções empreendidas pelos demais Poderes da República, legitimamente eleitos pelo povo”, alegou.

“Na espécie, tratando-se de política pública implementada com objetivo de evitar o desabastecimento e a alta do preço interno do arroz, o Poder Judiciário deve atuar com absoluto respeito e deferência às soluções empreendidas pelo Poder Executivo, mostrando-se legítima a intervenção jurisdicional apenas em hipóteses de transgressão direta à Constituição, vedada, por conseguinte, incursão no mérito da opção executiva, pena de ofensa ao princípio da separação dos Poderes (CF, artigo 2º).”