Cid detalha em delação como repassou US$ 86 mil a Bolsonaro por venda de joias e relógio de luxo

O tenente-coronel Mauro Cid afirmou, em acordo de delação premiada, que entregou US$ 86 mil em espécie – de forma parcelada – para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após a venda de relógios de luxo e dos kits de joias recebidos pelo ex-mandatário como presentes dados a ele enquanto representante do Estado brasileiro.

A negociação é alvo de um inquérito no qual a Polícia Federal indiciou Bolsonaro pela prática de peculato, que é a apropriação indevida de bens públicos. Os vídeos da delação foram tornados públicos na quinta-feira.

De acordo com o relato de Cid à Polícia Federal, os valores foram obtidos após a venda de relógios das marcas Rolex e Patek Philippe para a loja Precision Watches, da Filadélfia (Estados Unidos) — no valor total de US$ 68 mil . Esses valores foram pagos de maneira fracionada, em remessas de US$ 30 mil US$ 10 mil e US$ 20 mil, além de parcelas finais com valores não detalhados, em um total de R$ 68 mil.

Além disso, houve um pagamento de US$ 18 mil obtidos com a venda de um kit de joias Chopard a uma loja localizada no Seybold Jewlery, em Miami. Ao todo, o valor chega a US$ 86 mil.

Alta de mais de 40%: por que o preço do ovo disparou no Brasil? Vai baixar depois da Quaresma?

O preço do ovo disparou no atacado em fevereiro em todas as regiões produtoras acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea – Esalq/USP).

Em Santa Maria de Jetibá (ES), por exemplo, um dos principais polos de produção do Brasil, o valor da caixa de 30 dúzias de ovos vermelhos chegou a R$ 276,54 na quarta-feira (19), uma alta nominal (sem desconto da inflação) de 43% em relação à cotação de um ano atrás (R$ 193,65).

Nesta quinta-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou sobre a situação do preço do ovo, ao dar entrevista sobre a inflação dos alimentos.

“Eu sei que o ovo está caro. Quando me disseram que está R$ 40 a caixa com 30 ovos, é um absurdo. Vamos ter que fazer reunião com atacadistas para discutir como é que a gente pode trazer isso para baixo”, disse o presidente.

A alta é explicada pelo aumento dos custos de produção, calor, período de Quaresma, além do aumento de preço de outras proteínas animais, dizem especialistas.

Quaresma, custos de produção e clima

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), é normal que o preço do ovo aumente antes e durante a quaresma, já que, nesse período, “há uma substituição do consumo de carnes vermelhas por proteínas brancas e por ovos”.

Tabatha Lacerda, diretora administrativa do Instituto Ovos Brasil (IOB), diz que isso, de fato, costuma acontecer, mas que a alta de preço pré-Quaresma veio um pouco antes do esperado.

“O efeito da Quaresma demora um pouco para aparecer, então foi uma surpresa”, comenta Tabatha.

O IOB é uma organização sem fins lucrativos mantida por empresas e associações do setor.

Para a diretora da instituição, um dos principais motivos que explica a alta recente é o avanço do custo de produção. “O milho, por exemplo, já aumentou 30% desde julho de 2024. E a alimentação das galinhas é feita, basicamente, com milho”, diz Tabatha.

Pena máxima de 2 anos e proteção para a família: os ‘prêmios’ pedidos por Mauro Cid na delação

Ao firmar o acordo de delação premiada com a Polícia Federal, o tenente-coronel Mauro Barbosa Cid – ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro – indicou quais benefícios pretendia obter com a colaboração.

As informações constam na íntegra do acordo, cujo sigilo foi derrubado nesta quarta-feira (19) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Em troca das informações, Mauro Cid pediu:

  • que suas condenações pelo envolvimento nos crimes apurados sejam perdoadas, ou que a pena de prisão seja de no máximo 2 anos;
  • que bens e valores apreendidos com o militar sejam restituídos;
  • que os benefícios sejam estendidos ao pai, à esposa e à filha mais velha de Mauro Cid;
  • que a Polícia Federal garanta a segurança de Mauro Cid e familiares.

Os benefícios são concedidos ao longo do tempo, e podem ser revogados se o acordo de delação for rescindido, por exemplo.

A lei brasileira diz que, se o acordo de delação foi rescindido por alguma falha do delator, os benefícios são retirados – mas as informações prestadas nos depoimentos continuam válidas para a Justiça.

Em novembro de 2024, por exemplo, Moraes chegou a pedir esclarecimentos de Mauro Cid sobre inconsistências na delação para avaliar a validade do acordo. Cid prestou informações adicionais, e a delação foi mantida.

Os ‘deveres’ de Mauro Cid

Em troca desses benefícios, Mauro Cid se comprometeu a:

  • esclarecer “todos os crimes que praticou, participou ou tenha conhecimento” no âmbito dos inquéritos;
  • falar a verdade “incondicionalmente em todas as investigações’;
  • cooperar com a Polícia Federal para “analisar documentos e provas, reconhecer pessoas, prestar depoimentos e auxiliar peritos”;
  • entregar “todos os documentos, papéis, escritos, fotografias, gravações de sinais de áudio e vídeo, banco de dados, arquivos eletrônicos, senhas de acesso etc.”
  • indicar o nome e os contatos de qualquer pessoa que tenha elementos ou provas úteis;
  • afastar-se de “toda e qualquer atividade criminosa, especificamente não vindo mais a contribuir, de qualquer forma, com as atividades da organização criminosa investigada”;
  • comunicar imediatamente à PF se for contatado por qualquer investigado

Lula diz que, muitas vezes, Petrobras ‘não tem culpa’ do aumento no combustível e diz que ‘povo precisa saber quem xingar’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta segunda-feira (17) que, muitas vezes, a Petrobras não tem “culpa nenhuma” nos aumentos dos preços dos combustíveis e que o povo precisa ser informado sobre os responsáveis pelas altas para “saber quem xingar”.

O petista deu a declaração em defesa da companhia durante uma cerimônia de anúncio de investimentos na frota naval do sistema Petrobras em Angra dos Reis (RJ).

Lula disse que o povo não sabe que o litro da gasolina sai da Petrobras a um preço de cerca de R$ 3, mas é vendido ao consumidor final na bomba por cerca de R$ 6,50.

Com o diesel e o gás de cozinha, declarou o petista, a situação é semelhante, mas a população “pensa que a Petrobras aumentou” o valor.

“Depende do ICMS que é cobrado. O povo paga o triplo do preço que sai da Petrobras. É importante informar a população disso, para o povo saber quem xingar na hora que aumenta, para o povo saber quem é o filha da mãe disso”, afirmou Lula.

Lula também criticou empresas que atuam nas demais cadeia da comercialização de gasolina, diesel e gás de cozinha e defendeu a venda direta dos produtos.

“Se a gente puder vender direto a gasolina, o gás, porque, no fundo, no fundo, ele [o consumidor] é assaltado pelo intermediário. Ele é assaltado. E a fama fica nas costas do governo”, declarou.

O presidente afirmou que o povo é “assaltado pelo intermediário” que opera entre a saída dos combustíveis da Petrobras e a venda ao consumidor final.

“Eu acho que a Petrobras tem que tomar uma atitude, sobretudo óleo diesel, você já falou comigo uma vez [Magda], a gente precisa vender para os grandes consumidores direto, se puder comprar direto, para que a gente possa baratear o preço”, declarou.

Meta faz demissão em massa e pode cortar mais de 3.000 funcionários em vários países, diz site

A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, iniciou nesta segunda-feira (10) um processo de demissão em massa que pode afetar até 3.600 funcionários em vários países, segundo o site Business Insider.

As demissões já estavam na agenda da empresa, segundo a imprensa norte-americana. Na sexta-feira (7), a agência Reuters citou um memorado interno, assinado pela chefe de pessoal da Meta, Janelle Gale, confirmando os cortes desta segunda.

Os avisos começaram a ser enviados a funcionários demitidos nos Estados Unidos e em países na Europa e Ásia, segundo o Business Insider. Não há informações sobre as demissões incluírem a operação brasileira da empresa.

Em janeiro, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg anunciou que cortaria cerca de 5% de seus funcionários com “menor desempenho”. Alguns destes funcionários, no entanto, seriam substituídos.

Como a empresa tem cerca de 72 mil pessoas trabalhando em todo o mundo, as demissões atingiriam aproximadamente 3.600 pessoas.

‘A verdade não importa para Zuckerberg’: ex-diretora da Meta denuncia abuso e discriminação contra mulheres na empresa

Kelly Stonelake, ex-diretora de Marketing de Produtos na Meta (dona do Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads) nos EUA denunciou a existência de uma cultura de silenciamento e discriminação contra mulheres na empresa em uma publicação no seu LinkedIn nesta terça-feira (4).

Segundo o site Business Insider, a ex-funcionária entrou com um processo contra a big tech, acusando a empresa de discriminação e assédio. No LinkedIn, Stonelake repercutiu a reportagem e deu mais detalhes sobre sua história.

A verdade não importa para Mark Zuckerberg, mas importa para mim“, disse, ao criticar o fato de a Meta ter encerrado recentemente seu programa interno de diversidade e inclusão.

A ex-diretora trabalhou na empresa de Zuckerberg por 15 anos e disse que perdeu o emprego após se posicionar contra racismo no Horizon, um aplicativo de realidade virtual da Meta.

“Quando levantei o problema, eu me tornei o problema — um padrão que silencia as mulheres em todos os lugares, todos os dias”, disse.

A ex-funcionária também relatou que foi agredida sexualmente por um chefe durante uma viagem de negócios, que teve promoções negadas pelo fato de ser mulher e que a orientaram a agir de forma “menos inteligente” na empresa.

“Fui agarrada pela virilha, gritaram comigo, me disseram para transar com meu chefe para ser promovida. Sobrevivi a tudo. Nada me destruiu tanto quanto um trabalho em que eu tinha que dizer ‘não’ a homens poderosos”, disse na publicação.

“Quando a liderança da Meta me rejeitou e me excluiu, não estava apenas marginalizando mulheres: estava priorizando o poder em vez das pessoas”, destacou.

Kelly Stonelake citou também um comentário recente de Zuckerberg sobre as empresas de tecnologia supostamente precisarem de “mais energia masculina”.

“Onde Mark Zuckerberg discursa sobre as empresas precisarem ser mais masculinas, onde ele desmantela ativamente suas equipes de DEI e onde ele encobre salvaguardas, meu caso demonstra algo inegável: ambientes tóxicos e discriminatórios não são apenas errados, eles são anti-inovação. Odiar mulheres prejudica a todos”, afirmou.

O comentário de Zuckerberg sobre a necessidade de ‘energia masculina’ ocorreu no mesmo período que a empresa fez uma grande mudança de rota, determinando o fim do programa de checagem de fatos no Facebook, Instagram e Threads. O próprio dono da Meta anunciou a decisão, no início de janeiro.

Além disso, a empresa alterou sua política sobre conduta de ódio e passou a permitir vários comportamentos que antes eram proibidos, como, por exemplo, associar termos relacionados a doenças mentais a pessoas LGBTQIA+.

A mudança de posicionamento da Meta tem sido alvo de críticas por especialistas que consideram que elas têm o potencial de aumentar a circulação de discurso de ódio nas plataformas e torná-las um ambiente mais hostil para grupos vulneráveis.

Governo suspende atuação da fundação IBGE+, centro da crise contra presidente do instituto

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que irá suspender as atividades da Fundação de Apoio à Inovação Científica e Tecnológica do órgão, batizada de IBGE+. A iniciativa é considerada o epicentro de uma crise de insatisfação com o presidente do instituto, Marcio Pochmann.

A nova instituição é um braço do IBGE, mas tem autorização para receber dinheiro de empresas privadas, por exemplo, para realizar pesquisas contratadas. Ela foi criada com o objetivo de suprir a falta de dinheiro público para manter a estrutura do órgão federal.

No entanto, servidores demonstram insatisfação e defendem que abrir o órgão federal para investimento privado, a partir de uma iniciativa “controversa”, pode acarretar em perda de autonomia e credibilidade a longo prazo.

Diante das críticas, o IBGE anunciou que a fundação terá as atividades temporariamente interrompidas.

“Frente a esse desafio, estão sendo mapeados modelos alternativos que podem ensejar alterações legislativas, o que requererá um diálogo franco e aberto com o Congresso Nacional. Desta forma, o MPO [Ministério do Planejamento e Orçamento] e o IBGE esclarecem que qualquer decisão que oportunamente for tomada seguirá o debate no IBGE e com o Executivo e o Legislativo”, diz o documento.

O espalhamento da insatisfação com o atual presidente do instituto, Marcio Pochamnn, alcança desde servidores e técnicos a diretores do instituto. Dos 651 servidores que querem sua saída 289 têm cargos de chefia.

A insatisfação já ultrapassou a agitação sindical há muito tempo, e passou a ser uma crise de patamar sério. Um instituto com a credibilidade do IBGE tem uma carta aberta com mais de 600 pessoas expondo seus nomes para acusar Pochmann de autoritarismo.

Veja as principais ações assinadas por Trump no primeiro dia de mandato

O presidente Donald Trump assinou uma série de ações executivas na frente de milhares de apoiadores na Capital One Arena em Washington DC na segunda-feira (20).

Veja o que o republicano assinou na arena:

Congelamento regulatório: O congelamento impedirá que burocratas emitam mais regulamentações até que os oficiais de Trump assumam o controle total do governo

Congelamento de contratações: Haverá um congelamento nas contratações federais, exceto as militares e uma série de outras categorias, até que os oficiais de Trump estejam no controle total

Retorno ao trabalho em tempo integral: Os trabalhadores federais serão obrigados a retornar ao trabalho presencial em tempo integral imediatamente

Custo de vida: Uma diretiva para cada agência e departamento federal para lidar com a crise do custo de vida.

Retirada do Acordo Climático de Paris: Isso formalizará a retirada dos EUA do Acordo Climático de Paris novamente. Trump fez isso em seu primeiro mandato, mas Biden havia aderido ao acordo novamente. O novo presidente também assinou uma carta às Nações Unidas, explicando a retirada

Liberdade de expressão: O governo federal foi orientado a restaurar a liberdade de expressão e impedir a censura governamental à liberdade de expressão. A Primeira Emenda já garante a liberdade de expressão nos EUA

Fim da armamentização do governo: A diretriz de Trump ao governo federal visa acabar com a armamentização do governo contra os adversários políticos da administração anterior

Após a assinatura em frente aos apoiadores na Capital One Arena, mais ações foram assinadas no Salão Oval, na Casa Branca.

Confira algumas delas:

Perdões para réus de 6 de janeiro: Trump perdoou manifestantes do Capitólio dos EUA, dizendo que o perdão seria para mais de 1.500 pessoas, o que parece cobrir quase todos os acusados ​​desde o ataque ao Capitólio

Imigração: O novo presidente assinou uma lista de ações executivas de imigração que levarão a uma repressão, incluindo tentar acabar com a questão constitucional da cidadania por direito de nascença, designando cartéis de drogas como organizações terroristas estrangeiras e declarando uma emergência nacional na fronteira sul dos EUA

TikTok: Ele assinou uma ação executiva que adia a proibição do TikTok por 75 dias

Retirada da OMS: Trump anunciou na segunda-feira (20) que está retirando os EUA da Organização Mundial da Saúde, um movimento significativo cortando laços com a agência de saúde pública das Nações Unidas em seu primeiro dia no cargo

Dr Anchieta defende uma terceira via para presidência da AMUPE

A disputa pela presidência da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) está ganhando novas proporções com a apresentação de uma terceira via, proposta por Anchieta Patriota, ex-prefeito de Carnaíba e importante liderança do PSB. Patriota critica o fato de que as decisões sobre a eleição estão sendo tomadas apenas pela cúpula, sem a devida consulta aos prefeitos.

Além dos dois candidatos já confirmados, Marcelo Gouveia (Podemos) e Pedro Ermírio Freitas (PP), Patriota sugere a inclusão de outros nomes de peso, como Ana Célia Farias, ex-prefeita de Surubim, Sandrinho Palmeira, prefeito de Afogados da Ingazeira, e Sivaldo Albino, prefeito de Garanhuns, todos do PSB, além de Márcia Conrado (PT), prefeita de Serra Talhada e ex-presidente da Amupe.

Anchieta Patriota defende uma candidatura independente dos blocos tradicionais e critica a falta de posicionamento da Amupe sobre questões relevantes, como a destinação das emendas impositivas, que ainda não foram integralmente repassadas aos municípios pelo Governo do Estado. O processo eleitoral parece estar em um momento de reflexão, com os principais candidatos ainda sem definições claras sobre a disputa.

Lula sanciona lei de regulamentação da reforma tributária nesta quinta

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou recentemente que a proposta de regulamentação da reforma tributária, aprovada pelo Congresso Nacional, sofrerá alguns vetos.

Segundo Haddad, esses vetos não têm a intenção de modificar o entendimento dos parlamentares, mas sim de ajustar o texto para evitar um número excessivo de isenções que poderiam resultar em um aumento da alíquota final para o consumidor.

O ministro garantiu que o mérito da proposta será preservado pelo Palácio do Planalto. Antes da cerimônia de sanção que acontece nesta quinta (16), Haddad se reunirá com o presidente Lula para discutir os ajustes necessários.

A agenda do presidente Lula no Palácio do Planalto está repleta de compromissos importantes, incluindo encontro com o ministro da Secretaria de Comunicação Social, com o objetivo de aprimorar a comunicação do governo às 9h00.

Às 9h30, está prevista uma reunião com a Casa Civil e o ministro Haddad. Em seguida, às 11h, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, discutirá as metas para 2025, com foco especial na crescente preocupação com a dengue.

Após o almoço, às 14h40, haverá uma reunião com o secretário de assuntos jurídicos da Casa Civil, que antecederá a sanção do projeto de reforma tributária. Logo em seguida, às 15h00 acontece, de fato, a sanção do Projeto de Lei Complementar nº 68/2024.