O esquema de fraudes no INSS que resultou no afastamento do presidente do órgão.

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) realizaram uma operação, nesta quarta-feira (23), contra um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

De acordo com as investigações, os suspeitos cobravam mensalidades irregulares, descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem a autorização deles.

Os desvios ocorreram entre 2019 e 2024 e podem chegar a R$ 6,3 bilhões, segundo as estimativas.

Seis servidores públicos foram afastados de suas funções, entre eles o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.

O presidente Lula (PT) já mandou demitir Stefanutto do cargo. O temor é de que o escândalo se alastre e possa afetar a imagem do governo.

Como funcionava o esquema?

Segundo a investigação, o esquema consistia em descontar de aposentados e pensionistas do INSS valores mensais, como se eles tivessem se tornado membros de associações de aposentados, quando, na verdade, não haviam se associado nem autorizado os descontos.

Segundo o ministro da CGU, Vinícius de Carvalho, as associações envolvidas no esquema diziam prestar serviços como assistência jurídica para aposentados e ofereciam descontos em mensalidades de academias e planos de saúde, por exemplo, mas não tinham estrutura.

Os descontos indevidos nas pensões e aposentadorias pagas pelo INSS podem chegar a R$ 6,3 bilhões, de acordo com os investigadores.

Ao todo, 11 entidades foram alvos de medidas judiciais. Os contratos de aposentados e pensionistas com essas entidades foram suspensos, segundo o ministro da CGU.

O que os beneficiários prejudicados podem fazer?

A PF orienta que os aposentados e pensionistas do INSS que tiverem desconto indevido de mensalidade associativa no extrato de pagamentos (contracheque) peçam a exclusão do débito de forma automática pelo aplicativo ou site meu INSS.

Na tela inicial do Meu INSS, é disponibilizada a consulta de “mensalidade associativa”.

Em seguida, uma funcionalidade no aplicativo/site permite que aposentados e pensionistas além de consultarem o desconto no pagamento, peçam a exclusão e/ou bloqueio através do serviço “exclusão de mensalidade de associação ou sindicato” e/ou “bloqueio de mensalidade de associativa”.

O serviço também pode ser solicitado pela Central 135, assim como diretamente às entidades associativas.

Quem é Giovanni Angelo Becciu, cardeal demitido pelo papa Francisco

O cardeal Giovanni Angelo Becciu insiste em participar do conclave — a eleição secreta que elegerá o próximo papa –, por mais que tenha perdido os direitos e privilégios do cargo.

Ele foi uma das pessoas mais poderosas do Vaticano, tendo ocupado o cargo de “sostituto” (“substituto”) na Secretaria de Estado da Santa Sé, o equivalente a um chefe de gabinete papal.

Nessa função, ele podia ver o papa sem necessidade de agendamento prévio e detinha enorme autoridade em todo o governo central da Igreja. Ele era até mesmo cotado para pontífice no futuro.

Becciu foi condenado a cinco anos e meio de prisão por peculato e fraude em 2023 em um caso envolvendo a compra de um edifício de luxo em Londres que deixou um rombo de 139 milhões de euros nas finanças do Vaticano. Ele se tornou o primeiro cardeal a ser sentenciado por um tribunal criminal da Santa Sé.

O cardeal sempre alegou inocência e entrou com um recurso que ainda está em análise. Ele está autorizado a continuar morando em um apartamento no Vaticano enquanto o processo estiver em andamento.

Antes do início do julgamento, o papa Francisco demitiu Giovanni Becciu do cargo de líder do departamento do Vaticano para a canonização de santos. O pontífice também ordenou que renunciasse aos “direitos e privilégios” de cardeal.

Um artigo de 24 de setembro de 2020 do Vatican News, a agência de notícias oficial do Vaticano, afirma que o papa “aceitou a renúncia ao cargo de Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos e aos direitos relacionados ao Cardinalato apresentada por Sua Eminência o Cardeal Giovanni Angelo Becciu”.

Embora ele tenha perdido os direitos e privilégios como cardeal, nunca foi tecnicamente removido do Colégio Cardinalício. Assim, tem permissão para participar das discussões pré-conclave.

Giovanni Becciu nega as acusações e não aceita estar ausente da lista oficiais de cardeias divulgada pelo Vaticano.

Onça ataca policiais durante busca por homem morto por felino no Pantanal

Após o ataque fatal da onça-pintada em Aquidauana (MS), no Pantanal, equipes da Polícia Militar Ambiental (PMA) também foram surpreendidas por uma onça. Durante a varredura na região, um felino de grande porte também atacou os agentes que faziam as buscas pelo corpo de Jorge Avalo. Que desapareceu no começo da semana.

Não é possível precisar se o animal que atacou a equipe é o mesmo que matou Jorge Avalo, mas existe essa suspeita.

“Achamos o corpo (de Jorge Avalo) e quando voltamos para buscar, a onça estava em cima”, relatou um dos policiais, em vídeo. Segundo fontes, o felino teria atacado um dos agentes.

O caseiro Jorge Avalo, de 60 anos, foi morto pelo animal na segunda-feira (21), e teve os restos mortais encontrados no dia seguinte. Na manhã de terça (22/4), os policiais encontraram partes do corpo da vítima em um capão de mato, a cerca de 280 metros da propriedade onde ele trabalhava.

Outros fragmentos do corpo de Avalo foram localizados mais tarde, em uma toca da onça, a cerca de 300 metros do local do primeiro ataque. A perícia confirmou que a causa da morte foi o ataque do animal. De acordo com a PMA, o primeiro ataque ocorreu nas proximidades de um rancho às margens do Rio Miranda. Avalo havia desaparecido no início da tarde, e as buscas começaram ainda na segunda.

A Polícia Militar Ambiental reforçou o alerta para moradores e frequentadores de áreas próximas a reservas naturais e matas fechadas. A onça-pintada, espécie emblemática da fauna brasileira, é protegida por lei e seu abate é proibido, exceto em situações de extremo risco e em legítima defesa.

Mãe diz que corpo de Ana Beatriz ficou quatro dias escondido no armário de casa no interior de AL

Durante o depoimento à Polícia Civil, a mãe de Ana Beatriz, morta com 15 dias de vida em Novo Lino, interior de Alagoas, disse que o corpo da filha passou quatro dias escondido dentro de um armário no quintal da casa onde moravaEduarda de Oliveira, de 22 anos, confessou o crime. A Polícia Civil aguarda os laudos da perícia para confirmar essa versão.

O depoimento foi gravado na noite da última terça-feira (15), quando a mãe confessou que matou a filha asfixiada com uma almofada que estava na sala.

De acordo com Eduarda, o corpo foi colocado por ela dentro do armário na madrugada de 11 de abril. Ela afirma ainda que a bebê permaneceu no local, enrolado em dois sacos plásticos, até a tarde de 15 de abril, quando ela revelou o local à Polícia Civil e para familiares do marido.

“Ela ficou no armário. Eu não mexi mais. Ela ficou até a polícia chegar”, disse.

Ela confessou também que, no momento em que foi encontrado, o corpo estava com um mal cheiro. Com exceção de segunda-feira, quando foi levada para fazer exames no Hospital da Mulher após ter afirmado ser vítima de estupro, Eduarda disse que dormiu todas as noites na casa onde a criança estava escondida.

A mãe de Ana Beatriz está presa preventivamente por ocultação de cadáver. A polícia ainda aguarda o resultado da necropsia no corpo da bebê. Se confirmada a morte por asfixia, ela pode ser autuada também pelo crime de infanticídio.

Eduarda disse ainda que não teve a ajuda de ninguém e que o marido, que estava a trabalho em São Paulo, só soube o que aconteceu quando ela confessou tudo para o advogado. A polícia investiga a participação de mais pessoas na ocultação do corpo.

“Ele estava em São Paulo, ele não sabia de nada. Eu contei quando o advogado ficou dizendo pra que eu falasse a verdade”, disse a mãe da bebê.

Durante audiência de custódia nesta quarta-feira (16), a Justiça determinou que Eduarda continuasse presa preventivamente. Ela vai precisar passar por um tratamento psiquiátrico enquanto estiver presa.

Mãe deu cinco versões para desaparecimento da bebê

 

Ana Beatriz estava desaparecida desde sexta-feira (11). A primeira versão que a mãe deu aos policiais é de que a menina tinha sido sequestrada em um trecho da BR-101, no Povoado de Euzébio, no município de Novo Lino, divisa com Pernambuco.

O pai da recém-nascida é motorista e estava em São Paulo a trabalho havia um mês, por isso não conhecia a filha. Após ser informado do desaparecimento, ele voltou para casa para acompanhar as buscas pela recém-nascida.

A polícia passou a desconfiar das versões da mãe após os relatos de três testemunhas que contrariavam a teoria do sequestro. Além disso, imagens de câmeras de segurança também contradiziam a mãe.

Em depoimento, os vizinhos da mãe da criança informaram que ouviram a bebê chorar pela última vez na quinta-feira passada, um dia antes do relato do suposto sequestro.

Na segunda-feira (14), a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros fizeram buscas no perímetro próximo à casa da família, com indicação de buscas até em latas de lixo, mas a criança não foi encontrada.

Mulheres relatam histórias de violência em partos realizados por médica influencer: ‘Custou a vida do meu filho’

Uma médica obstetra teve o registro profissional suspenso pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, por causa das denúncias feitas por várias mulheres que alegam ter sofrido violência obstétrica durante o parto conduzido por ela. Anna Beatriz Herief prometia um parto humanizado, mas, de acordo com essas mães, o que aconteceu foi o oposto disso.

Anna Beatriz Herief, conhecida como Bia Herief, é médica obstetra e influencer com quase 250 mil seguidores nas redes sociais. Ela fez fama defendendo o parto humanizado e questionando a necessidade de cesariana em muitos casos. O procedimento com a doutora Beatriz, pode custar mais de 20 mil reais, incluindo toda a equipe contratada por ela.

Muitas seguidoras viraram pacientes. Agora, algumas dizem que se tornaram vítimas da médica e da equipe comandada por ela. O Fantástico conversou com exclusividade com quatro mães que foram pacientes de Anna Beatriz Herief.

O que dizem as mães atendidas por Bia Herief

 

A Isadora é uma dessas mães. Ela, que também é médica, descobriu a doutora Beatriz nas redes sociais. Isadora suportou um trabalho de parto que durou cinco dias. E, quando recebeu o prontuário da maternidade, diz que se sentiu traída.

“Eu vi que ela tinha aplicado a ocitocina, que é um hormônio que aumenta, intensifica as contrações uterinas, sem o meu consentimento. Então, enquanto eu estava lá pedindo socorro, implorando para analgesia, dizendo que eu não aguentava mais, que eu queria uma cesariana, ela tava lá fazendo aquilo que estava intensificando as minhas dores”, afirma.

 

Anna Beatriz Herief recebeu a reportagem do Fantástico na sede do projeto que comanda, a Casa Pitanga, e negou essa e outras acusações. “Tudo que a gente vai fazer na paciente, encostar na paciente, inclusive no pré-natal, a gente pede consentimento para ela”, afirmou.

Roberta é nutricionista e também seguia a doutora Beatriz nas redes sociais. Depois de horas de trabalho de parto, o filho da Roberta acabou nascendo de cesariana. Mesmo assim, as dores que ela sentia continuaram e ainda pioraram: “Parece que a minha costela está quebrada, eu tinha dificuldade para respirar”. Poucos dias depois, de volta ao hospital, uma tomografia revelou o que aconteceu durante a cirurgia. “Costuraram a minha artéria no meu ureter, né? Ureter é onde liga o rim à bexiga. Então, ali foi costurado. Eu sinto dores e são coisas que vou carregar pra sempre”, afirma.

A defesa de Roberta contratou um perito médico, o obstetra Ivo Costa Júnior. Ele diz no parecer que a cesariana dela foi marcada por demora, duração atípica, significativa perda sanguínea, erro cirúrgico com lesão do ureter, falta de comunicação e indícios de negligência, imprudência e imperícia por parte da equipe médica.

A paciente Larissa teve uma gravidez de alto risco. Foi diagnosticada com pré-eclâmpsia, um tipo de hipertensão gestacional. O caso se tornou ainda mais grave porque o bebê também foi afetado. O trabalho de parto durou doze horas — sem grande progresso nas últimas seis. A doutora Beatriz decidiu usar um aparelho para puxar o bebê, o vácuo-extrator.

O manual do aparelho e a literatura médica recomendam no máximo três tentativas de uso do vácuo-extrator. O prontuário do parto de Larissa mostra que as médicas tentaram sete vezes. “Eu não tentei sete vezes. Eu tentei três a quatro vezes, como dizem as diretrizes”, diz a médica. Só quando os batimentos cardíacos do bebê diminuíram, ela decidiu fazer a cesariana.

“Ele nasceu morto, eu percebi que alguma coisa tinha dado terrivelmente errado, porque eu vi as médicas gritando pedindo adrenalina, iniciar uma manobra para ressuscitar ele”, conta Larissa. Louie foi reanimado, mas depois de um nascimento tão traumático, o futuro do menino, que está com um ano, ainda é incerto.

Bianca é a quarta vítima. Tinha hipertensão e confiou na orientação da doutora Beatriz. Aconteceu o pior.

“Com 35 semanas, ela me mandou uma mensagem pelo WhatsApp no meio da tarde dizendo: ‘eu tô afim de induzir seu parto hoje'”, recorda Bianca. Ao dar entrada no hospital, Bianca recebeu a informação de que deveria passar pela UTI. Ela afirma que, nesse momento, foi orientada pela médica a mentir, para que não fosse encaminhada para a UTI.

Bianca entrou na maternidade como uma paciente normal. Mas, durante o trabalho de parto, a equipe não conseguiu mais ouvir o coração do bebê. “Custou a vida do meu filho”.

Consequências das denúncias

No ano passado, o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro suspendeu a médica por seis meses. A interdição foi renovada na última terça-feira por mais seis meses, enquanto o processo de cassação do registro continua.

A Federação Nacional das Associações de Ginecologia e Obstetrícia enfatiza que o parto normal é o mais seguro e o mais recomendado na grande maioria dos casos.

Morre aos 88 anos Francisco, o primeiro papa latino-americano

Morreu hoje aos 88 anos Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco. A informação foi divulgada pelo Vaticano, mas a causa da morte não foi informada.

“Queridos irmãos e irmãs, com profunda tristeza devo anunciar a morte de nosso Santo Padre Francisco. Às 7h35 desta manhã, o Bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e de Sua Igreja”, diz o comunicado do Vaticano.

O pontífice se recuperava após um quadro respiratório grave, que o deixou 37 dias no hospital, entre fevereiro e março deste ano. Ontem, no Domingo de Páscoa, o papa fez uma aparição para abençoar milhares de pessoas na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Como é tradição, o funeral do papa começa na Basílica de São Pedro. O corpo de Jorge Mario Bergoglio, o primeiro pontífice latino-americano da história, ficará exposto para visitação e oração dos fiéis. O funeral termina com a missa de corpo presente, na Praça de São Pedro.

Em abril de 2024, o papa chamou atenção dos fiéis ao anunciar que já estava “tudo pronto” para a sepultura dele. O pontífice ordenou uma simplificação dos rituais fúnebres dos papas, com os corpos não sendo mais expostos fora dos caixões.

Na ocasião, ele também revelou que, após sua morte, o corpo seria exposto no caixão. Os corpos dos papas anteriores foram colocados em um catafalco, espécie de plataforma, durante seus ritos fúnebres. Ele também pediu para que fosse enterrado na Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma, fugindo da tradição de um enterro em São Pedro, onde está o corpo de 91 pontífices.

Mãe e filho são resgatados em estado de choque de situação violência e cárcere privado no Centro do Recife

A Polícia Militar de Pernambuco libertou um mulher de 30 anos e o filho, de três anos, que estavam em cárcere privado e sofriam violência doméstica, física e psicológica, do companheiro e pai da criança. A operação aconteceu no bairro do Cabanga, no Centro do Recife, na quinta-feira (17), e foi divulgada nesta sexta-feira (18).

Segundo a polícia, a movimentação para libertar a família começou na quarta (16), quando uma equipe do 16º Batalhão da Polícia Militar iniciou uma campana nas proximidades da casa, para observar a movimentação no local.

Os policiais retornaram na quinta para fazer o resgate de mãe e filho. Ao entrarem no local, os agentes encontraram os dois em estado de choque.

O homem que mantinha os parentes em prisão domiciliar não estava na residência e é considerado foragido.

Como a polícia soube do caso

 

A denúncia sobre a situação das vítimas foi feita por uma mulher que é acompanhada pela patrulha Maria da Penha na localidade e que percebeu que a outra família estava passando por uma situação de violência.

“A patrulha Maria da Penha faz o acompanhamento de uma vítima de violência doméstica perto da residência e por isso ela tem o contato direto para pedir ajuda em caso de necessidade. Foi essa pessoa que percebeu que mãe e filho estavam numa situação difícil e acionou a patrulha, contando o que estava acontecendo”, explicou a tenente Viviane Calado, do 16º Batalhão de Polícia Militar.

A tenente detalhou que, após receber a denúncia, os policiais verificaram o que estava acontecendo e depois tiveram acesso gravações em áudio que registravam choros, pedidos de socorro das vítimas, além de ameaças de homicídio e de suicídio. Foi então que retornaram ao local e realizaram o resgate.

“A própria mulher abriu a porta. Ela estava em estado de choque e o filho também. O homem não estava em casa e está sendo procurado pela polícia”, contou Viviane Calado.

Mãe e filho foram acolhidos pela equipe de resgate da patrulha Maria da Penha – que realizou a transferência da família para um abrigo temporário, onde ficarão até que seja concluída a transferência deles para outro estado, na região Sudeste – onde familiares das vítimas moram.

Saiba motivação de mulher que envenenou ovo de Páscoa e matou criança

A Polícia Civil do Maranhão (PCMA) prendeu Jordélia Matos Araújo, de 36 anos, na tarde de quinta-feira (17/4), em um ônibus interurbano, na cidade de Santa Inês (MA). Ela é a principal suspeita de envenenar um ovo de Páscoa e enviá-lo a uma família em Imperatriz. Uma criança de 7 anos morreu após comer o doce, e sua mãe e irmã estão internadas. De acordo com o secretário de Segurança do Maranhão, Maurício Martins, a motivação do crime provavelmente foi ciúmes e vingança.

O que está acontecendo?

  • A Polícia Civil do Maranhão está investigando o caso de uma criança de 7 anos que morreu após comer um ovo de Páscoa. A irmã e a mãe da vítima também consumiram o doce e estão internadas. O caso ocorreu em Imperatriz, na região sudoeste do Maranhão, e a principal suspeita pelo envenenamento foi presa. A mãe, Mirian Lira, de 36 anos, e a filha, Evelyn Fernanda, de 14, seguem internadas na UTI do Hospital Municipal de Imperatriz.
  • A Polícia Civil do Maranhão prendeu, nessa quinta-feira (17/4), a principal suspeita de envenenar a família em Imperatriz (MA), Jordélia Pereira Barbosa.
  • Conforme o depoimento do pai da criança, que é separado da mãe, o ovo chegou à casa da família entregue por um motoboy, como um presente, na noite de quarta-feira (16/4). O doce veio acompanhado de um bilhete escrito: “Com amor, para Miriam Lira. Feliz Páscoa”.
  • Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), a suspeita foi localizada por agentes da Delegacia Regional de Santa Inês em um ônibus interurbano, enquanto tentava deixar a cidade onde reside. Ela foi identificada como ex-namorada do atual companheiro da mãe da criança que morreu.

 

De acordo com o secretário de segurança, até o momento, os indícios do crime apontam para “vingança” e “ciúme”. “Tendo em vista que o ex-marido da autora é o atual companheiro ou atual namorado da vítima, que foi envenenada juntamente com seus dois filhos”, contou Maurício.

“Há vários indícios que apontam claramente para que essa mulher tenha sido autora do crime. A polícia vai continuar trabalhando para robustecer esses indícios e apresentá-la ao Judiciário, para responder por esse bárbaro crime”, afirmou Maurício Martins. A polícia tem inclusive vídeo da suspeita comprando os chocolates usando um disfarce.

Os agentes da Polícia Civil prenderam Jordélia em uma operação conjunta da Polícia Civil com o Centro de Inteligência da SSP. “Um inquérito foi instaurado pela Delegacia de Homicídios de Imperatriz, que segue ouvindo testemunhas para elucidar completamente o caso”, afirmou a SSP em nota.

O delegado-geral da Polícia Civil, Manoel Almeida, afirmou que as características do caso indicavam que o envenenamento pode ter sido causado por alguém próximo à vítima. “Então, foram muito importantes as entrevistas, a oitiva do atual namorado da vítima, a identificação e localização do motoboy”, afirmou o delegado.

Almeida também destacou que já foram identificados o hotel onde Jordélia Pereira Barbosa se hospedou e a loja em que ela comprou o objeto no qual o veneno foi injetado. A substância, no entanto, ainda não foi identificada.

Comediante que acusa Otávio Mesquita de estupro detalha episódio e diz que era trancada no banheiro para não encontrá-lo

A comediante Juliana Oliveira, ex-assistente de palco do “The Noite” do SBT, que acusa o apresentador Otávio Mesquita de estupro, contou detalhes do episódio e disse que chegou a ser trancada diversas vezes no banheiro pela produção do programa para não encontrá-lo no estúdio.

Em uma rede social, Juliana fez um pronunciamento na terça-feira (15) sobre quando Mesquita passou a mão em suas partes íntimas, sem seu consentimento, durante a gravação do programa de Danilo Gentili em 2016. Em março deste ano, Juliana entrou com uma representação criminal contra ele no Ministério Público.

China convoca reunião do Conselho de Segurança da ONU para falar de tarifas e acusa governo Trump de ‘bullying’

A China enviou uma carta para todos os 193 Estados-membros das Nações Unidas para convocá-los para uma reunião informal do Conselho de Segurança da ONU na próxima quarta-feira (23).

No documento, o governo chinês acusa os Estados Unidos de intimidar e “lançar uma sombra sobre os esforços globais pela paz e desenvolvimento” ao usar tarifas como armas:

“Todos os países, particularmente os países em desenvolvimento, são vítimas de unilateralismo e práticas de bullying. Ao usar tarifas como arma de extrema pressão, os EUA violaram gravemente as regras do comércio internacional e provocaram choques e turbulências severos na economia mundial e no sistema de comércio multilateral, lançando uma sombra sobre os esforços globais pela paz e desenvolvimento”.

 

Segundo a agência de notícias Reuters, a missão dos EUA nas Nações Unidas encaminhou um pedido de comentário sobre a reunião planejada pela China ao Departamento de Estado, mas ainda não obteve resposta.

A agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento disse, nesta quarta-feira, que o crescimento econômico global pode desacelerar para 2,3%, à medida que as tensões comerciais e a incerteza impulsionam uma tendência recessiva.

Os últimos desdobramentos da guerra comercial entre China e EUA

 

Mais cedo, nesta quarta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Li Jian, afirmou que os Estados Unidos deveriam interromper sua prática de “pressão máxima” e desistir de ameaças e chantagens se realmente quiserem dialogar e negociar com o país asiático para evitar a crescente guerra tarifária.

A afirmação chega apenas um dia após um comunicado no site oficial da Casa Branca informar que a China irá encarar tarifas de até 245% como resultado de suas “ações retaliatórias”.

No mesmo dia, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o presidente Donald Trump considera que os americanos não precisam firmar um acordo comercial com a China sobre tarifas. Segundo ela, a responsabilidade pelas negociações sobre tarifas recíprocas agora está com o governo chinês.

“A bola está com a China. A China que precisa fazer um acordo conosco. Nós não precisamos fazer um acordo com eles. Não há diferença entre a China e qualquer outro país, exceto pelo fato de que eles são muito maiores — e a China quer o que nós temos… o consumidor americano”, afirmou ela.

 

Em resposta à Casa Branca, o porta-voz chinês relembrou que a guerra tarifária foi iniciada pelos EUA, não pela China.

“A China não quer uma briga, mas também não tem medo de uma”, disse Li Jian.

 

A guerra comercial entre os dois países começou no início deste mês quando o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um tarifaço contra produtos chineses e de vários outros países.

Uma semana depois, as tarifas foram reduzidas por um prazo de 90 dias para negociações. No entanto, os EUA mantiveram e ampliaram as taxas para os produtos da China.

Atualmente, a taxa aplicada pelos EUA a produtos chineses é de até 245%. A exceção é para produtos eletrônicos, como smartphones e laptops. Já a China está taxando em 125% os produtos americanos.